quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

PROJETO SOBE

Saúde oral

Sabes o que é o projeto Sobe?...
                                                     

Este projeto tem vários objetivos: divulgar informação sobre a saúde oral, fazer com que as famílias lhe deem importância, prevenir precocemente os problemas das crianças nesta área e utilizar as bibliotecas escolares na sua promoção. 


Para descobrires o projeto SOBE, entra no sítio seguinte:


Adivinha:

Tenho coroa sem ser rei e raiz sem ser planta, dou sustento à minha gente mas também faço sofrer. Quem sou?




Descobre a resposta através do trabalho realizado pelas crianças do Jardim de Infância do Corticeiro de Cima com o apoio da sua educadora Emília Bio.





terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

MANUEL ALEGRE, O POETA

POESIA DE INTERVENÇÃO





Nasceu em 12 de maio de 1936 em Águeda. Frequentou o curso de Direito na Universidade de Coimbra. Foi nesta cidade que desenvolveu uma intensa atividade como dirigente académico. Destacou-se como fundador do CITAC (Centro de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra), pertenceu ao Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra e teve uma intervenção assinalável no jornal Briosa, na revista Vértice e na Via Latina.


A sua vida está intrinsecamente ligada à luta política contra a ditadura salazarista. Quando é chamado para o serviço militar e mais tarde mobilizado para Angola, desenvolve uma estratégia ativa contra a guerra colonial, tendo como consequência a sua detenção pela polícia do regime -  a PIDE. É na cadeia em Luanda que contacta com alguns escritores angolanos como Luandino Vieira, António Jacinto e António Cardoso. Ao regressar ao continente, sob forte vigilância, passa à clandestinidade e ao exílio, em Argel. Nesta cidade prossegue a sua luta pela resistência e pela liberdade.
            
Produziu até aos dias de hoje uma vasta obra, onde a poesia figura com um destaque assinalável. Recebeu o Prémio Fernando Pessoa em 1999 e o Prémio Dom Dinis em 2008.

 Os seus poemas constituem um apelo à Liberdade, sendo recorrentemente referenciados pelos que lutaram contra a ditadura. Diversos músicos, designadamente Adriano Correia de Oliveira, José Afonso, Luís Cília, Manuel Freire, António Portugal, José Niza, António Bernardino, Alain Oulman, Amália Rodrigues, Janita Salomé e João Braga musicaram  poemas seus.  




Poderás consultar os seguintes links para escutares algumas das suas produções musicadas ou simplesmente declamadas.

Ouve o profundo tema do poema Trova do vento que passa:
http://www.youtube.com/watch?v=ubz94c4SyJU

Estes são os poemas País de abril e Estou triste, declamados por Mário Viegas:
http://www.youtube.com/watch?v=PrQ6L_YyFXo

http://www.youtube.com/watch?v=uKbH4PI-AWg

Escuta agora o próprio poeta acompanhado ao piano:
http://www.youtube.com/watch?v=6mFKFnKyDEk


Teresa Corte Real

MIA COUTO: ÁFRICA NAS PALAVRAS


Literatura de cores e sabores africanos




Mia Couto é o pseudónimo de António Emílio Leite Couto. É considerado um dos nomes mais destacados da Literatura Moçambicana. Nasceu em Moçambique, na Beira, em 1955. Realizou a sua formação académica na área da Biologia, especializando-se na vertente da Ecologia. Exerceu diversas funções como professor, jornalista e biólogo.

Dedicou-se desde muito jovem à escrita, tendo publicado alguns poemas com catorze anos. Da sua obra literária constam contos, crónicas, romances e poesia. Foi distinguido em 1995 com o Prémio Nacional da Associação dos Escritores Moçambicanos; em 1999, com o Prémio Vergílio Ferreira; em 2001, com o Prémio Mário António; em 2007, com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas; em 2007, com o Prémio Passo Fundo Zaffari e Bourbon de Literatura; em 2011, com o Prémio Eduardo Lourenço e finalmente, em 2013, foi homenageado com o Prémio Camões.


A sua obra espelha as tradições e memórias culturais africanas. Mia Couto defende que a história de África com a sua diversidade própria deve ser contada pelos próprios africanos, distante da visão europeia, projetando todas as memórias, todas as singularidades, mesmo as que se têm querido apagar.


Utiliza uma linguagem rica, muito expressiva, cheia de neologismos, o que caracteriza o seu estilo singular. Os seus textos refletem mundos fantásticos, onde o sonho se intercala com a realidade, conferindo uma dimensão surrealista à sua obra. Para descobrires este escritor, aqui ficam algumas sugestões de leitura:


Mia Couto: África nas palavras on PhotoPeach


Maria Teresa Corte Real

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

NAS ASAS DA IMAGINAÇÃO

DE PEQUENINO SE TORCE O PEPINO...


Este ditado popular é um bom exemplo do que crianças e jovens alcançam quando abraçam um projeto.
Os Professores de português lançaram o desafio "FAÇA LÁ UM POEMA", divulgado pelo PNL, e não é que muito talento desabrochou. 

Aqui estão representados os frutos dessa imaginação e criatividade:



OS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES

Partimos em busca
De mares desconhecidos
E de notável prestígio
Descobrimos tesouros perdidos.

                    Desbravámos os sete mares
                      Com coragem e bravura.
                      Demos a volta ao mundo
               E todos pensaram que era loucura.

Conquistámos Ceuta,
Uma cidade negociante,
Pertencente aos mouros,
um povo mercante.

Começámos por descobrir
Os Açores e a Madeira,
Pelos mares, sempre a abrir,
À portuguesa maneira.

Fomos à costa d'África
Para cabos dobrar,
E algum tempo mais tarde
À Índia chegar.

Depois da Índia,
Mais territórios vieram,
Mas com tanta glória,
Alguns países se opuseram.

Nós obtivemos
O monopólio comercial
E, com muito esforço,
Aumentámos o capital.

Assim foi a história
De um povo descobridor,
Repleto de glória
E também de esplendor.

                                                                                                   Mário Domingos, 9º A




O POEMA, UMA FORMA DE PENSAR


O poema é feito de imaginação.
Este é o tema
Da minha composição.

Um poema é fácil de fazer,
Apenas tens de seguir
Os passos que te vou dizer:

Para fazeres um poema
Só precisas de sonhar,
É este o conselho que te vou dar.

Tens de sentir
O teu "eu" interior,
Libertar o teu dom para o exterior.

Se não conseguires,
Contém a opressão,
Procura criar a ilusão!!!

                                            Rafael Batista, 5º A