quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Oficina de escrita: memórias


O Turista


          Caros amigos embarquem comigo nesta viagem pela minha infância.
          Dezembro de 2014 duas semanas antes do Natal, Lisboa a imponente capital de Portugal, banhada pelo rio Tejo, nessa altura ainda não havia a enchente de turistas de hoje.
          Eu e os meus pais tínhamos acabado de chegar para 3 dias de passeio. Era a minha primeira vez na capital e estava bastante ansioso.
          Quando chegamos ao hotel fiquei muito admirado porque tratavam-me por “menino” e aos meus pais por “senhor” e “senhora”.
          O quarto do hotel não era muito grande. Tinha um quarto com uma cama de casal e uma para crianças e uma televisão e uma casa de banho.
          No dia seguinte, fomos ao Museu Nacional dos Coches era um edifício antigo do início do século XX com umas gárgulas do lado de fora bastante intimidantes. Lá dentro, na primeira sala, estavam os coches mais emblemáticos e mais antigos. Nas salas seguintes havia cerca de cem coches. Na última sala estava exposto o coche onde o rei D. Carlos e o seu filho D. Filipe foram assassinados, ainda com as marcas das balas. Quando estava no museu senti-me noutra época pois sabendo as histórias que tinham sido vividas naqueles coches parecia que eu fazia parte delas.
          Os meus dias de turistas começaram na estrada no Museu dos Coches onde comprámos os bilhetes e vimos o roteiro de visita. Na primeira sala foi onde demorámos mais pois era lá que se encontravam os coches mais interessantes. Nas salas seguintes, os coches eram menos apelativos por isso demorámos muito pouco tempo.
          Fomos jantar ao Mercado da Ribeira, eu adorei pois nunca tinha comido nada de um chefe de alta cozinha sem ser a minha mãe claro.
          No dia seguinte, visitamos os Armazéns do Chiado, aí perto, visitamos a estátua do Fernando Pessoa e gostei muito. À noite tivemos de nos deitar cedo para no dia seguinte não apanharmos trânsito.
          Quando olho para esta fotografia, ela desperta-me alegria e um pouco de saudade de ser mais novo.


Francisco Pessoa 8C

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Oficina de escrita: memórias


Viagem de sonho


          Caros amigos embarquem comigo nesta aventura pela minha infância.
No ano 2016 fui, em Agosto, até à Suíça, mais precisamente até ao campo escutista internacional de Kandersteg , uma pequena aldeia no cimo de uma montanha. 
Quando cheguei, como ainda era das mais novas, fui de autocarro até ao campo. Foi curta a viagem, mas deu para aproveitar a maravilhosa paisagem que estava ao nosso lado. Havia casas de madeira cheias de flores de muitas cores e formatos, a montanha, que era enorme, apresentava um cume coberto de neve, parecia que estava num mundo completamente diferente porque não havia poluição e estávamos completamente rodeados pela natureza.
Lembro-me do momento que mais me marcou, estávamos todos no grande Fogo Concelho. Tínhamos uma fogueira no meio e um pequeno palco onde íamos fazer as nossas apresentações. A certa altura, comecei a chorar pois a emoção de estar rodeada de milhares de escuteiros e de ter cumprido um grande sonho era tão forte que não consegui conter as lágrimas.
Uma das partes mais importantes foi poder partilhar esta aventura com amigos, pois eles ajudaram-me quando tive saudades de casa.
Diverti-me muito a tentar jogar o xadrez gigante que lá estava, porque me fazia lembrar o Harry Potter e andar num “escorrega" de neve.
Na viagem de volta, parámos em França e fomos a um parque aquático gigante, foi a minha primeira vez. Recordo-me de andar em escorregas e de ter medo pois pensava que ia cair, o que foi engraçado, pois existiram vezes em que tive que falar inglês com os funcionários e não sabia o que dizia.
Em Espanha, acampámos num parque de campismo. Foi muito engraçado porque eu estava a tentar falar espanhol com outras crianças que estavam lá.
Até hoje, tenho a pulseira que comprei na loja de “Souvenirs", e sempre que olho para ela lembro-me de todos os momentos que vivi nesta viagem. Nunca me vou esquecer do frio que estava em Kandersteg, do ar puro, do cheiro das flores e de todas as grandes aventuras.
Beatriz Oliveira 8C

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Oficina de escrita: memórias


Doces memórias



  Caros amigos, embarquem comigo nesta viagem à minha infância.

