sábado, 29 de novembro de 2014

a ciência também é cultura…



energias alternativas: fotossíntese artificial


    No mundo atual as necessidades energéticas são crescentes, verificando-se um aumento da procura de combustíveis fósseis e daí resulta a inflação dos preços de energia. O uso destas fontes, economicamente viáveis, tem sob o meio ambiente resultados nefastos, sobretudo no índice de poluição atmosférica. Na procura de energias alternativas, a comunidade científica tem direccionado investigações que consigam dar resposta às necessidades de consumo. 
   Na tentativa de encontrar a solução para este problema, vários cientistas têm procurado novos processos biológicos para a obtenção de energias renováveis, menos poluentes. Recentemente foram realizados ensaios laboratoriais que abrem um bom presságio. Foi possível desenvolver um método que reproduz de forma artificial a fotossíntese, visando a obter uma energia renovável mais eficiente.
     A fotossíntese é um processo de obtenção de energia realizado pelos seres clorofilados. Este processo ocorre nestes seres a nível celular e consiste na conversão da luz solar em energia química utilizável, havendo durante o processo o consumo de moléculas de água e a libertação de átomos de hidrogénio. O processo de fotossíntese alternativa baseia-se numa produção mais rápida de hidrogénio comparativamente ao fenómeno que ocorre na natureza. Esta nova técnica é fundamentada num sistema de produção de hidrogénio, através da criação de gerações de conversores solares, que ao captarem a luz irão desencadear um conjunto de reacções que levará à obtenção artificial de electrões de hidrogénio.
     Como explica o Professor Julea Butt, chefe de pesquisa da Escola de Química e Faculdade de Ciências Biológicas da Universidade de East Anglia, o objectivo é “construir um sistema de fotossíntese artificial, através de pequenos painéis solares em micróbios. Estes aproveitarão a luz solar e impulsionarão a produção de hidrogénio”.
      Um futuro sustentável só será possível com equilíbrio. Os recursos escasseiam e a cada dia que passa as consequências estão perto da irreversibilidade.
       A natureza humana tem mostrado capacidades que suplanta desafios inimagináveis. Esta nova energia alternativa poderá ser a chave para o problema que todos queremos ver resolvido. Podemos estar mais perto de um futuro verde.


Ilustração 1 - Imagem que ilustra o funcionamento da fotossíntese artificial reproduzida em laboratório



Bárbara Lopes




Lista de referências bibliográficas:

 

Bio Vida. (2012, março 28). Nanotecnologia, fotossíntese e energias renováveis... Que combinação. Disponível em: http://bio-stuff-can.blogspot.pt/2012/05/nanotecnologia-fotossintese-e-energias.html
FutureLab. (2013). Cientistas tentam recriar a fotossíntese artificialmente para obeterem energia renovável eficiente. Disponível em: http://www.futurelab.com.br/site/futurelab_blog/cientistas-tentam-recriar-a-fotossintese-artificialmente-para-obeterem-energia-renovavel-eficiente/

Inovação tecnológica. (2012). Hidrogénio solar é produzido com nano cristais inorgânicos. Disponível em: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=hidrogenio-solar-produzido-nanocristais-inorganicos&id=010115121119#.VHEBWYusU5U 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

saber…


Thank you for...



Thanksgiving is a time for giving thanks…a time for sharing warmth and togetherness…a time for family…a time for friends … and, of course, a time for feasting!

On Thanksgiving families gather around the table, hold hands and give thanks:

“I give thanks to my friends…”
“I give thanks to my family…”
“I give thanks to my health…”
“I give thanks to my school…”
“I give thanks to this feast…”

Thank you. Thank you. Thank You.

Besides feasting, family and togetherness, Thanksgiving should also be a time for realizing how treacherous and difficult the quests for a better life and freedom have been for so many human beings…


The Pilgrims, who set sail to the New World in the 17th century, endured a long journey and faced a harsh winter before encountering the land of plenty. Famine before feast. Scarcity before plenty…in doing so, they set an example of determination and hope…


For so many men, women and groups, freedom and plenty have and do not come easy. They are still a daily quest… 

As citizens of Western Europe little do we realize how fortunate we are to be able to stand for our rights, our beliefs and our ideals...

