sábado, 21 de outubro de 2017

Oficina de escrita

Crónica


Saio de casa, entro no carro, faço-me à estrada como todas as manhãs desde há três anos. Como qualquer outra pessoa, tento sempre evitar o trânsito para facilitar a minha vida, mas algumas vezes é impossível! E hoje é um desses dias.

Apenas uma pequena particularidade diferencia este dia dos outros. Olho em meu redor e algo de extraordinário está a acontecer: os automobilistas retidos no trânsito, em poucos instantes, começam a sorrir para o condutor do lado.

Não percebo, então decido perguntar ao pendura do carro mais próximo. Este aconselha-me a ligar o rádio. Ligo, de imediato compreendo o porquê do sucedido.

A pesar da minha felicidade provocada por aquela situação, não me posso atrasar tendo em conta que o meu patrão é bastante maldisposto.

Estaciono o carro no meio daquela confusão e entro no metro mais próximo. Lá dentro,  um silêncio sepulcral, sente-se frieza,  falta de convivência e de comunicação, o que não me agrada nada. Espero uns minutinhos, reflito e decido avançar. Sorrio para a pessoa ao lado. Ela acha estranho mas sorri. Outro indivíduo vê e sorri também, até que, passados uns instantes, o ambiente no metro muda completamente, fica mais alegre sem dúvida.

Chego atrasada ao trabalho. Primeiramente, vejo o meu superior com má cara. Sorrio. Fica perplexo e eu aconselho-o a ligar o rádio. Acaba por sorrir. Nestes anos todos, é a primeira vez que o vejo sorrir.

No final do dia, volto para casa felicíssima e a pensar que, às vezes, só precisamos de um empurrãozinho para mudar a nossa vida. 😊


Ana Cardadeiro, Ângela Cruz, Débora Rua, Luís Gentil, 9.º A

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Oficina de escrita

Comentário 





O livro O recruta de Robert Muchamore é um romance de aventura e ficção sobre um rapaz chamado James Choke, um miúdo problemático de doze anos, que vive com a meia-irmã e a mãe com excesso de peso.

Quando a sua mãe morre, ele e a irmã são recrutados para uma organização secreta britânica chamada Cherub. Nesta organização, as crianças, órfãs entre os 8 e 16 anos,  são treinadas para fazer missões secretas como espiões uma vez que um adulto nunca iria desconfiar de uma criança espia.

Toda a ação passa-se no campo de Cherub e na zona de recrutamento de novos agentes.

Este é um ótimo livro que faz parte de uma coleção com mais de vinte títulos.


Jóni Pereira, n.º 10, 9.º A

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Oficina de escrito: cronista por um dia



A simplicidade de um gesto


Aquela manhã começou como todas as outras. Depois da correria matinal do costume, estava eu no pára-arranca da cidade. Apressada para levar o meu filho à escola e de seguida ir para o trabalho. O rádio estava ligado quando inesperadamente surge um convite. Dizia-nos para simplesmente sorrirmos para o condutor ao lado, para comunicarmos. 

Uma onda de boas energias renasceu na cidade. Havia sorrisos, acenos e felicidade por todo o lado.

Penso que a razão deste convite foi a falta de comunicação entre as pessoas. Andam sempre bisonhas, caladas e despreocupadas. Ninguém olha para ninguém, ninguém fala com ninguém. Pessoas mudas habitam na cidade.

Tudo depende de nós, nós somos a solução para os relacionamentos impessoais. Apenas um aceno, um sorriso ou uma palavra pode mudar o dia de alguém, pois esse alguém vai contribuir para a felicidade de outro.

Sorri para a vida, que ela sorri para ti!

Francisca Cruz, Rita Catarino, Diogo Jerónimo - 9.º B

domingo, 8 de outubro de 2017

Oficina de escrita: cronista por um dia


Um pequeno gesto muda vidas


Entro no carro, pronta para ir trabalhar e para uma viagem longa, de repente deparo-me com o pára-arranca aborrecido do trânsito. As pessoas impacientes e apressadas quando os carros pararam com o excesso de automóveis na cidade.

Com isto, ligo o rádio para, de alguma forma, me distrair de uma viagem demorada. Parou a música, começou a publicidade e introduziu-se uma proposta: "Um sorriso pode mudar vidas, convido-o a sorrir para a pessoa que está dentro do carro ao lado do seu."

Senti uma energia positiva e contagiante a espalhar-se por todos os que ali se encontravam. Olhei para o carro à minha esquerda e vejo uma criança a sorrir para mim com os olhos a brilhar, senti-me feliz e retribuí o sorriso.
Todos seguiram o seu caminho mais contentes e bem dispostas pois um pequeno sorriso consegue mudar o dia de várias pessoas.

Bárbara Vinhas, Constança Dias, Joana da Cruz - 9.º B