domingo, 16 de fevereiro de 2014

NO CAMINHO DA CIÊNCIA: A SAÚDE NO MUNDO

Saúde: contrastes entre países desenvolvidos e em desenvolvimento

O desenvolvimento é um termo relacionado com o bem-estar e qualidade de vida da população.
Para analisarmos o desenvolvimento de um país recorremos a indicadores que caracterizam as vertentes de desenvolvimento. Um dos indicadores mais utilizados é o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que agrupa os países em países de desenvolvimento elevado, médio e baixo.




Existem vários contrastes entre os países em desenvolvimento e desenvolvidos, nomeadamente, na saúde, na educação, no rendimento, na habitação, no emprego e segurança social, segurança e nas desigualdades entre o género.


Na atualidade, existe um contraste muito acentuado entre os diferentes países do mundo: uns são muito ricos e outros muito pobres. Nos países desenvolvidos, o elevado rendimento, a industrialização, a quantidade e a qualidade dos serviços de saúde e de educação, permitem que a maioria da população consiga satisfazer as necessidades básicas: a alimentação, o vestuário, a habitação, entre outros. Nos países em desenvolvimento, o baixo rendimento ou a má qualidade dos serviços de saúde e da educação, não permitem satisfazer as necessidades básicas de grande parte da população.


Os países em desenvolvimento não atingem a esperança média de vida dos países desenvolvidos sendo nos países desenvolvidos superior a 70 anos e nos países em desenvolvimento inferior a 60 devido à pobreza, a doenças decorrentes da falta de higiene, ausência de água potável, da falta de uma boa alimentação, moradias sem condições sanitárias e falta de comprometimento do poder público na implantação de medidas necessárias para amenizar os problemas dessa ordem.

Na saúde, a maior diferença entre os países são os avanços na ciência que se verificam nos países desenvolvidos que deram origem às campanhas de vacinação, melhor alimentação e melhor assistência médica que por sua vez contribuíram para um aumento da esperança média de vida .


 Espreita, no PowerPoint, como os contrastes são evidentes entre países ricos e países pobres:

http://www.slideshare.net/dulcemarr/pases-desenvolvidos-e-em-desenvolvimento


Os países em desenvolvimento não só padecem dos casos de cancro associados com a pobreza, mas também dos resultados de hábitos adquiridos após conquistar melhores condições de vida, como um maior consumo de álcool e tabaco, o consumo de alimentos processados e falta de exercícios físicos.
Um estudo publicado recentemente alerta que os casos de cancro aumentarão 50% até 2030, quando serão diagnosticados em todo o mundo quase 22 milhões de casos, em comparação com 14 milhões em 2012, devido a um forte aumento da doença nos países em desenvolvimento.

No vídeo, que poderás visionar no endereço abaixo indicado,  perceberás os contrastes no desenvolvimento ao nível da saúde no mundo:

http://www.youtube.com/watch?v=W86YkPDH9cU

Portugal, nos países desenvolvidos, está entre aqueles que apresentam menor obesidade e menor consumo de fastfood, segundo um estudo divulgado pela Organização Mundial de Saúde, que estuda a obesidade, hábitos de consumo e a liberalização comercial de bens alimentares.. Portugal é um país desenvolvido: a melhoria dos cuidados médicos e da qualidade das condiçóes de vida da população tem contribuido para a redução da taxa de mortalidade.
Para que os objetivos de desenvolvimento do milénio relacionados com a área da saúde sejam alcançados, será preciso fortalecer os sistemas de saúde em todos os níveis – serviços baseados em centros de atendimento, programas formais de saúde pública e parcerias na comunidade.


Consulta ainda os sítios seguintes para aprofundares os teus conhecimentos sobre as temáticas abordadas:




Para que estas diferenças se esbatam é necessário relembrar as sábias palavras de Gandhi: "Há o suficiente no mundo para todas as necessidades humanas. Não há para a cobiça humana."

Paula Neves

TEMPO DE LEITURA: Irene Lisboa


Irene Lisboa, inovadora na palavra e na forma poética



Esta grande escritora e pedagoga viveu entre 1892-1958, apesar do seu valor não teve durante a sua vida nem postumamente a projeção merecida.