No matter how hard times may be, we are still fortunate to belong to the free world…we are fortunate to give thanks to…freedom and hope…


Happy Thanksgiving and thank you for…
Ilda Camarneira

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Saber, para bem viver


dia mundial da televisão [dia 21 de novembro]



Em 1996, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o dia 21 de novembro como o “Dia Mundial da Televisão”, com o objetivo de proporcionar um intercâmbio cultural com a troca de programas televisivos sobre a segurança, a paz e o desenvolvimento económico e social entre os estados membros.A ideia de um sistema de transmissão de imagens já remonta ao final do século XIX, quando um estudante alemão regista a patente do primeiro sistema de televisão eletromecânico.


Fig.1 – Fotografia de uma das primeiras televisões 

O primeiro serviço de transmissão em alta definição ocorreu em 1935, na Alemanha, embora na década de 20 já tivessem havido transmissões. A “televisão a cores” surgiu em 1954, pela empresa norte-americana NBC.Com a invenção do transístor e o desenvolvimento de outras tecnologias associadas, o uso da televisão massificou-se. Enquanto no século XX os aparelhos de televisão eram equipamentos grandes, pesados e a imagem transmitida de pouca qualidade, nos nossos dias, estes aparelhos têm ecrãs finos e de grandes dimensões, que permitem aos utilizadores usufruir de imagens de grande qualidade e som precioso, fatores que possibilitam aos utentes desta tecnologia fruir de forma plena de todos os programas e filmes como se estivessem no cinema.Em Portugal, a primeira transmissão “a preto e branco” ocorreu no ano de 1957, transmitida pela Rádio e Televisão de Portugal (RTP).Só decorridos 26 anos após a primeira transmissão televisiva a cores norte-americana é que se verificou em Portugal a emissão de televisão a cores de forma regular (em 1976 apareceram as ocasionais transmissões a cores).Atualmente, os aparelhos televisivos possuem uma qualidade de imagem e som muito boa. Plasmas, LCD’s, LED’s são palavras que mostram os vários tipos de televisão e a evolução da mesma. 


Fig.2 – Design de um novo tipo de televisão – a televisão curva

A televisão faz irremediavelmente parte do nosso dia-a-dia: é um meio de difusão de informação, cultura, entretenimento, lazer, etc. A próxima imagem mostra algumas das consequências que a televisão trouxe à sociedade: o sedentarismo e a obesidade.

Fig.3 – Caricatura sobre a televisão


É preciso moderar o tempo de visualização de televisão porque o excesso de visualização de televisão poderá trazer muitas consequências: económicas, sociais, psicológicas…


Afonso Marques, 12.º CT3


Lista de referências bibliográficas

Apoio Escolar Online. (2009). Dia Mundial da Televisão. Disponível em http://www.apoioescolaronline.net/noticias/dia-mundial-da-televis-o
Wikipedia. (2014, outubro 30). Televisão. Disponível em 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Televis%C3%A3o

