sábado, 18 de novembro de 2017

Cronista por um dia

O que permanece


Acordo, como todas as manhãs, tomo o pequeno-almoço e realizo as tarefas básicas de um amanhecer tal como o aborrecido fazer a cama.

Vou para a escola, o constante permanece, vou às aulas, distraio-me nos intervalos, almoço na cantina e interajo com as pessoas ao meu redor...pessoas com sentimentos e emoções todas à flor da pele, pois somos adolescentes, talvez mais conhecidos por reis e rainhas do drama.

Todos nós nos preocupamos com a nossa vida social à exceção de um particular estudante que permanece numa constante atenção, emoção e paixão à sua leitura.

Dirigi-me a ele e questionei-o para saber se não se sentia um bicho rara no meio de todos nós. Ele respondeu-me que o que lhe dava alento era uma simples frase, mas com muito significado que uma vez lera:"Vocês riem-se de mim porque sou diferente, no entanto eu rio-me de vocês porque são todos iguais.".

Cheguei à conclusão que todos nós, como sociedade e humanidade, continuamos a acompanhar tendências e não prestamos atenção  ao que realmente deveríamos seguir.

A partir daquele momento e daquele dia, comecei a praticar o que realmente achava correto para mim.

Ana Cardadeiro, 9.º A

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Cronista por um dia

Leitura -  uma arte que não se entende


Estava eu a prepara-me para sair de casa e ir ao parque passear e relaxar depois de um longo e cansativo dia de aulas. Pensava eu que seria só mais um dia normal na minha vida mas, sentado num banco, vi uma pessoa a ler um livro, um senhor completamente cativado pelo seu conteúdo. Vi-o a rir nas partes mais cómicas, lágrimas a correr nas mais comoventes e a raiva na injustiça.

A mim, pareceu-me um livro interessante por isso esperei até ele o acabar e dirigi-me a ele:

- O livro parece interessante. Importa-se? – perguntei eu a apontar para o livro.

- Claro que não. Esteja à vontade. – disse ele entregando-me o livro.

Sentei-me no mesmo sítio que ele e comecei a lê-lo enquanto o senhor se ia embora. Sofri exatamente os mesmos sintomas que ele. Ri, chorei e enfureci-me. Estava tão absorvido pelo livro que nem reparei que as pessoas se começavam a juntar e a comentar:

- Que triste. A ler?!

- Não deve ter uma vida muito interessante.

Não me deixei afetar muito por esses comentários e risos mas, no meio da multidão, fiquei chocado por ver uma pessoa a rir-se e a gozar comigo: o dono do livro. Acabei de lê-lo, atravessei a multidão, entreguei o livro ao seu dono e agradeci.

- Muito obrigado. Foi uma ótima sugestão.


E fui-me embora.

Jóni Pereira, 9.º A

sábado, 21 de outubro de 2017

Oficina de escrita

Crónica


Saio de casa, entro no carro, faço-me à estrada como todas as manhãs desde há três anos. Como qualquer outra pessoa, tento sempre evitar o trânsito para facilitar a minha vida, mas algumas vezes é impossível! E hoje é um desses dias.

Apenas uma pequena particularidade diferencia este dia dos outros. Olho em meu redor e algo de extraordinário está a acontecer: os automobilistas retidos no trânsito, em poucos instantes, começam a sorrir para o condutor do lado.

Não percebo, então decido perguntar ao pendura do carro mais próximo. Este aconselha-me a ligar o rádio. Ligo, de imediato compreendo o porquê do sucedido.

A pesar da minha felicidade provocada por aquela situação, não me posso atrasar tendo em conta que o meu patrão é bastante maldisposto.

Estaciono o carro no meio daquela confusão e entro no metro mais próximo. Lá dentro,  um silêncio sepulcral, sente-se frieza,  falta de convivência e de comunicação, o que não me agrada nada. Espero uns minutinhos, reflito e decido avançar. Sorrio para a pessoa ao lado. Ela acha estranho mas sorri. Outro indivíduo vê e sorri também, até que, passados uns instantes, o ambiente no metro muda completamente, fica mais alegre sem dúvida.

Chego atrasada ao trabalho. Primeiramente, vejo o meu superior com má cara. Sorrio. Fica perplexo e eu aconselho-o a ligar o rádio. Acaba por sorrir. Nestes anos todos, é a primeira vez que o vejo sorrir.

No final do dia, volto para casa felicíssima e a pensar que, às vezes, só precisamos de um empurrãozinho para mudar a nossa vida. 😊


Ana Cardadeiro, Ângela Cruz, Débora Rua, Luís Gentil, 9.º A

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Oficina de escrita

Comentário 





O livro O recruta de Robert Muchamore é um romance de aventura e ficção sobre um rapaz chamado James Choke, um miúdo problemático de doze anos, que vive com a meia-irmã e a mãe com excesso de peso.

Quando a sua mãe morre, ele e a irmã são recrutados para uma organização secreta britânica chamada Cherub. Nesta organização, as crianças, órfãs entre os 8 e 16 anos,  são treinadas para fazer missões secretas como espiões uma vez que um adulto nunca iria desconfiar de uma criança espia.

Toda a ação passa-se no campo de Cherub e na zona de recrutamento de novos agentes.

Este é um ótimo livro que faz parte de uma coleção com mais de vinte títulos.


Jóni Pereira, n.º 10, 9.º A