O livro A seita, de Robert Muchamore, consegue prender o leitor logo nas primeiras páginas, graças à mistura de ação, suspense e crítica social. A história acompanha James e outros jovens agentes da CHERUB que se infiltram num culto australiano liderado por Susie Raven, tornando a narrativa envolvente e inquietante pela forma como mostra a lavagem cerebral e o fanatismo.
Considero esta narrativa particularmente cativante porque aborda temas atuais como o terrorismo e a manipulação de massas. As personagens são credíveis, com dúvidas e fragilidades. James, por exemplo, vê-se dividido entre a missão e a empatia que desenvolve por alguns membros do culto. Também o ambiente isolado do deserto australiano aumenta a tensão, especialmente quando os agentes descobrem o plano de ataque do grupo terrorista.
A cena em que os jovens participam, nas sessões de doutrinação, ilustra de forma convincente o poder de manipulação das seitas. Além disso, a relação entre James e Dana revela como os laços afetivos são testados em situações extremas.
Em conclusão, A seita é uma obra que recomendo, não só porque oferece uma aventura cheia de ritmo, mas também porque leva o leitor a refletir sobre a vulnerabilidade dos jovens perante ideologias extremas.
Rodrigo Martins, 9.º B, EB Carlos de Oliveira


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