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Saber, para bem viver


A ÁGUA E O HOMEM

Andava um certo homem a rasgar a terra, abrindo buracos para depositar lixos diversos (plásticos, óleos, embalagens e restos de pesticidas) a céu aberto, quando de repente começou a chover. Primeiro eram só umas gotas e o Homem, olhando para o céu, reparou que havia por ali uns raios de sol à mistura com arco-íris e continuou a fazer as tarefas que estava a fazer, esquecendo completamente a chuva que foi engrossando e aumentando de intensidade, transformando-se subitamente num autêntico dilúvio.
O Homem, aflito e molhado, desatou a correr à procura de um abrigo que estava ali, próximo de um ribeiro. Furioso com a chuva que o molhou e o impediu de continuar a trabalhar, desatou a rogar pragas e insultos a tudo o que era água e chuva. Entretanto reparou que a lixeira que estava a construir, estava a ser arrastada pela água das chuvas para o ribeiro: -Tanta chuva para quê? Isto está tudo malfeito! Olhem para aquele ribeiro a inundar tudo … ainda há-de ir ter ao rio Tejo que vai alagar as culturas e invadir a casa das pessoas, coitadas! … Esta Natureza está muito mal engendrada! Falava, barafustava, mas nem sequer e pensava no mal que tinha feito.
Subitamente, ouviu uma voz que não conseguia saber de onde vinha e, meio assustado, começou a olhar em volta à procura da origem. Pegou num pau grosso que estava por ali caído e puxando-o ligeiramente atrás gritou:
- Quem está aí que apareça! Eu não tenho medo de nada nem de ninguém!- disse meio a gritar,
 não se sabe se de ameaça ou medo. É então que mesmo à sua frente, no ribeiro onde desaguava a torrente de água da chuva com lixo à mistura, formando uma espécie de afluente, se forma com os salpicos das gotas de água uma figura feminina, com aspeto de água suja, que diz numa voz doce, que contrastava com o rumorejar das águas e a sua aparência:
- Eu sou a Água contra quem te sentes revoltado e medroso! Estás todo molhado, porque não ligaste aos nossos avisos, mas sem a água da chuva, as tuas terras não te serviam para nada e, finalmente, como paga e graças a ti estou com este aspeto oleoso, esverdeado e mal cheiroso…
O Homem, como sempre, reage à bruta e irracionalmente, sobre aquilo que desconhece, não entende ou sente receio e, aí vai disto, manda o pau com toda a força contra a figura que estava à sua frente, gritando, mais por medo do que para assustar:- Some-te alma do outro mundo!
Bom, não aconteceu nada do que fez ou disse, isto é, não fez mal à figura porque o pau acertou, mas, a figura que era de água, ficou na mesma e depois não desapareceu e o pau ficou todo sujo de plástico e daquelas coisas pretas e esverdeadas. A Água em vez de se zangar com o homem pela rudeza e violência, falou-lhe ainda com mais paciência para que se acalmasse e disse:
 - Homem acalma-te e escuta. Por que te revoltas contra a Natureza, quando a maltratas? Por que te revoltas contra algo que já existia antes de ti, foi necessário existir para que pudesses ser, existindo  em ti e sem a qual não era possível a vida na Terra? Além disso, já pensaste que podes vir a beber desta água por ti poluída? A doença que podes apanhar e o dinheiro que vais gastar, tu e a tua família, para te tratares? E o mal que fazes aos outros? Ouvindo isto, o homem pensou: bom, estou num sonho, acalma-te e ouve, não perdes nada com isso nem te acontece nada porque é um sonho….Com este pensamento, respondeu ainda meio a medo: -Desculpe minha senhora ….Foi a surpresa…
- Está bem, eu entendo, mas pensa um pouco na tua atitude… se fores assim, em todas as situações que não compreendes, a violência que espalhas à tua volta? Em vez de te revoltares com aquilo que não entendes, tenta compreender e em vez de te enfureceres, tenta aceitar. Repara no mundo que te rodeia: que seria feito das árvores, das flores, dos produtos agrícolas que cultivas, dos animais que te dão sustento e de ti próprio sem água potável? Sabes que 80% da constituição do teu corpo é água? Que a água potável está a escassear no mundo por diversas razões, como é o caso do aumento populacional e do consumo , da  poluição e contaminação por poluentes e esgotos. Cerca de um terço da população mundial não tem, ou tem difícil acesso à água, quer porque não há ou é muito cara? Sim, a água da natureza, que é de todos, custa muito dinheiro a tratar e quanto mais, tu Homem, te desleixares e a poluíres, mais cara vai ficar para ti e para os teus filhos, para poderes sobreviver…e vais ter que trabalhar mais. Além disso a energia elétrica que tens em casa resulta da transformação em barragens proveniente das nascentes e das chuvas que as enchem. As fábricas não funcionariam com falta de água, nada funcionaria, nada existiria sem a Água. Mais, a garrafinha de Água que trazes para beber, vem da nascente, de lençóis freáticos. E tu como paga, atiras a embalagem para a Natureza, para a contaminares…Esperto!
-Podes perguntar, continuou a Água, porque há estes exageros de chuvas e alteração do clima? Eu respondo-te: é por tua culpa, os lixos e poluição, os efeitos de estufa.
 ...  
É por causa desta tua atitude que muitas crianças morrem no mundo inteiro, quer pela sede, quer pela guerra que os países já fazem entre si pelo acesso à Água. A utilização de produtos venenosos nas culturas e a proliferação de lixo na Natureza, para além de provocarem doenças e mortes, reduzem, por infiltração nos solos e lençóis de água no subsolo e arrasto para os lençóis de superfície, a água potável, provocando aumento quer na água consumível quer nos produtos, empobrecendo os Países e reduzindo a tua qualidade de vida. Não sabias? Pois há uma máxima importante: SABER PARA BEM VIVER…
 -Já agora,concluiu, a tua filha mais pequena comeu fruta com tratamento que lhe puseste e lavou-a na poça que fizeste para o lixo….
 -Já agora, concluiu, a tua filha mais pequena comeu fruta com tratamento que lhe puseste e lavou-a na poça que fizeste para o lixo….
O Homem, ouvindo isto, levantou-se sobressaltado e, esfregando os olhos, sentiu um sol radioso no rosto, exclamando:
 - Que chatice de sonho! Levantou-se, espreguiçou-se e olhando à sua volta reparou nos terrenos encharcados de água e o ribeiro transbordante…. Soltando um grito de alegria, correu em direção a casa…