Inovadora na forma de escrever, rompeu com os cânones da lírica tradicional aproximando a poesia do formato da prosa, abandonando a rima e a linguagem figurada, passando a usar uma linguagem mais concreta e coloquial quer nos textos poéticos como narrativos preocupando-se em registar o quotidiano do povo, os pequenos e simples momentos da vida, deixando transparecer uma crítica velada aos valores da burguesia.

Apesar de ser oriunda de um meio social abastado, não se coibiu de dar voz aos mais humildes, misturando-se no seu seio, convivendo e observando-os, o que parece ter contribuído para a indiferença das editoras mais conservadoras na divulgação da sua obra.

Irene Lisboa nasceu na aldeia de Casal da Murtinheira, conselho de Arruda dos Vinhos, mas estudou em Lisboa onde tirou o curso do Magistério Primário. Aí lecionou, até ganhar uma bolsa do Instituto de Alta Cultura, em Genebra, onde se especializou em Pedagogia.

No âmbito do seu trabalho de docente, foi convidada para Inspeção para o setor de apoio pedagógico aos professores em exercício. Ao apresentar um programa de grande reformulação desse órgão, foi afastada e convidada a exercer a profissão no Norte do país ou a sair do ensino, tendo escolhido a última opção. Aos 48 anos, passou a dedicar-se inteiramente à produção literária e científica e a dar conferências.

Irene Lisboa gostava de usar pseudónimos: as obras poéticas Um dia e o outro dia (1936) e Outono havias de vir (1937) foram publicadas sob o nome de João Falco. Nos estudos científicos, usou o pseudónimo de Manuel Soares e Maria Moira.


A sua obra literária reparte-se pela poesia, crónica, novela e pelo conto. Iniciou a sua produção literária em 1926, com o livro de contos Os treze contarelos destinado ao público infantil. Os mais conhecidos sucessos foram Um dia e outro Dia, 1936; Esta cidade!,1942; Uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma.

Foi uma mulher à frente no seu tempo, pela forma de pensar, não se revendo nos parâmetros sociais, literários e políticos vigentes.

Fontes de informação:
http://www.infopedia.pt/$irene-lisboa
Sítio do Instituto Irene Lisboa - biografia da autora -  http://www.iil.pt/artigo.asp?id=3



Para desvendares um pouco mais da vida e obra desta mulher e escritora invulgar, consulta o sítio seguinte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Irene_lisboa



Isabel Aires

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

NO CAMINHO DA CIÊNCIA


  A luz solar: importância nos ecossistemas e na biodiversidade




A luz produzida pelo sol é chamada de luz solar, pura, branca, porém ela não é pura, ela possui uma mistura complexa de várias luzes com cores diferentes, e aos nossos olhos acaba por se tornar branca. Esse resultado é fruto de um estudo feito com prismas por Isaac Newton.

Isaac Newton
Prisma ótico

A luz solar representa a fonte de energia externa sem a qual os ecossistemas não conseguem manter-se.






 A transformação (conversão) da energia luminosa para energia química, que é a única modalidade de energia utilizável pelas células de todos os componentes de um ecossistema, comunidade de organismos que interagem entre si e com o meio ambiente ( ex: lago, floresta, savana, etc) ao qual pertencem, ou seja lugar onde acontece a vida, sejam eles produtores, consumidores ou decompositores, é feita através de um processo denominado fotossíntese.

 Portanto, a fotossíntese, seja realizada por vegetais ou por microorganismos, é o único processo de entrada de energia num ecossistema.
A radiação solar chega aos ecossistemas no nosso planeta sob forma de energia, nas modalidades de calor e luz.

A Terra recebe uma quantidade diária de luz muito grande. Porém, por maior que seja a eficiência nos ecossistemas, os mesmos conseguem aproveitar apenas uma pequena parte da energia radiante. Existem estimativas de que cerca de 34% da luz solar seja refletida por nuvens e poeiras; 19% seja absorvida por nuvens, ozono e vapor de água. Do restante, ou seja 47%, que chega à superfície da Terra, boa parte ainda é refletida ou absorvida e transformada em calor, que pode ser responsável pela evaporação da água, no aquecimento do solo. A fotossíntese utiliza apenas uma pequena parcela (1 a 2%) da energia total que alcança a superfície da Terra.




A biosfera é formada por vários ecossistemas. Ela representa a camada da Terra que é habitada pelos seres vivos. Para que haja vida no planeta Terra é muito importante que se tenha luz, calor do Sol e água na forma líquida. Esses elementos são fundamentais para a manutenção da vida  e da biodiversidade (diversidade da natureza viva no nosso planeta), pois todos os seres que aqui vivem necessitam deles.




