quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Boletim Bibliográfico n.º 15

 [Ambiente]


Das diferentes atividades humanas decorrem a produção em excesso de resíduos, a poluição sonora, do ar, das águas e dos solos. Para além da degradação das condições em que vivem os seres humanos, as diferentes formas de poluição destroem os habitats de muitos animais, levando-os à extinção. Para além da poluição, as atividades económicas provocam também o uso excessivo dos recursos, dando origem à sua escassez.

Proteger ativa e passivamente a natureza é um assunto que diz respeito à atuação dos governos e da legislação.


Mas, também é um assunto que tem a ver com as práticas de cada um e com a consideração que os seres naturais não humanos nos merecem. Respeitar a natureza é um princípio de ação individual que só pode ser adquirido através educação. A leitura e os livros podem ter um importante papel nessa educação.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Leituras em rede n.º 4

[corpo]


Possibilidade da existência, o corpo é o que, desde o início, nos é mais íntimo. Contudo, da intimidade não resulta conhecimento. Desconhecemos em grande parte o que compõe, o que mantém, o que faz funcionar o nosso corpo.

A anatomia e o funcionamento dos sistemas funcionais básicos são a base de uma compreensão da natureza do corpo e aprende-se em níveis diversos ao longo da vida.

Habitamos o corpo e com ele vivemos e nos relacionamos com o mundo. Aprendemos a ler o outro por aquilo que o seu corpo expressa, nas expressões do rosto, na postura, nas marcas identitárias de uma cultura que o corpo assume.

Seres autoconscientes, somos antropocêntricos. Seres criadores, o corpo foi desde sempre um objeto de representação e de recriação da arte em geral e da literatura, em particular.


Todas estas dimensões estão presentes nos documentos selecionados para este Boletim Bibliográfico.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

a escola e a profissão - primeira parte

[saber, para bem viver]


Andava certo dia a Profissão a deambular pelas ruas da cidade de Coimbra (pt.wikipedia.org/wiki/Coimbra) quando, já cansada, se sentou num banco de pedra, junto a um muro também ele de pedra, mas muito mal tratado.

Sentada, com o aspeto do pensador de Rodin, com a diferença que tinha a bochecha encostada à palma da mão direita e o outro braço descaído em sinal de desalento, começou então a dizer mal de si e do mundo, de tudo e de todos, numa revolta incontida que libertava energias tão negativas que até fizeram estremecer o muro a que estava encostada.
 Que chatice! — ouviu exclamar!

Com ar de estranheza olhou para todo o lado, para baixo, para cima, para os lados e até debaixo do banco, não estivesse lá um qualquer “marmanjo…, mas não viu ninguém e voltou à  cismaem que estava.

 Deixa-te disso! - ouviu de novo            
 Mas quem é que está aí? Eu sou uma mulher, mas não tenho medo de nada nem de ninguém! Sou descendente da Mari´ Brites mais conhecida por padeira de Aljubarrota!
 Para quem é tão valente está muito nervosa….
— Aiiiii … que eu dou-te um cachação, dou!
 Acalma-te, eu sou a Escola e estou a tentar comunicar contigo…encosta-te ao muro e escuta….

A descendente da Mari´Brites meio desconfiada, lá fez o que a voz lhe pedia e…sentiu-se confortável encostada aquela parede de pedra de Ançã … e deixou-se ficar ali, tentando ouvir, e adormeceu. Adormeceu e entrou num sonho onde tudo falava: arvores, animais,…e até as casas, por estranho que pareça, e o que elas contavam dos donos …era de corar até …. ao telhado, aos pelos, às folhas,… ( ahahah, riu-se para dentro a Profissão).
No meio dessa confusão toda, a escola dirigiu-se a ela e apresentou-se:

— Eu sou a escola de Santo António , aquele que dava sermões aos peixes…. Ahahah riu-se a Profissão, rematando, aquela que tem montes de heterónimos… como um tal Fernando que era pessoa.
 Uuau! Exclamou a escola rindo-se com a piada. Fala-me dos teus heterónimos, continuou a escola.
— De certeza que queres? Aí vão: engenheiro, médico, advogado, juiz, mecânico, construtor civil, militar, polícia, eletricista, agricultor, professor, economista, enfermeiro, cientista, jardineiro,… Queres mais?
 Não é preciso, exclamou a escola com espanto, é que nunca vi tanto heterónimo…, nem os escritores… já agora podíamos falar sobre ti mais detalhadamente …queres?
 Tudo bem …então diz… disponibilizou-se a Profissão
 Sabes, nós aqui construímos profissões, ou seja, saberes como os teus…não queres cooperar connosco?
 Como?
Olha, falando e esclarecendo os jovens sobre o significado e objetivo de cada profissão e a importância de cada uma. Assim cada um tentar descobrir o mais cedo possível o que quer aprender para a profissão que gostaria de exercer quando for adulto e iniciar a sua vida no mundo do trabalho…
 Boa ideia! Exclamou eufórica a profissão

Combinou-se então um seminário de entrada livre para jovens e menos jovens com o slogan: “Importância de Saber, para Bem Viver  a Profissão que eu queria ter!"

Fernando Catarino