Fernando Catarino

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

a ler...


... um filme, uma forma de nos abrimos ao sonho através da imagem

O cinema é tridimensional e para assisti-lo não precisamos de óculos especiais. Não espere dele uma resposta para o que é cinema, o que é poesia, o que é arte, o que é literatura. Tudo está lá e nem sempre é preciso ver para entender que tudo está lá.
Cruz, E. L. (2011). Entre o cinema e a poesia. Em Diálogos, n.º 4. Disponível em http://www.revistadialogos.com.br/dialogos_4/dial_4_elcy_cinema_e_poesia.pdf



quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A ler…


 A criança n.º 44, de Tom Rob Smith



Tom Rob Smith nasceu em 1979, em Londres, Reino Unido, cidade onde vive. Licenciado por Cambridge, em 2001, passou um ano em Itália com uma bolsa de estudos em escrita criativa e trabalhou como argumentista durante os últimos cinco anos.
O seu 1.º romance, A Criança N.º 44, esteve, entre outros prémios, na lista para o Man Booker Prize em 2008 e venceu o Ian Fleming Steel Dagger Award, da Crime Writer’s Association, pelo melhor romance de aventura / thriller de 2008.




A ação deste livro passa-se na União Soviética em 1953. Governada com mão-de-ferro por Estaline, a força policial exercia uma força brutal sobre a população Russa e dos países que constituíam a União Soviética.
Debaixo deste jugo, a população é levada a acreditar que o crime não existe. No entanto, quando o cadáver de uma criança é encontrado na linha de comboio, o agente Leo Demidov – um herói de guerra dedicado ao Departamento – é surpreendido ao ouvir que a família da criança está convencida de ter-se tratado de um assassínio. Os superiores de Leo ordenam-lhe que ignore tal suspeita e ele obedece sem se questionar. Mas algo lhe diz que há muito mais por detrás desta história.
De um momento para o outro, a sua confiança de que tudo o que faz por ordem do Partido serve um bem maior é abalada e, arriscando tudo, Leo sente-se no dever de perseguir o terrível assassino – mesmo sabendo que ao fazê-lo se tornará, ele próprio, um inimigo do Estado.
Para saberes mais sobre a história da União Soviética podes aceder, na RTP Ensina, e ver este vídeo (http://ensina.rtp.pt/artigo/a-historia-da-uniao-sovietica/).
Podes ler este livro, requisitando-o na Biblioteca Municipal de Cantanhede ou efetuando o seu pedido na Biblioteca da Escola EB2/3 Carlos de Oliveira para ativar o empréstimo interbibliotecário.
Boas leituras.

Adélia Maranhão

terça-feira, 11 de novembro de 2014

a ler...

...leituras em rede [a propósito do dia 11 de novembro]


Num mundo que permanece ainda em guerra, com este Boletim pretende-se coligir informação sobre a 1.ª Guerra Mundial e também destacar obras que nos levem a refletir sobre a Guerra e o seu impacto nas sociedades.

Os documentos de carácter informativo centram-se nos acontecimentos históricos que antecederam ou que ocorreram durante o período da 1.ª Guerra Mundial.
As obras de ficção (literatura ou filmes) têm  a Guerra, e em particular no século XX, o seu ponto de partida.