A luz solar é um dos fatores que influencia os padrões de biodiversidade. Isso ocorre porque a incidência de luz solar determina a temperatura e a taxa de fotossíntese de determinado local.

Por exemplo, nos locais próximos à linha do Equador - onde a incidência de luz solar é maior - a biodiversidade é mais diversificada (há as florestas tropicais, como a Floresta Amazônica, que apresenta grande variabilidade genética e possui maior capacidade de sustentar um número elevado de espécies animais) enquanto que nos locais próximos dos polos do planeta - onde a incidência de luz é menor - a biodiversidade é também menor (geralmente há a presença de tundras, as quais são um tipo de vegetação de pequeno porte, que não sustenta um número tão elevado de espécies, acarretando uma menor variabilidade genética na região).

Ciclo da vida


Para aprofundares os teus conhecimentos sobre a importância da luz solar, clica no endereço seguinte e participa, de forma divertida e interativa, no recurso disponibilizado.


Paula Neves



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

NO CAMINHO DA CIÊNCIA


Terra em transformação


O planeta Terra é a nossa casa. Aqui nascemos, vivemos morremos. Por isso conhecê-lo, mesmo que superficialmente, é o mínimo que devemos fazer.

Partindo da sua origem até aos dias atuais, são focados a destruição e os impactos ambientais tais como as alterações climáticas, provocados tanto por fenómenos naturais (ciclos solares, variação da excentricidade da órbita terrestre em volta do Sol, variação da inclinação do eixo da Terra, precessão do eixo de rotação terrestre, vulcanismo e queda de meteoritos), como pela ação do homem, nomeadamente  a sua contribuição para a acentuação do efeito estufa, devido ao aumento da concentração de gases libertados.
Uma das mais importantes causas naturais é a do vulcanismo que, sendo responsável por grandes emissões de dióxido de carbono para a atmosfera, bem como de poeiras, interfere com os padrões climáticos.

Vulcanismo
Efeito de estufa
                                                       
Queda de meteorito












A Terra, ao longo da história geológica, pode ser considerada um planeta em constante transformação. A sua estrutura interior e a sua superfície são susceptíveis a mudanças lentas e/ou bruscas. Vulcões e  tectónica de placas estão a ocorrer permanentemente, principalmente nas bordas das placas tectónicas, que fazem tremer a terra debaixo dos nossos pés. 

Visiona o vídeo que se encontra no link abaixo e perceciona esta movimentação da crusta terrestre.

  http://www.youtube.com/watch?v=0ZU-xJV1ZNA                                 
                                                  
Este é um processo natural, dadas as características da Terra que está em constante evolução através do tempo. Os fenómenos, principalmente os terramotos, devem ser encarados como normais. São centenas ou até milhares os terramotos  ocorridos ao longo da história humana.

Por outro lado, a humanidade, na sua expansão territorial na busca de espaço para viver, foi ocupando quase que todos os cantos do planeta e, consequentemente, as áreas susceptíveis aos sismos, também foram ocupados.


As mudanças e transformações sofridas pelo planeta Terra, ao longo do tempo geológico, têm atingido situações extremas, como extinções em massa, variações do nível das águas do mar, quedas de meteoritos, terramotos, tsunamis, ciclones, tufões, furacões, verões mais secos e prolongados no nosso país, aumento da temperatura média da atmosfera do planeta, degelo no Árctico, no Antárctico e nos glaciares das montanhas, aumento da temperatura dos oceanos, desertificação, seca, incêndios florestais, desequilíbrios nos ecossistemas, diminuição da biodiversidade, degradação dos solos, aquecimento global...        


Furacão
                      
Degelo




Para compreenderes melhor as forças da natureza e as suas consequências, vê atentamente o vídeo indicado no sítio seguinte: http://www.youtube.com/watch?v=Kvm9g9iSTKg

A constante transformação do planeta e a ocupação humana têm causado as catástrofes às quais estamos a assistir no mundo.

Não podemos sequer estar certos de que, no futuro, o “aquecimento global” não será suplantado por um “arrefecimento global” resultante de perturbações naturais, mas ainda pouco conhecidas.

                                       Paula Neves