sábado, 31 de maio de 2014

No caminho da Ciência

Dia mundial da energia


O Dia Mundial da Energia foi criado em 1981 pela Direcção Geral de Energia. Surgiu para sensibilizar as pessoas e os líderes mundiais para a necessidade de poupar energia e para a promoção das energias renováveis, mais amigas do ambiente, em substituição das energias fósseis, altamente poluentes e prejudiciais para a própria vida na Terra. Este dia é comemorado todos os anos no dia 29 de Maio.

                                                  


Nos tempos recentes, o acesso à energia continua a ser um meio importante para a existência humana, uma vez que é necessária para a satisfação das necessidades básicas, como também para a mobilidade e comunicação.

No dia-a-dia são muitos os exemplos de opções de consumo ou de comportamentos que se podem traduzir numa enorme poupança de energia em casa, reflectindo-se esse facto na redução das contas da electricidade e do gás e numa melhor qualidade de vida para todos.


                                                      
O consumo de energia no mundo está resumido, na sua maioria, a fontes de energias tradicionais como petróleo, carvão mineral e gás natural. Estas fontes são poluentes e não-renováveis, o que significa que, no futuro, serão substituídas inevitavelmente.

Os bens naturais são as fontes de riqueza materiais que o homem dispõe para satisfazer as suas necessidades sempre em mudança, e são avaliados de acordo com as utilizações que as sociedades fazem deles. O homem procura tirar deles as maiores vantagens e, com o seu engenho – tecnologia – aproveitá-los o melhor possível, tornando-os recursos.

Energias renováveis são as originárias de fontes naturais que possuem a capacidade de regeneração (renovação), ou seja, não se esgotam. 

Como exemplos de energia renovável, podemos citar: energia solar, energia eólica (dos ventos), energia hidráulica (dos rios), biomassa (matéria orgânica), geotérmica (calor interno da Terra) e mareomotriz (das ondas de mares e oceanos).




Ao contrário dos combustíveis não-renováveis (como os de origem fóssil, por exemplo), as fontes de energias renováveis, no geral, causam um pequeno impacto ao meio ambiente. Portanto, são excelentes alternativas ao sistema energético tradicional, principalmente numa situação de luta contra a poluição atmosférica e o aquecimento global.

Energias renováveis
Não se deve considerar e debater as vantagens e desvantagens das energias renováveis como um todo, mas sim conhecer as ramificações de cada tipo de energia renovável, assim como as suas particularidades.

Energia solar
O aumento da utilização das energias renováveis contribui para a diminuição das emissões de gases com efeito de estufa e da poluição atmosférica, aquática e dos solos.

No dia mundial da energia, Câmaras Municipais, Escolas e Agrupamentos de Escolas dinamizam atividades com o objetivo de sensibilizar a população escolar para a necessidade de se adotarem comportamentos que se traduzam como já foi referido, na poupança energética em casa, com reflexos na redução da fatura da eletricidade e do gás, e principalmente, numa melhoria ambiental e de qualidade de vida para todos.

                                            


As preocupações ambientais têm necessariamente de ser uma exigência da humanidade. Temos de nos empenhar em preservar o meio que nos rodeia e em encontrar formas alternativas limpas e económicas de produzir energias. É esta a herança que devemos aos nossos filhos e gerações vindouras

                                                    



Quinta feira dia 29 de Maio. Aproveite este dia para mudar hábitos! Pratique os principais gestos que pode ter no dia-a-dia para usar eficientemente a sua energia.

                 
                                                                                                                                            Paula Neves

Tempo de Leitura

Michel Tournier, o autor de Sexta-feira ou Vida Selvagem



Michel Tournier é considerado um dos mais notáveis escritores franceses contemporâneos. Escreveu novelas, textos poéticos, contos, ensaios, romances juvenis, um livro de viagens e a sua autobiografia literária com o título Le Vent Paraclet (1977). 


Já recebeu vários prémios, tendo sido o primeiro, em 1967, (Grand Prix du Roman), com a publicação do seu primeiro livro Sexta-feira, ou Os Limbos do Pacífico a partir da qual surgiu a versão Sexta-feira ou Vida Selvagem que o projetou no mundo literário. 

É membro da Academia Goncourt desde 1972 e, em 1977, foi-lhe concedido o Doutoramento Honoris Causa da Universidade de Londres.

Nasceu, em Paris, em 1924, estudou filosofia e direito na Sorbonne e vive, atualmente, em Vallée de Chevreuse a 40km a sudoeste de Paris, no presbitério duma vila pequena. Talvez por formação, procura dar um sentido filosófico aos contos ou histórias, como se verifica na obra Sexta-feira ou Vida Selvagem. É considerado um escritor infanto-juvenil, no entanto ele considera que apenas escreve segundo um ideal de brevidade e de clareza e de aproximação com o concreto.