Em o Canto dos pássaros, Sebastien Faulks transporta-nos às trincheiras da 1.ª Guerra, enquanto Elie Wiesel, em Dia e em Noite, conta-nos como é ser prisioneiro num campo de concentração e o que significa sobreviver a uma guerra. Nas Sirenes de Bagdad,  o escritor Yasmina Khadra mostra-nos uma sociedade iraquiana dilacerada pelo conflito entre o Ocidente e o Oriente. Em Até ao fim do mundo, David Grossman faz-nos penetrar na mente de uma mãe israelita, cujos filhos soldados participam no conflito entre palestinos e israelitas, uma mãe que tem um amigo árabe e um outro amigo que foi brutalmente torturado durante a guerra com o Egito.


Em A vida é bela, o ator Roberto Benigni exibe uma interpretação magistral ao encarnar o papel de um pai que consegue esconder do filho que se encontra num campo de concentração. Em Rapaz do pijama às riscas, a amizade entre dois rapazes derruba as redes de arame farpado e da insanidade da guerra. No meio da morte, A rapariga que roubava livros encontra nas suas páginas a forma de dar sentido à vida...


sábado, 8 de novembro de 2014

Lembrar o passado, pensar o presente

Remember, remember the fifth of November!

Gunpowder Plot 1605





Guy Fawkes, who was in the cellar of the parliament with the 36 barrels of gunpowder when the authorities zoomed in the early hours of November 5th, was caught, and later tortured and executed.
In 1605, thirteen young men planned to blow up the Houses of Parliament. Among them was Guy Fawkes, Britain's most notorious traitor. 
Guy Fawkes was born in 1570 in York. Even though most of his family was Protestant, his maternal grandparents were Catholics and refused to attend Protestant services and abide by the Protestant creed and faith.

After Queen Elizabeth I died in 1603, the English Catholics, who had been persecuted under her rule, hoped that James I, her successor, would be more tolerant of their religious beliefs. However, James turned out to be even more intolerant than Elizabeth.
Tired of persecutions, a small group of men took shape under the command of Robert Catesby. They decided to blow up the Houses of Parliament. In doing so, they would kill the King and the Members of Parliament.
Being a highly skilled man in the matters of war, Guy Fawkes was asked to join what would become known as the Gunpowder Plot. Being an expert in gunpowder, he played a key role in the conspiracy. To carry out their plan, the conspirators got hold of 36 barrels of gunpowder and stored them in a cellar, just under the House of Lords.

As the group worked on the plot, it became clear that innocent people would be killed or injured in the attack, including people who had fought for more rights for Catholics. Therefore, having second thoughts, it is said that one of the members of the group sent an anonymous letter warning king’s men to stay away from the Parliament on November 5th.  The warning letter soon reached the King and plans to stop the conspirators were taken into action.
Guy Fawkes, who was in the cellar of the parliament with the 36 barrels of gunpowder when the authorities zoomed in the early hours of November 5th, was caught, and later tortured and executed.





So…in Britain, on November 5th, Bonfire Night is commemorated with fireworks and burning effigies of Guy Fawkes on a bonfire.



Ilda Camarneira

Lista de referências bibliográficas:

Canal História. (2014, janeiro 31) The death of Guy Fawks. Disponível em http://www.history.com/this-day-in-history/the-death-of-guy-fawkes
BBC News. (s/d) Gunpowder Plot. Disponível em http://www.bbc.co.uk/history/the_gunpowder_plot


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Saber, para bem viver



Saber, para bem viver (continuação)


