sexta-feira, 29 de junho de 2018

Faça lá um poema

Colectânea de trabalhos realizados pelos alunos da EB Carlos de Oliveira e organizados pela professora Licínia Torres.


sexta-feira, 25 de maio de 2018

Concurso Literário 2018 – Dia da Marinha


O Mar



“As ondas quebravam uma a uma./ Eu estava só, com a areia e com a espuma/ Do mar que cantava só para mim.”.

De repente, ouvi um murmúrio suave de uma voz masculina que dizia:

- Sophia... Sophia... Sophia... Vem cá!

Olhei uma, olhei duas e olhei três vezes. Era um rapaz belo de olhos cor de mar. O seu tronco parecia forte, tal como os grandes castelos que serviam de proteção no século XIV. Contudo, para meu espanto, em vez de umas belas pernas, tinha uma cauda brilhante. Percebi, ainda, que era da minha idade. Então, num passo mediano, dirigi-me a ele com a alma repleta de susto. Cada vez que me aproximava, mais medo tinha. Então, perguntei:

 - O que quer de mim?

 - Queria mostrar-te o mar e todas as suas maravilhas - respondeu ele empolgado.

Fiquei muda. Estava estupefacta. Como iria nadar com ele? Eu adoro natação, mas nem fato de banho tinha! E não aguentaria tanto tempo debaixo de água! Vendo a minha agitação, esse tal ser misterioso pegou na minha mão delicadamente e sobre ela caiu um pozinho doirado e brilhante. Nesse mesmo momento, as minhas pernas transformaram-se numa só cauda e o resto das roupas num soutien. 

- Eu chamo-me Adrien. É um prazer conhecer-te!

 - Adrien! Como assim!? Eu não posso ficar sereia para sempre! Creio que entre mim e o mar existe uma grande amizade, mas…eu perderia a minha nobre casa e toda a minha família…e isso não está certo…

- Não te preocupes, Mademoiselle! O pó que te coloquei dura apenas uma hora!

- Então, partamos! - disse eu em tom decisivo.

Entretanto, Adrien fez uns gestos estranhos para invocar o mar. Queria que viesse uma onda que nos levasse, já que não conseguíamos andar.

O tempo ia passando… De repente, comecei a sentir o meu corpo a desformatar e, então, desmaiei.

- Oh não! Tenho de a salvar!

Rapidamente, Adrien pegou em mim e trouxe-me para a beira-mar. Passados alguns minutos, acordei e reparei numa carta feita de algas cor pérola e que, como abertura, tinha uma concha. Como não consegui conter a curiosidade, abri-a e li:          
                                    
                                            Amanhã, encontramo-nos
                                            no mesmo lugar, à mesma hora.
                                                                               Adrien     

Fiquei maravilhada. Parti para casa, pois vi que já era tarde. A minha família já se tinha deitado. Silenciosamente, tomei um relaxante banho e, depois, como não tinha muita fome, bebi um chá de tília.

Em seguida, fui-me deitar. Adormeci muito rapidamente, pois estava cheia de cansaço. Passadas nove horas, acordei e fui diretamente para a cozinha para tomar o pequeno-almoço. Entretanto, fui para o meu quarto, vesti um vestido azul, calcei uns sapatos pretos e coloquei um lenço preto, uma bracelete e um colar. Preparei uma malinha com um pequeno lanche e com o envelope e pus-me a andar para a praia.

- Adrien! Adrien! Onde estás?

E lá apareceu ele, mas estava muito mal! Tossia sem parar e estava todo negro... Corri então para o tirar daquela imundice. Com toda a minha força, tentei ajudá-lo colocando a sua cabeça no meu braço e disse:

- O que se passa? Estás tão estranho!

- Deu-se um enorme derrame de petróleo e fiquei intoxica-d-d-d-dd-d…

Eu estava assustadíssima! Ele acabara de ter uma paragem cardiovascular! Então, uma lágrima caiu do meu rosto e, depois dessa, vieram muitas mais…Entretanto, envolvida na minha angústia e tristeza, abri a minha malinha sem pensar que o estava a fazer e, com os meus dedos manchados de petróleo, toquei num pequeno pote que dizia: «Um presente da tua Protetora». Sem pensar em mais nada, tirei a rolha de cortiça que o fechava e dei de beber ao meu amigo o que ele continha. Por mais incrível que pareça, ele acordou bastante vivaço e sem cauda.

De repente, uma estranha figura brilhante apareceu e disse:

- Tu, Adrien, ficarás sem cauda durante quarenta e oito horas, o que equivale a dois dias. Ambos têm por missão chamar alguém para limpar o mar.

E desapareceu…

- Adrien, ouviste isto? Ficarás humano!

- Só por dois dias…- lamentou ele.

Ah! O quê? Não me digam que querem saber o resto! Pronto, está bem eu conto!

De seguida, fomos chamar a polícia e contamos tudo tim-tim por tim-tim. Fomos para a minha casa onde pedi à minha ama que arranjasse um espaço para ele. Passaram dois dias e o mar ficou limpo. Adrien teve de regressar a sua casa e fiquei novamente sozinha, mas, se pensam que abandonei o meu amigo, estão muito enganados! Fui ao local onde nos encontrámos pela primeira vez, todos os dias.

E agora, que tal um conselho da miss Sophia? Se conhecem alguma pessoa diferente, que consideram muito especial, nunca a abandonem, pois ela vai sentir a vossa falta!

Assim termina uma das fantásticas aventuras marítimas da Menina Sophia!!!

Até à próxima!!!
           
Adriana Gomes Dias, 5.º A

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Oficina de escrita


                       A maravilhosa vida da Sementinha





 Para mim, o livro A Vida Mágica da Sementinha, de Alves Redol, contém uma história maravilhosa.

 O narrador fala-nos sobre uma sementinha de trigo que vai vivendo aventuras inesquecíveis. Simultaneamente, são descritas, de forma invulgar e divertida, as variadas fases do crescimento de uma semente de trigo.

Gosto muito da forma como Alves Redol descreve os espaços e retrata as personagens. Os recursos expressivos e as expressões que ele utiliza transportam o leitor para os espaços onde decorre a ação e colocam-no na pele da personagem.

A parte de que eu mais gostei foi o episódio romântico entre o apaixonado Rouxinol e a ingénua Sementinha. O amor vence sempre.

Por todas estas razões, recomendo a leitura desta obra a todos e a todas as faixas etárias.



Mara Vinhas, n.º 13, 5.ºA