sábado, 10 de fevereiro de 2018

Oficina de escrita




Retrato


Preparação do terreno junto à estufa e sementeira, António José, ou Tó Zé, como era conhecido pelo povo da Aldeia, era um idoso de 78 anos de idade.

Era frágil e cansado pela vida de trabalho que tinha levado pela frente. O seu cabelo branquinho e sedoso estava coberto por um barrete. O seu rosto redondo, moreno e um pouco enrugado estava sempre a ler a Boa Nova que o carteiro lhe trazia todos os dias. Os seus olhos mortiços, redondos e de cor negra estavam sempre inexpressivos. O seu nariz achatado, pequeno e adunco estava sempre entupido. A sua boca era pequena, pálida e da cor de vinho.

Tó Zé era pensativo, organizado, tímido, mas despachado. Era uma pessoa pacífica, discreta e justa.
Ele era o mais culto da rua.


Letícia Jesus n.º10, 5.ºA
                                                                                              Afonso Pinto n.º3, 5.ºA

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Oficina de escrita


Retrato



Rodrigo é angolano e tem doze anos. O seu rosto parece chocolate.


Ele é jovem e tem o cabelo curto e macio como lã. Tem o rosto mais ou menos oval, escuro e amigável.

Seus olhos castanhos assemelham-se a avelãs. O nariz é achatado como uma pera e a boca, embora pequena, é recheada por lábios grossos.

O Rodrigo é calmo e tímido, mas divertido e brincalhão, pensativo e apressado. Ele é educado, simpático, amável e gentil.

Todavia, ele tem um grande defeito: é preguiçoso, mas... muito feliz!


Gonçalo Gaspar,n.º6, 5.ºA
Simão Rocha, n.º19, 5.ºA

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Cronista por um dia

Ler é crime?


Acordo, tomo um duche. São 8 horas e resolvo ir ao parque. A caminho do parque vejo uma livraria. Uma livraria com poucos livros e parece que não está lá ninguém. Decido entrar. Um livro chama a minha atenção. A rapariga no comboio, parece um livro interessante. Pego no livro e dirijo-me à caixa. De repente, sai uma senhora de uma sala. A senhora parecia feliz, mas ao mesmo tempo em pânico. Pago e saio da loja.

Dirijo-me a um banco público, ao mais próximo. Sento-me e começo a ler. Apercebo-me que estão a olhar para mim como se fosse uma pessoa anormal ou simplesmente como se estivesse a cometer algum crime. Aqueles olhares e expressões assustam-me. Será que eles nunca viram uma pessoa a ler? Ou será que é proibido? Apetece-me perguntar, mas alguém me puxa e ouço uma voz.

- O que está a fazer?

Era a voz de uma criança. Antes que pudesse responder, uma senhora, provavelmente a mãe, puxa-o, afastando-o de mim.Ouço murmúrios vindos de todos os lados.

Mas porquê? Por que estas pessoas estão aqui? Porque não vão às suas vidas? Ah! Já sei! Estas pessoas nunca leram livros e não sabem o que é arte. Uma das artes que mais adoro. Tenho saudades do passado em que líamos, em que, quando tínhamos trabalhos, íamos em busca de livros e pensávamos logo: "Hoje, tenho que ir à biblioteca da minha rua!".


Ana Rita Chorosa, 9.º B

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Cronista por um dia

Estava eu a fazer os trabalhos de casa quando reparei que precisava de um livro para fazer comparações. Decidi então ir à biblioteca da minha rua, mas sem pressa, pois costumava frequentar aquele lugar muita gente e precisava de silêncio para trabalhar. Preparei os materiais e saí de casa.

Quando cheguei, não vi nem um carro no estacionamento e pensei que a biblioteca estivesse fechada mas decidi entrar. Afinal estava aberta e fiquei muito confusa e admirada.

As pessoas, hoje em dia, não apreciam os livros nem a leitura, preferem estar a fazer outras atividades menos educativas ou estar em casa ao telemóvel, isoladas. Senti-me estranha e sozinha porque sempre vi aquela biblioteca com imensas pessoas e com muitas utilidades. Perdeu-se a noção do quanto faz bem ler e aproveitar o tempo para aprender a conviver.

Cheguei a casa desanimada e a pensar se esta situação iria algum dia mudar.

Bárbara Vinhas, 9.º B