Passaram-se alguns anos e num belo dia de sol um velho com ar de velho ao passear no jardim da Estrela em Lisboa, viu um jovem já a caminhar para homem, sentado num banco com um ar de tristeza estampado no rosto que incomodou o velho. O velho não resistiu a dirigir-lhe a palavra:
- Boa tarde, posso ajudar?
- Não a mim ninguém me pode ajudar… respondeu o homem
Aquela voz não lhe era estranha, mas falava com tanta gente que poderia estar a confundir…
- Desculpe incomodar, mas pareceu-me tão triste que não resisti a perguntar…. Sabe, há uns anos conheci aqui um jovem que se condoeu de mim e me fez companhia …as coisas não acabaram bem porque achou que lhe estava a dar uma “seca “ como ele dizia e não quis saber…Fiquei preocupado com esse jovem …tinha um nome tão esquisito como o meu…
- Como se chama?- perguntou o homem.
- Saber. Respondeu o velho
- O meu nome é Viver… e eu lembro-me de si e da sua conversa. Sabe, fiz exatamente o que lhe disse.
- E ….
- Correu mal… desde álcool, droga roubos prisão, acidentes…expulsão de casa dos meus pais – cheguei a bater no meu pai para lhe tirar dinheiro, disse em surdina e a abanar a cabeça - sei lá, tudo me aconteceu…menos tirar o curso e ter uma vida normal…
- Então e trabalho?
- Tive várias propostas mas não tinha habitações nem literárias nem profissionais… nem sociais. Sabe como é, os professores são uma seca, estudar é uma seca, a escola é uma seca…e depois não aproveitei nada, desisti …só fiz porcaria… e a sociedade não perdoa! Tantas vezes me lembrei de si…
- Mas não valeu de nada…. - retorquiu o velho
-Valeu, valeu! Eu não deixei o meu irmão mais novo fazer o mesmo, contei-lhe a nossa história e ele enquanto pequeno acreditou, mas depois cresceu, entrou para a Universidade e dizia que era uma boa estória e que me agradecia pelo esforço que tinha feito para o proteger.
- Então e ele ainda estuda?- perguntou o velho.
- Quem, o meu irmão? Não, é Economista e Gestor e tem uma boa vida! Vida económica estável, uma família “fixe,… quer saber uma coisa engraçada?
- Se quiser dizer…
- Especializou-se em EconomiaPolítica Gestão. Sabe porquê? Porque dizia ele, era para tentar ajudar jovens inteligentes como eu a não ficarem estúpidos com as influências dos grupos, dos mass media e de ideias pré concebidas. Então, através de informação e formação e também ajudando a criar postos de trabalho poderia fazê-lo ….é assim o meu irmão…uma pessoa culta com muita sabedoria, até parece que era o mais velho….ainda me fazia lembrar mais o senhor . Quantas vezes pensei se não teria já morrido….Como fui estúpido!
- Não foste nada estúpido, só não sabias é que para nos divertirmos há sempre tempo o que nem sempre acontece com as oportunidades de trabalho…. e para isso é preciso saber, estar preparado, querer ter vida própria e dar-lhe sentido e utilidade….e tu não percebeste isso também, porque não quiseste saber ou porque os teus pais satisfaziam todas as tuas necessidades ou porque simplesmente nem pensaste nisso  ….É preciso querer e estar disponível para aprender coisas novas, quer para desempenhar uma profissão quer para se formar como pessoa adulta responsável individual e socialmente! Para viver de qualquer maneira não é preciso muito trabalho, mas para viver bem, é… e muita persistência, não desistir! Já agora como se chama o teu irmão?
- Bem Viver! Respondeu o Viver a rir, comentando – é cá uma família…
O riso pegou-se e ambos riram a bom rir durante breves momentos e quando o homem olhou para o velho reparou que tinha rejuvenescido imenso e que afinal a estória era verdadeira. Enquanto se espantava com o que estava a acontecer o Saber levantou-se ágil e desapareceu entre a multidão deixando na cabeça a mensagem:
SABER, PARA BEM VIVER
Com este pensamento levantou-se e dirigiu-se à escola mais próxima para pedir informações sobre como e onde poderia fazer uma formação técnica que lhe desse uma especialização para trabalhar e uma segunda oportunidade para si e para a sua família.



