quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

PROJETO SOBE

Saúde oral

Sabes o que é o projeto Sobe?...
                                                     

Este projeto tem vários objetivos: divulgar informação sobre a saúde oral, fazer com que as famílias lhe deem importância, prevenir precocemente os problemas das crianças nesta área e utilizar as bibliotecas escolares na sua promoção. 


Para descobrires o projeto SOBE, entra no sítio seguinte:


Adivinha:

Tenho coroa sem ser rei e raiz sem ser planta, dou sustento à minha gente mas também faço sofrer. Quem sou?




Descobre a resposta através do trabalho realizado pelas crianças do Jardim de Infância do Corticeiro de Cima com o apoio da sua educadora Emília Bio.





terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

MANUEL ALEGRE, O POETA

POESIA DE INTERVENÇÃO





Nasceu em 12 de maio de 1936 em Águeda. Frequentou o curso de Direito na Universidade de Coimbra. Foi nesta cidade que desenvolveu uma intensa atividade como dirigente académico. Destacou-se como fundador do CITAC (Centro de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra), pertenceu ao Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra e teve uma intervenção assinalável no jornal Briosa, na revista Vértice e na Via Latina.


A sua vida está intrinsecamente ligada à luta política contra a ditadura salazarista. Quando é chamado para o serviço militar e mais tarde mobilizado para Angola, desenvolve uma estratégia ativa contra a guerra colonial, tendo como consequência a sua detenção pela polícia do regime -  a PIDE. É na cadeia em Luanda que contacta com alguns escritores angolanos como Luandino Vieira, António Jacinto e António Cardoso. Ao regressar ao continente, sob forte vigilância, passa à clandestinidade e ao exílio, em Argel. Nesta cidade prossegue a sua luta pela resistência e pela liberdade.
            
Produziu até aos dias de hoje uma vasta obra, onde a poesia figura com um destaque assinalável. Recebeu o Prémio Fernando Pessoa em 1999 e o Prémio Dom Dinis em 2008.

 Os seus poemas constituem um apelo à Liberdade, sendo recorrentemente referenciados pelos que lutaram contra a ditadura. Diversos músicos, designadamente Adriano Correia de Oliveira, José Afonso, Luís Cília, Manuel Freire, António Portugal, José Niza, António Bernardino, Alain Oulman, Amália Rodrigues, Janita Salomé e João Braga musicaram  poemas seus.  




Poderás consultar os seguintes links para escutares algumas das suas produções musicadas ou simplesmente declamadas.

Ouve o profundo tema do poema Trova do vento que passa:
http://www.youtube.com/watch?v=ubz94c4SyJU

Estes são os poemas País de abril e Estou triste, declamados por Mário Viegas:
http://www.youtube.com/watch?v=PrQ6L_YyFXo

http://www.youtube.com/watch?v=uKbH4PI-AWg

Escuta agora o próprio poeta acompanhado ao piano:
http://www.youtube.com/watch?v=6mFKFnKyDEk


Teresa Corte Real

MIA COUTO: ÁFRICA NAS PALAVRAS


Literatura de cores e sabores africanos




Mia Couto é o pseudónimo de António Emílio Leite Couto. É considerado um dos nomes mais destacados da Literatura Moçambicana. Nasceu em Moçambique, na Beira, em 1955. Realizou a sua formação académica na área da Biologia, especializando-se na vertente da Ecologia. Exerceu diversas funções como professor, jornalista e biólogo.

Dedicou-se desde muito jovem à escrita, tendo publicado alguns poemas com catorze anos. Da sua obra literária constam contos, crónicas, romances e poesia. Foi distinguido em 1995 com o Prémio Nacional da Associação dos Escritores Moçambicanos; em 1999, com o Prémio Vergílio Ferreira; em 2001, com o Prémio Mário António; em 2007, com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas; em 2007, com o Prémio Passo Fundo Zaffari e Bourbon de Literatura; em 2011, com o Prémio Eduardo Lourenço e finalmente, em 2013, foi homenageado com o Prémio Camões.


A sua obra espelha as tradições e memórias culturais africanas. Mia Couto defende que a história de África com a sua diversidade própria deve ser contada pelos próprios africanos, distante da visão europeia, projetando todas as memórias, todas as singularidades, mesmo as que se têm querido apagar.