      Para desvendares um pouco mais da vida deste autor clica na imagem:

                                   


      Acede  a informações e ao resumo da obra clicando na capa do livro:



Isabel Aires



quarta-feira, 14 de maio de 2014

Tempo de Leitura

Jorge Amado, literatura transatlântica





Jorge Amado de Faria nasceu no dia 10 de agosto de 1912 na fazenda Auricídia, em Ferradas na Bahia. Faleceu em 2001. 

Ainda bebé, desloca-se com a família para Ilhéus, na sequência de uma epidemia de varíola. Passa a sua infância em Ilhéus e esta localidade surge referenciada em vários dos seus romances.

 Frequentou a Faculdade Nacional de Direito no Rio de Janeiro, onde se licenciou em Direito. Foi aqui que se envolveu na atividade política, em discussões no âmbito de conceções artísticas e contactou com a ideologia e o movimento comunista. Em 1945 foi eleito deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro, tendo tido um papel de grande relevância na defesa da liberdade religiosa e dos direitos de autor. As preocupações sociais e a defesa dos mais desfavorecidos fazem parte do seu percurso pessoal e de criador literário. Dedicou-se ao jornalismo e à produção literária.


Foi perseguido politicamente e vários romances seus foram considerados subversivos. Conheceu o exílio, tendo vivido na Argentina, Uruguai, Paris e Praga, durante o regime getulista.

É autor de uma vasta obra, tendo alguns títulos tido grande sucesso junto do público, vindo a ser adaptados para telenovelas pela televisão brasileira. A sua obra retrata problemáticas diversas, nomeadamente as vivências e sentimentos humanos, problemas sociais, tradições e costumes, tudo envolto numa linguagem humorística e simultaneamente poética. Da sua obra literária constam os seguintes títulos: “ Tieta do Agreste”, “ Gabriela, Cravo e Canela”, “ Teresa Batista Cansada de Guerra”, “ Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “Tenda dos Milagres”, “ Seara Vermelha”, “ Os Subterrâneos da Liberdade”,” Capitães da Areia” e “ O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”. Foi distinguido com diversos prémios literários ao longo da sua vida.

  

Se quiseres, completa o teu conhecimento sobre esta personalidade, através do seguinte vídeo:




Maria Teresa Corte Real

Tempo de leitura



António Botto, o poeta maldito





Nasceu, em Concavada, no concelho de Abrantes, em 1897 e faleceu no Rio de Janeiro, em 1959, atropelado por um automóvel.



Em 1908, foi com os pais para Lisboa e instalaram-se na zona típica de Alfama, onde cresceu. Em virtude de a família ter poucos recursos, começou a trabalhar cedo.  Trabalhou em livrarias o que lhe permitiu conhecer escritores e mostrar o seu talento, e foi funcionário público (escriturário de primeira–classe no Arquivo de Geral de identificação) de onde foi demitido por causa do seu temperamento e comportamento.


António Botto era um homem talentoso, com uma personalidade forte. Era irónico,  irreverente e muito frontal, o que lhe trouxe muitas inimizades assim como o facto de se assumir como homossexual, mesmo vivendo casado com uma mulher. 
 Sem trabalho, tentou sobreviver escrevendo para jornais e publicou uma coleção de contos que se tornaram um sucesso na Irlanda, tendo sido aprovados oficialmente para leitura escolar ( The Children’s Book, traduzido por Alice Lawrence Oram).


 Ao ver a sua vida degradar-se e devido à rejeição social, em 1947, emigrou para o Brasil com o dinheiro que angariara na organização de recitais de poesia em Lisboa e Porto que se tornaram um sucesso. Foi elogiado por vários intelectuais e artistas, entre os quais Amália Rodrigues, João Villaret e o escritor Aquilino Ribeiro.

No Brasil, também, a vida não lhe correu bem, adoeceu, mas veio a falecer por acidente. Em 1966, os restos mortais foram transladados para Lisboa e depositados no cemitério do Alto de S. João. Em 1989, o seu espólio foi enviado pela esposa para Portugal e doado à Biblioteca Nacional.


Deixou uma vasta obra: poesia, ficção e peças de teatro. Fez traduções. Elaborou em conjunto com Fernando Pessoa uma antologia de poemas portugueses modernos. Fernando Pessoa era seu amigo pessoal e traduziu-lhe a obra “ Canções” para Inglês.
A sua obra é considerada “o mais distinto conjunto de poesia homoerótica da língua portuguesa”.


Contacta agora com a escrita de António Botto:

Poema

O mais importante na vida

É ser-se criador – criar beleza.
Para isso,
É necessário pressenti-la
Aonde os nossos olhos não a virem.
Eu creio que sonhar o impossível
É como que ouvir a voz de alguma coisa
Que pede existência e que nos chama de longe.
Sim, o mais importante na vida
É ser-se criador.
E para o impossível
Só devemos caminhar de olhos fechados
Como a fé e como o amor.

        António Botto (1999). As canções. Lisboa. Editorial Presença.


Contos

Para leres um dos  contos da obra Histórias do arco da velha clica  aqui.


Isabel Aires
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