Fernando Catarino

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Saber, para bem viver


Andava o Senhor Saber, com aspeto de possuir uma idade avançada a deambular num jardim de caminhos cobertos de folhas caídas, multicores umas e descoloridas outras, por via dos ventos de Outono, que abana as árvores como que para se despirem da roupa velha para a substituir na loja da Primavera, quando ao passar junto a uma esplanada, se viu refletido nas paredes de vidro….Há quanto tempo não se via, não via a sua imagem refletida….e sentiu-se … sentiu-se triste, tão triste que parecia que as forças o abandonavam….  
  Devagar, dirigiu-se para um banco do jardim, daqueles antigos, com ripas que faziam lembrar as ondas do Mar, onde os surfistas brincam e passeiam e sentou-se, olhando o azul do celestial céu, com uma lágrima teimosa a escorrer nos regos deixados pelas rugas….Foi ao reparar nestas mesmas rugas, refletidas no vidro, que se apercebera do seu estado. Estava a ficar velho e sem capacidade de renovação….
Um jovem, que passava, reparou no senhor e condoído, perguntou se podia ajudar em alguma coisa… O Saber olhou para o jovem, passou com as costas da mão pelo rosto e disse com uma voz meio soluçada:
- Olá…, por acaso até podes…e devagarinho, muito devagarinho, o rosto do Saber foi adquirindo um sorriso e um brilho que o tornava cada vez mais atraente sem se saber porquê….
- Então meu jovem companheiro como te chamas? - inquiriu o Senhor de idade aparentemente avançada.
- Viver…- respondeu o jovem
- Viver? Que nome estranho! Ainda mais estranho que o meu….Ouve lá, ó tu, que vives- inquiriu o velho com um sorriso- não te disseram lá em casa que não deves aproximar-te de desconhecidos?
- Dizer disseram, mas isso tem que servir como advertência para o perigo e não como intimidação que me leve ao medo e à perda do sentido de solidariedade…Olhei para o senhor e não pareceu que me pudesse fazer mal e então com a cara com que estava….De qualquer modo, se não corrermos alguns riscos, a sociedade transforma-se numa espécie de selva onde as pessoas sofrem e morrem e ninguém repara …ou fogem o que ainda é pior – concluiu o jovem já com o tom de voz um pouco alto de tão empolgado  que estava .
O velho estava de boca aberta a escutar e um brilho vivo de alegria bailava-lhe nos olhos. Deixou descair a cabeça, com o olhar fixo na terra que pisava, e num leve abanar, ergueu-a com um sorriso a raiar-lhe nos lábios e, olhando o rapaz com aquele olhar de orgulho, de satisfação que às vezes se vê nas pessoas, disse com a voz mais suave e doce que se possa imaginar, daquelas vozes que nos acalmam e nos fazem ver o mundo à nossa volta duma forma mais alegre:
- Sabes, meu rapaz, foste a coisa melhor que me aconteceu desde há muito tempo! Vou contar-te uma coisa sobre mim que tu nem vais acreditar, mas se acreditares em alguma coisa já é bom: eu represento e sou o Saber, nesta forma humana, para contactar as pessoas, sentir os conhecimentos, as emoções, as ações, etc…de forma a perceber a evolução do homem ao longo dos tempos. Sabes porque tenho este ar de Velho? - perguntou ao rapaz olhando-o de frente .
- …E triste - acrescentou o rapaz na sua inocência e afetividade que o envolvia ao velho.
O velho deu uma gargalhada com o comentário e a expressão do Viver.
- Não gosto que utilize a palavra velho! Continuou o moço- velho é para as coisas, não é para as pessoas. O senhor tem um nome e é por ele que deve ser tratado, ou então por senhor…
- Estou muito contente por me teres ajudado
- Mas não fiz nada!
- Fizeste e estás a fazer! … Vou continuar com a minha história se não te importas.
- Eu sou o Saber como já te disse e tenho muitos anos, mas, contrariamente às outras pessoas, não envelheço mais, as outras pessoas desaprendem ou esquecem o que aprenderam. Eu rejuvenesço com a divulgação do saber às pessoas! Por isso tenho todo o interesse em divulgá-lo para que as pessoas tenham melhor qualidade de vida, protejam a natureza, não sejam invejosas, egoístas e interesseiras, não façam guerras, etc….
O jovem Viver estava boquiaberto de espanto com a história fantástica. Nem conseguia falar. O senhor Saber continuou:
- A minha função é não deixar perder as tradições e os costumes entre as pessoas, a importância da família, a importância da espiritualidade sobre a matéria, para as pessoas perceberem que o materialismo como centro da vida (o dinheiro, a vaidade, o culto da beleza, dos vícios,..), impede que as crianças preservem a alegria da inocência, dos afetos, dos risos e das brincadeiras, impede que os jovens preservem as características da infância e tenham sonhos que lhes permita construir a vida no futuro, com base no estudo e no trabalho e na construção de amizades e afetos e, finalmente, impede que os adultos preservem a infância e a juventude o que os limita na construção global de si próprio quer na sua profissão quer na família que constrói, quer na sociedade…. Sabes, não basta ser boa pessoa, tens de te construir todos os dias e trabalhar para que um dia o fracasso e a revolta não te batam à porta e te tornes noutra pessoa….Uma pessoa que não queres, mas não consegues deixar…
- Desculpe que lhe diga, mas isso parece-me tudo uma “ganda” seca….-respondeu o jovem Viver. A vida é para viver hoje até ao limite que pudermos enquanto somos jovens. Se não fizer agora … nunca mais vou fazer….Estudar e trabalhar, posso fazer a vida inteira! Passear, farras, curtir…sei lá?! Acha que pode fazer isso com a idade que tem? Eu quero tirar um curso de engenharia ou técnico de eletricidade ou mecânico ou de informática, mas tenho muito tempo…
- O velho Saber levantou-se lentamente, olhou para o jovem com olhar indefinido e afastou-se devagar como se tivesse todo o tempo do mundo para chegar ao destino ou não tivesse sequer destino para onde ir….