Utiliza uma linguagem rica, muito expressiva, cheia de neologismos, o que caracteriza o seu estilo singular. Os seus textos refletem mundos fantásticos, onde o sonho se intercala com a realidade, conferindo uma dimensão surrealista à sua obra. Para descobrires este escritor, aqui ficam algumas sugestões de leitura:


Mia Couto: África nas palavras on PhotoPeach


Maria Teresa Corte Real

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

NAS ASAS DA IMAGINAÇÃO

DE PEQUENINO SE TORCE O PEPINO...


Este ditado popular é um bom exemplo do que crianças e jovens alcançam quando abraçam um projeto.
Os Professores de português lançaram o desafio "FAÇA LÁ UM POEMA", divulgado pelo PNL, e não é que muito talento desabrochou. 

Aqui estão representados os frutos dessa imaginação e criatividade:



OS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES

Partimos em busca
De mares desconhecidos
E de notável prestígio
Descobrimos tesouros perdidos.

                    Desbravámos os sete mares
                      Com coragem e bravura.
                      Demos a volta ao mundo
               E todos pensaram que era loucura.

Conquistámos Ceuta,
Uma cidade negociante,
Pertencente aos mouros,
um povo mercante.

Começámos por descobrir
Os Açores e a Madeira,
Pelos mares, sempre a abrir,
À portuguesa maneira.

Fomos à costa d'África
Para cabos dobrar,
E algum tempo mais tarde
À Índia chegar.

Depois da Índia,
Mais territórios vieram,
Mas com tanta glória,
Alguns países se opuseram.

Nós obtivemos
O monopólio comercial
E, com muito esforço,
Aumentámos o capital.

Assim foi a história
De um povo descobridor,
Repleto de glória
E também de esplendor.

                                                                                                   Mário Domingos, 9º A




O POEMA, UMA FORMA DE PENSAR


O poema é feito de imaginação.
Este é o tema
Da minha composição.

Um poema é fácil de fazer,
Apenas tens de seguir
Os passos que te vou dizer:

Para fazeres um poema
Só precisas de sonhar,
É este o conselho que te vou dar.

Tens de sentir
O teu "eu" interior,
Libertar o teu dom para o exterior.

Se não conseguires,
Contém a opressão,
Procura criar a ilusão!!!

                                            Rafael Batista, 5º A


DIA DOS NAMORADOS

NO DIA DE SÃO VALENTIM...


Alunos e professores do Departamento de Línguas da E.B. 2/3 Carlos de Oliveira recordaram o quanto o amor, a amizade, o respeito e a partilha são fundamentais para colorir e adocicar a vida.

São Valentim on PhotoPeach



A imaginação, criatividade e inspiração não faltaram a todos os alunos que simpaticamente se envolveram nesta comemoração, tal como são exemplo os dois poemas seguintes:



Uma forma de viver...

                                            Amor... não se controla,
                                          Não se vê, apenas se sente.
                                        Mas o verdadeiro amor
                                        Não toca a toda a gente

Palavras de amor
São a letra de uma canção,
O ritmo que as acompanha
É o bater do coração.

Mas o nosso coração
Também mente, também engana:
Há quem pense que ama alguém
Quando, na verdade, não ama.
totalgifs.com rosas gif gif 127.gif
Há uma voz dentro de nós
Que, nos piores momentos,
Nega tudo ao coração,
Contraria os sentimentos.

E quem ouve essa voz
Acaba sempre perdido,
Confuso, desamparado
E com o coração partido.

O amor é a coisa
Mais instável que no mundo existe,
Pode melhorar tanto a vida,
Ou pode torná-la tão triste.

Tão depressa te faz feliz
Como também te faz sofrer.
Amor... não é só sentimento,
É uma forma de viver...

                                                                                                    Rita Silva, 8º A





Amor

                                                Tudo o que vivi,
                                                 Contigo foi mágico.
                                              Contigo foi diferente,
                                                 Tudo foi especial.

Talvez um sonho,
Talvez uma paixão.
Sei que fui feliz
  Sem ter uma razão.

De costas voltadas para o amor,
Descobri o que não conhecia.
Por momentos aconteceu
O que tanto queria.

Tuas palavras doces
Me encantaram o coração,
Sem dar por mim,
Tinha uma relação.

                                                   Ana Luisa Tomé, 9º B


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

DIA DE SÃO VALENTIM

14 DE FEVEREIRO


A comemoração do dia de São Valentim foi uma doce e inspirada tarefa abraçada
pelos alunos da E.B.2/3 Carlos de Oliveira.
As mensagens de amizade e carinho ficaram literalmente registadas nos corações.

