quarta-feira, 1 de junho de 2016

Clássicos da literatura portuguesa contados às crianças





Vários escritores contemporâneos, como José Luís Peixoto, Rosa Lobato de Faria, Rui Zink, entre outros, adaptaram algumas das obras mais emblemáticas da Literatura Portuguesa, tal como “Os Maias”, “Amor de perdição”, “O Auto da Barca do Inferno”, … numa tentativa de aproximar as obras clássicas do universo das crianças. 


Estas adaptações ilustradas são muito simples, bem menos extensas e com vocabulário mais acessível do que as obras originais. Assim, os mais novos podem iniciar-se no universo da literatura clássica portuguesa e contactar com referências culturais, que tendem cada vez mais a cair no esquecimento. É, com certeza, uma oportunidade para despertar a curiosidade e estimular a leitura dos textos originais, que terão oportunidade de ler e descobrir mais tarde. Nessa altura, com outra maturidade literária, saberão identificar outros sentidos, compreender melhor os contextos, e questionar estas adaptações com que se iniciaram. 


Desde que se crie a prática da leitura, esta experiência é uma porta de acesso para as obras integrais, cujo valor é insubstituível.


A coleção, editada em 2008, pelas Edições Quasi e pelo semanário SOL, é composta de 12 livros de capa dura com títulos clássicos, a saber:


“Os Maias”, de Eça de Queirós, adaptado por José Luís Peixoto

“Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente, adaptado por Rosa Lobato de Faria

“Sermão de Santo António aos Peixes”, de Padre António Vieira, adaptado por Rui Lage

“Frei Luís de Sousa”, de Almeida Garrett, adaptado por José Jorge Letria

“Viagens na Minha Terra”, de Almeida Garrett, adaptado por Rui Zink

“A Morgadinha dos Canaviais” de Júlio Dinis, adaptado por Possidónio Cachapa

“Os Fidalgos da Casa Mourisca”, de Júlio Dinis, adaptado por Francisco José Viegas

“Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Banco, adaptado por Pedro Teixeira Neves

“A Queda de um Anjo”, de Camilo Castelo Branco, adaptado por Albano Martins

“A Cidade e as Serras”, de Eça de Queirós, adaptado por António Torrado

“A Relíquia”, de Eça de Queirós, adaptado por Ana Luísa Amaral

“O Banqueiro Anarquista”, de Fernando Pessoa, adaptado por Clara Pinto Correia

Passe pela Biblioteca Escolar Carlos de Oliveira e leve um livro para ler com os seus filhos, netos, sobrinhos, irmãos...

Leonilde Rodrigues

terça-feira, 31 de maio de 2016

Boletim Bibliográfico n.º 24 | Férias


... a ler


Um livro

Levou-me um livro em viagem
não sei por onde é que andei
Corri o Alasca, o deserto
andei com o sultão no Brunei?
P’ra falar verdade, não sei

Com um livro cruzei o mar,
não sei com quem naveguei.
Com marinheiros, corsários,
tremendo de febres e medo?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro levou-me p’ra longe
não sei por onde é que andei.
Por cidades devastadas
no meio da fome e da guerra?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro levou-me com ele
até ao coração de alguém
E aí me enamorei –
de uns olhos ou de uns cabelos?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro num passe de mágica
tocou-me com o seu feitiço:
Deu-me a paz e deu-me a guerra,
mostrou-me as faces do homem
– porque um livro é tudo isso.

Levou-me um livro com ele
pelo mundo a passear
Não me perdi nem me achei
– porque um livro é afinal…
um pouco da vida, bem sei.

O G é um gato enroscado, João Pedro Mésseder


domingo, 29 de maio de 2016

Faça lá um poema

Vencedores a nível de escola




O inverno


O inverno é frio,
Cai muita chuva e gelada,
Temos de ter cuidado
Para não escorregar na estrada.

O inverno é aborrecido,
Temos de usar cachecoizinhos
Para não adoecermos,
Temos de andar bem agasalhadinhos.

O que comemos é fundamental
Para termos uma boa alimentação,
Temos de comer sopa quentinha
Para alegrarmos o coração.

O inverno tem festividades
Para nos animarmos.
Festejamos o Natal e o Ano Novo
Que é um prazer festejarmos.

O inverno também tem frutos
Como a pêra, a banana e a maçã,
Temos de os comer
Para passar uma boa manhã.

No inverno há flores
Como os amores-perfeitos,
Temos de fazer boa escolha
Para termos uns bons direitos.

Juliana Maria Faustino Pires, 4º. ano, E.B.1 de Febres


Arte


Para mim a arte
é uma inspiração.
É um orgulho que
eu tenho no meu coração.

O meu sonho é pintar,
pintar até mais não,
e expor os meus quadros,
pô-los numa exposição…

Mas não os quero vender!
Quero ficar com eles
para ver, de verdade,
o que eu sei fazer.

Numa  parede de um museu,
Os meus quadros vão estar,
Para que toda a gente veja,
O que eu sei criar!


Para o meu futuro estou a trabalhar,
por isso não posso parar!
Tenho que me esforçar
para os meus sonhos alcançar!

Vão ouvir falar de mim,
numa cidade famosa,
Sara Pedro, a pintora,
a mais bela e talentosa!

Sara Pedro, 6º.A



Mãe



Tu és assim!
O pouco e o tudo que fazes para mim.


Se me perguntassem, qual é a tua profissão:
Não diria que és cozinheira,
Porque só cozinhas para mim
Não diria que és médica,
Porque só cuidas de mim
Não diria que és professora,
Porque só me ensinas a mim


Dás-me o teu tempo, os teus ouvidos
E toda a tua atenção
Sou o que sou e devo-o a ti
Sou o reflexo da tua alegria
Sou a tristeza na tua agonia


Sou assim só por te conhecer e por te amar
Não sou escritor,
Porque só escrevo para ti.

Rúben Pereira, 8º.C


sábado, 28 de maio de 2016

Faça lá um poema

O inverno


O outono terminou
E o inverno começou
Usar casaco quente
Que a ninha mãe comprou.

Lá fora está frio
Com ventania e neve a voar
Que congelou o rio
Para irmos patinar



Das árvores e arbustos
Pendiam cristais de gelo
Que são muito bonitos
Para enfeitar o selo.

A primavera chegou
E o inverno adormeceu
O animal acordou
E a neve desapareceu.


Texto e imagem de Wam Bing Zhang, 4º. ano, E.B.1 de Febres