Continua amanhã. Talvez queiras passar por cá.




Fernando Catarino

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Modos de ver e de ouvir

a propósito do dia internacional do cinema [5 de novembro]


TRAILER


Seja bem-vindo(a) a uma história de encantar onde os “Dreamscome true”.

Sinta as emoções de Jack, sussurrando ao ouvido de Scarlett,
I really mean to learn
‘cause we’re living in a world of fools
breaking us down,
when they all should let us be
we belong to you and me
I believe in you 

Vibre com os dilemas de Ben-Hur, que suplica e pensa

Trema godzillamente, mas alegre-se, celebrando e “Let thesunshine in”…  

Emocione-se – “When you wish upon a star” - porque

Não tema e aventure-se, qual mosqueteiro – “Mamma mia, hereI go again” – até porque “The winner takes it all, the loser standing small”…

Confie na amizade, como Willie, já que “You are not alone” e acabará rejubilando, uma vez que “Let’smake it all for one and all for love […] 'Cause when it's all for one it's one for all”.

Surpreenda-se com a mais pequena “Conquest of Paradise”… Ainda que pequena, vale sempre a pena “Dreama little dream”. Pode ser só “One momentin time”, mas vale a “Blaze of glory”.

Assobie sobre “A ponte do rio Kwai” ou o arroio que faz crer que “I stillbelieve in me”.

Não pense que a vida é madrasta, recuse o angustiado “Idon’t wanna talk about it” e pense, como Christian e Satine, “Come what may […] Suddenly the world seems such a perfect place”… 

Afinal, o importante é deixar-se inebriar por “Un parfum dufin du monde” e saber que no Amor é como na Música e no Cinema:
“Ai meu amor
O que eu já chorei por ti
Mas sempre
P’ra sempre
Vou gostar de ti” 

Não perca a oportunidade de OUVER (assim mesmo, com E) na Biblioteca mais perto de si: Biblioteca Escolar Clara Póvoa.

Paulo Correia de Melo, outubro de 2014

Filmes, referidos neste texto, e que estão disponíveis na Biblioteca Escolar Clara Póvoa:
Lloyd, P. (2009). Mamma Mia. [DVD]. Miraflores: Universal Pictures Iberia.
Wincer, S. (1995). Libertem a Willy. [DVD]. Lisboa: Lusomundo.
Wyler, W. (1993). Bem-Hur. [DVD]. Lisboa: Lusomundo.

Discos, referidos neste texto, e que estão disponíveis na Biblioteca Escolar Clara Póvoa:
GNR. (2002). Câmara Lenta. [CD]. Portugal: Valentim de Carvalho.
Hair. (1989). Hair. [CD]. Londres: Broadway Cast.
Houston, W. (2000). The greatest hits. [CD]. Reino Unido: BMG.
Jackson, M. (1995). History 2. [CD]. Londres: MJJ Productions.
Kamen, M. (1993). The Three Musketeers. [CD]. América: Walt Disney Records Company.
Lightouse Family. (2001). [CD]. Reino Unido: Polidor
Lightouse Family. (2001).[CD]. Reino Unido: Polidor.
Vangelis. (1992).Conquest of paradise. [CD]. London: Warner Music
Vários. (1993). Philadelphia. [CD]. Austria: Sony Music
Vários. (1996). Pure Movies. [CD]. Portugal: PolyGram.
Vários. (2000). Grande crónica do século XX. [CD]. Lisboa: Oceano Multimédia
Vários. (2008). Tributo aos Abba. [CD]. Lisboa.