Biblioteca: 14 de fevereiro on PhotoPeach




A Biblioteca Escolar agradece a todos aqueles que colaboraram na iniciativa.

A PALAVRA É TUA...

CUPIDO


Cupido é o deus grego do AMOR utilizado como símbolo no dia de São Valentim.


Normalmente, é representado por um anjo traquina, com umas asas brancas às costas. Ele traz consigo um arco e, numa bolsa, traz flechas. Com essas flechas tenta acertar nos corações das suas vítimas para que se apaixonem perdidamente.
Cupido é filho de dois deuses (Ares, o deus da guerra, e Afrodite, a deusa do amor e da beleza).
Cupido é conhecido por ser “ o mais belo dos deuses “, e despertar o amor.



A Lenda de Cupido

Conta a lenda que Cupido teve um amor por uma deusa grega chamada Psyché.  Vénus, a mãe de Cupido, era muito vaidosa e, um dia, ao ver uma bela rapariga chamada Psyché, ficou cheia de ciúmes, porque não queria ter nenhuma rival. 

Então foi ter com Cupido e pediu-lhe que fizesse com que Psyché se apaixonasse por um homem feio. Cupido que adorava a mãe, atendeu logo ao seu pedido e foi à procura da jovem para lhe acertar com uma flecha, mas acontece que ao vê-la e ao acertar-lhe acabou por se enamorar.



Cupido foi pedir a Zéfiro (rei dos ventos) que a transportasse pelos ares e a pusesse a viver num magnífico palácio do qual era o dono. No palácio, Psyché ouviu uma voz doce que lhe disse que iria desposá-la e que iriam ser muito felizes, mas que ela nunca o poderia ver,  caso contrário poderia morrer.

Assim aconteceu por uns tempos, todas as noites, ele ia observá-la, de forma invisível, enquanto dormia. Mas numa dessas noites, ao amaram-se, Cupido adormeceu. A curiosidade foi mais forte do que ela e acendeu uma lamparina para ver como seria o seu marido. Foi então que viu um belo jovem de caracóis louros. Entretanto, sem querer, deixou cair uma gota de óleo no corpo e ele acordou assustado. 



Cupido, zangado, desapareceu assim como todo o encanto - o palácio e os jardins. E Psyché apareceu sozinha num deserto.

Como a amava muito, Cupido teve pena dela e resolveu pedir a Júpiter, o rei dos deuses, para que lhe enviasse a sua esposa. Mas este respondeu-lhe que este não podia viver com uma mortal. Então Cupido suplicou-lhe que a fizesse imortal. 

 Passado algum tempo, Júpiter cedeu porque viu que eles se amavam de verdade e porque não podia recusar tal pedido a quem já tinha unido tantos corações. Mandou Mercúrio buscar Psyché e trouxe-a para o reino dos deuses.

 Assim puderam viver o seu grande AMOR com apoio de todos os deuses e deusas, até de Vénus, ficando conhecido imortalmente como o símbolo do Amor.


                                                             Gif de cupido

Fontes da pesquisa:

 Iara de Jesus e Inês Costa  do 6ºA.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A PALAVRA É TUA...

SÃO VALENTIM


14 de fevereiro? São Valentim?


Mariana Silva e Isa Lopes do 6ºA decidiram desvendar a origem da tradição do dia deste santo tão popular.

São Valentim
 O dia de São Valentim  é uma data especial e comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais sendo comum a troca de presentes como um ato simbólico do amor. Em Portugal, assim como em muitos outros países, comemora-se no dia 14 de fevereiro. No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho, véspera do dia de Santo António, também, conhecido pela fama de “casamenteiro”.

                                          Origem da tradição    
             

Este dia é celebrado em homenagem a São Valentim. O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II que, nessa altura, proibiu o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes. Além de continuar a celebrar casamentos, casou-se secretamente, apesar da proibição do imperador.
Valentim foi descoberto, preso e condenado à morte, porém, enquanto estava preso, muitos jovens enviavam-lhe flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor.
Enquanto aguardava, na prisão, o cumprimento da sua sentença, apaixonou-se pela filha cega de um guarda de prisões e milagrosamente, devolveu-lhe a visão. O bispo foi executado a 14 de fevereiro, mas antes da execução, escreveu-lhe uma mensagem de adeus, na qual assinava como “do seu Valentim”. Daí a tradição de se designar namorado como Valentim.
Este bispo passou a ser considerado mártir pela Igreja Católica. No século XVII, os ingleses e franceses passaram a celebrar este dia como a união dos namorados. Um século depois é celebrado “ The Valentine’s Day” nos Estados Unidos.