  Vivia numa pequena vila "shangkou", era minúscula em relação ao país onde se encontra, mas foi essa pequena terra que guardou as minhas memórias desde a nascença, no longo período de nove anos.
  Era uma aldeia com população média, tinha um jardim de infância e duas escolas, uma do 1.º ano, uma 6.º ano e outra do 2.º ciclo, a partir daí, os alunos já iam para lugares mais distantes para poderem estudar. Naquela época, ainda eram poucas as pessoas que conseguiam acabar a escolaridade obrigatória, pois tinham que ir trabalhar desde muito jovens para tirar o peso dos ombros dos pais.
  Andei nesse jardim de infância durante três anos, todos dias o meu tio me levava lá no camião. Era azul, alto e grande comparado com o meu corpo que nem chegava a um metro. Havia dificuldades em subir e então o meu tio pegava em mim e punha-me no camião. Sentia-se segura nos braços dele.
  Depois da escola, pedia ao meu tio que me levasse às lojas da proximidade. O que eu ia lá fazer? Comprar? Comer? Não, nada disso, o que me interessava mais não era a roupa, os brinquedos, a comida... mas sim, o "carrinho" que estava mesmo à frente do portão de ferro da loja! Geralmente, os "carrinhos" eram pintados de cores vivas e atrativas, vermelho, amarelo, verde e azul. Muitos destes carrinhos pertenciam aos senhores da loja e eram muito populares entre as crianças. Podiam possuir diferentes formas, normalmente de animais ou de personagens de animações ou filmes. Dentro do carrinho havia um espaço onde sentar-se, alguns ainda podiam conter volantes, e por baixo disso encontrávamos o local onde podíamos introduzir a moeda. Blingggg!!! e o carrinho começava a funcionar, abanava para frente e para trás juntamente com uma música animadora. Gostava muito de andar nele, sempre que a música começava, a música que já tinha ouvido dezenas de vezes, um sorriso alegre subia ao meu rosto discretamente. Ups, a câmara! Os lábios que levantaram até às orelhas no momento anterior baixavam se logo. Não gostava de tirar fotos, e agora também não.
  Quando a lua se pendura no ramo da árvore sem que ninguém perceba, a noite chegou. A noite desta vila onde eu morava, é iluminada pelas lojas, as luzes da estrada até muito tarde, o que não é habitual nas vilas pequenas de Portugal. No verão, as pessoas passeiam nas ruas cruzadas, à procura da frescura da noite.
  A estante de livros, o guarda-roupa e esta terra guardam as memórias mais preciosas da minha vida. Aqueles momentos que sempre quis reviver, aqueles tempos que nunca esquecerei e que ficarão sempre guardadinhos no fundo do meu coração.

                                                      Wan Zhang 8A


terça-feira, 26 de novembro de 2019

Oficina de Escrita: memórias


                                                            O dia das fotos

         Caros amigos embarquem comigo nesta viagem à minha infância.
Era um dia de manhã, os meus pais acordaram-me e disseram que me iam fazer uma surpresa. Às 12 horas fomos de carro para Cantanhede.
O meu pai estacionou o carro à frente de um estúdio de fotografia e lá fomos nós. Quando entrámos, era um compartimento muito pequeno, mas depois da minha mãe falar com o fotógrafo ele abriu uma porta que dava para uma sala gigantesca e toda branca, com o teto de vidro que parecia um diamante.
Após a sessão de fotos, o fotógrafo disse-me que ia tirar a última com uma flor na mão. Essa foto foi a que mais me marcou.
Resumindo, eu era uma criança feliz e vou continuar a sê-lo.
São memórias que nos ficam na cabeça e no coração e de lá nunca saem aconteça o que acontecer!


                                                                                              Manuel Costa, 8A