Fontes de informação: 




domingo, 16 de fevereiro de 2014

NO CAMINHO DA CIÊNCIA: A SAÚDE NO MUNDO

Saúde: contrastes entre países desenvolvidos e em desenvolvimento

O desenvolvimento é um termo relacionado com o bem-estar e qualidade de vida da população.
Para analisarmos o desenvolvimento de um país recorremos a indicadores que caracterizam as vertentes de desenvolvimento. Um dos indicadores mais utilizados é o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que agrupa os países em países de desenvolvimento elevado, médio e baixo.




Existem vários contrastes entre os países em desenvolvimento e desenvolvidos, nomeadamente, na saúde, na educação, no rendimento, na habitação, no emprego e segurança social, segurança e nas desigualdades entre o género.


Na atualidade, existe um contraste muito acentuado entre os diferentes países do mundo: uns são muito ricos e outros muito pobres. Nos países desenvolvidos, o elevado rendimento, a industrialização, a quantidade e a qualidade dos serviços de saúde e de educação, permitem que a maioria da população consiga satisfazer as necessidades básicas: a alimentação, o vestuário, a habitação, entre outros. Nos países em desenvolvimento, o baixo rendimento ou a má qualidade dos serviços de saúde e da educação, não permitem satisfazer as necessidades básicas de grande parte da população.


Os países em desenvolvimento não atingem a esperança média de vida dos países desenvolvidos sendo nos países desenvolvidos superior a 70 anos e nos países em desenvolvimento inferior a 60 devido à pobreza, a doenças decorrentes da falta de higiene, ausência de água potável, da falta de uma boa alimentação, moradias sem condições sanitárias e falta de comprometimento do poder público na implantação de medidas necessárias para amenizar os problemas dessa ordem.

Na saúde, a maior diferença entre os países são os avanços na ciência que se verificam nos países desenvolvidos que deram origem às campanhas de vacinação, melhor alimentação e melhor assistência médica que por sua vez contribuíram para um aumento da esperança média de vida .


 Espreita, no PowerPoint, como os contrastes são evidentes entre países ricos e países pobres:

http://www.slideshare.net/dulcemarr/pases-desenvolvidos-e-em-desenvolvimento


Os países em desenvolvimento não só padecem dos casos de cancro associados com a pobreza, mas também dos resultados de hábitos adquiridos após conquistar melhores condições de vida, como um maior consumo de álcool e tabaco, o consumo de alimentos processados e falta de exercícios físicos.
Um estudo publicado recentemente alerta que os casos de cancro aumentarão 50% até 2030, quando serão diagnosticados em todo o mundo quase 22 milhões de casos, em comparação com 14 milhões em 2012, devido a um forte aumento da doença nos países em desenvolvimento.

No vídeo, que poderás visionar no endereço abaixo indicado,  perceberás os contrastes no desenvolvimento ao nível da saúde no mundo:

http://www.youtube.com/watch?v=W86YkPDH9cU

Portugal, nos países desenvolvidos, está entre aqueles que apresentam menor obesidade e menor consumo de fastfood, segundo um estudo divulgado pela Organização Mundial de Saúde, que estuda a obesidade, hábitos de consumo e a liberalização comercial de bens alimentares.. Portugal é um país desenvolvido: a melhoria dos cuidados médicos e da qualidade das condiçóes de vida da população tem contribuido para a redução da taxa de mortalidade.
Para que os objetivos de desenvolvimento do milénio relacionados com a área da saúde sejam alcançados, será preciso fortalecer os sistemas de saúde em todos os níveis – serviços baseados em centros de atendimento, programas formais de saúde pública e parcerias na comunidade.


Consulta ainda os sítios seguintes para aprofundares os teus conhecimentos sobre as temáticas abordadas:




Para que estas diferenças se esbatam é necessário relembrar as sábias palavras de Gandhi: "Há o suficiente no mundo para todas as necessidades humanas. Não há para a cobiça humana."

Paula Neves

TEMPO DE LEITURA: Irene Lisboa


Irene Lisboa, inovadora na palavra e na forma poética



Esta grande escritora e pedagoga viveu entre 1892-1958, apesar do seu valor não teve durante a sua vida nem postumamente a projeção merecida.


Inovadora na forma de escrever, rompeu com os cânones da lírica tradicional aproximando a poesia do formato da prosa, abandonando a rima e a linguagem figurada, passando a usar uma linguagem mais concreta e coloquial quer nos textos poéticos como narrativos preocupando-se em registar o quotidiano do povo, os pequenos e simples momentos da vida, deixando transparecer uma crítica velada aos valores da burguesia.

Apesar de ser oriunda de um meio social abastado, não se coibiu de dar voz aos mais humildes, misturando-se no seu seio, convivendo e observando-os, o que parece ter contribuído para a indiferença das editoras mais conservadoras na divulgação da sua obra.

Irene Lisboa nasceu na aldeia de Casal da Murtinheira, conselho de Arruda dos Vinhos, mas estudou em Lisboa onde tirou o curso do Magistério Primário. Aí lecionou, até ganhar uma bolsa do Instituto de Alta Cultura, em Genebra, onde se especializou em Pedagogia.

No âmbito do seu trabalho de docente, foi convidada para Inspeção para o setor de apoio pedagógico aos professores em exercício. Ao apresentar um programa de grande reformulação desse órgão, foi afastada e convidada a exercer a profissão no Norte do país ou a sair do ensino, tendo escolhido a última opção. Aos 48 anos, passou a dedicar-se inteiramente à produção literária e científica e a dar conferências.

Irene Lisboa gostava de usar pseudónimos: as obras poéticas Um dia e o outro dia (1936) e Outono havias de vir (1937) foram publicadas sob o nome de João Falco. Nos estudos científicos, usou o pseudónimo de Manuel Soares e Maria Moira.


A sua obra literária reparte-se pela poesia, crónica, novela e pelo conto. Iniciou a sua produção literária em 1926, com o livro de contos Os treze contarelos destinado ao público infantil. Os mais conhecidos sucessos foram Um dia e outro Dia, 1936; Esta cidade!,1942; Uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma.

Foi uma mulher à frente no seu tempo, pela forma de pensar, não se revendo nos parâmetros sociais, literários e políticos vigentes.

Fontes de informação:
http://www.infopedia.pt/$irene-lisboa
Sítio do Instituto Irene Lisboa - biografia da autora -  http://www.iil.pt/artigo.asp?id=3



Para desvendares um pouco mais da vida e obra desta mulher e escritora invulgar, consulta o sítio seguinte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Irene_lisboa



Isabel Aires

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

NO CAMINHO DA CIÊNCIA


  A luz solar: importância nos ecossistemas e na biodiversidade




A luz produzida pelo sol é chamada de luz solar, pura, branca, porém ela não é pura, ela possui uma mistura complexa de várias luzes com cores diferentes, e aos nossos olhos acaba por se tornar branca. Esse resultado é fruto de um estudo feito com prismas por Isaac Newton.

Isaac Newton
Prisma ótico

A luz solar representa a fonte de energia externa sem a qual os ecossistemas não conseguem manter-se.






 A transformação (conversão) da energia luminosa para energia química, que é a única modalidade de energia utilizável pelas células de todos os componentes de um ecossistema, comunidade de organismos que interagem entre si e com o meio ambiente ( ex: lago, floresta, savana, etc) ao qual pertencem, ou seja lugar onde acontece a vida, sejam eles produtores, consumidores ou decompositores, é feita através de um processo denominado fotossíntese.

 Portanto, a fotossíntese, seja realizada por vegetais ou por microorganismos, é o único processo de entrada de energia num ecossistema.
A radiação solar chega aos ecossistemas no nosso planeta sob forma de energia, nas modalidades de calor e luz.

A Terra recebe uma quantidade diária de luz muito grande. Porém, por maior que seja a eficiência nos ecossistemas, os mesmos conseguem aproveitar apenas uma pequena parte da energia radiante. Existem estimativas de que cerca de 34% da luz solar seja refletida por nuvens e poeiras; 19% seja absorvida por nuvens, ozono e vapor de água. Do restante, ou seja 47%, que chega à superfície da Terra, boa parte ainda é refletida ou absorvida e transformada em calor, que pode ser responsável pela evaporação da água, no aquecimento do solo. A fotossíntese utiliza apenas uma pequena parcela (1 a 2%) da energia total que alcança a superfície da Terra.




A biosfera é formada por vários ecossistemas. Ela representa a camada da Terra que é habitada pelos seres vivos. Para que haja vida no planeta Terra é muito importante que se tenha luz, calor do Sol e água na forma líquida. Esses elementos são fundamentais para a manutenção da vida  e da biodiversidade (diversidade da natureza viva no nosso planeta), pois todos os seres que aqui vivem necessitam deles.




A luz solar é um dos fatores que influencia os padrões de biodiversidade. Isso ocorre porque a incidência de luz solar determina a temperatura e a taxa de fotossíntese de determinado local.

Por exemplo, nos locais próximos à linha do Equador - onde a incidência de luz solar é maior - a biodiversidade é mais diversificada (há as florestas tropicais, como a Floresta Amazônica, que apresenta grande variabilidade genética e possui maior capacidade de sustentar um número elevado de espécies animais) enquanto que nos locais próximos dos polos do planeta - onde a incidência de luz é menor - a biodiversidade é também menor (geralmente há a presença de tundras, as quais são um tipo de vegetação de pequeno porte, que não sustenta um número tão elevado de espécies, acarretando uma menor variabilidade genética na região).

Ciclo da vida


Para aprofundares os teus conhecimentos sobre a importância da luz solar, clica no endereço seguinte e participa, de forma divertida e interativa, no recurso disponibilizado.


Paula Neves



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

NO CAMINHO DA CIÊNCIA


Terra em transformação


O planeta Terra é a nossa casa. Aqui nascemos, vivemos morremos. Por isso conhecê-lo, mesmo que superficialmente, é o mínimo que devemos fazer.

Partindo da sua origem até aos dias atuais, são focados a destruição e os impactos ambientais tais como as alterações climáticas, provocados tanto por fenómenos naturais (ciclos solares, variação da excentricidade da órbita terrestre em volta do Sol, variação da inclinação do eixo da Terra, precessão do eixo de rotação terrestre, vulcanismo e queda de meteoritos), como pela ação do homem, nomeadamente  a sua contribuição para a acentuação do efeito estufa, devido ao aumento da concentração de gases libertados.
Uma das mais importantes causas naturais é a do vulcanismo que, sendo responsável por grandes emissões de dióxido de carbono para a atmosfera, bem como de poeiras, interfere com os padrões climáticos.

Vulcanismo
Efeito de estufa
                                                       
Queda de meteorito












A Terra, ao longo da história geológica, pode ser considerada um planeta em constante transformação. A sua estrutura interior e a sua superfície são susceptíveis a mudanças lentas e/ou bruscas. Vulcões e  tectónica de placas estão a ocorrer permanentemente, principalmente nas bordas das placas tectónicas, que fazem tremer a terra debaixo dos nossos pés. 

Visiona o vídeo que se encontra no link abaixo e perceciona esta movimentação da crusta terrestre.

  http://www.youtube.com/watch?v=0ZU-xJV1ZNA                                 
                                                  
Este é um processo natural, dadas as características da Terra que está em constante evolução através do tempo. Os fenómenos, principalmente os terramotos, devem ser encarados como normais. São centenas ou até milhares os terramotos  ocorridos ao longo da história humana.

Por outro lado, a humanidade, na sua expansão territorial na busca de espaço para viver, foi ocupando quase que todos os cantos do planeta e, consequentemente, as áreas susceptíveis aos sismos, também foram ocupados.


As mudanças e transformações sofridas pelo planeta Terra, ao longo do tempo geológico, têm atingido situações extremas, como extinções em massa, variações do nível das águas do mar, quedas de meteoritos, terramotos, tsunamis, ciclones, tufões, furacões, verões mais secos e prolongados no nosso país, aumento da temperatura média da atmosfera do planeta, degelo no Árctico, no Antárctico e nos glaciares das montanhas, aumento da temperatura dos oceanos, desertificação, seca, incêndios florestais, desequilíbrios nos ecossistemas, diminuição da biodiversidade, degradação dos solos, aquecimento global...        


Furacão
                      
Degelo




Para compreenderes melhor as forças da natureza e as suas consequências, vê atentamente o vídeo indicado no sítio seguinte: http://www.youtube.com/watch?v=Kvm9g9iSTKg

A constante transformação do planeta e a ocupação humana têm causado as catástrofes às quais estamos a assistir no mundo.

Não podemos sequer estar certos de que, no futuro, o “aquecimento global” não será suplantado por um “arrefecimento global” resultante de perturbações naturais, mas ainda pouco conhecidas.

                                       Paula Neves