segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

NO CAMINHO DA CIÊNCIA


  A luz solar: importância nos ecossistemas e na biodiversidade




A luz produzida pelo sol é chamada de luz solar, pura, branca, porém ela não é pura, ela possui uma mistura complexa de várias luzes com cores diferentes, e aos nossos olhos acaba por se tornar branca. Esse resultado é fruto de um estudo feito com prismas por Isaac Newton.

Isaac Newton
Prisma ótico

A luz solar representa a fonte de energia externa sem a qual os ecossistemas não conseguem manter-se.






 A transformação (conversão) da energia luminosa para energia química, que é a única modalidade de energia utilizável pelas células de todos os componentes de um ecossistema, comunidade de organismos que interagem entre si e com o meio ambiente ( ex: lago, floresta, savana, etc) ao qual pertencem, ou seja lugar onde acontece a vida, sejam eles produtores, consumidores ou decompositores, é feita através de um processo denominado fotossíntese.

 Portanto, a fotossíntese, seja realizada por vegetais ou por microorganismos, é o único processo de entrada de energia num ecossistema.
A radiação solar chega aos ecossistemas no nosso planeta sob forma de energia, nas modalidades de calor e luz.

A Terra recebe uma quantidade diária de luz muito grande. Porém, por maior que seja a eficiência nos ecossistemas, os mesmos conseguem aproveitar apenas uma pequena parte da energia radiante. Existem estimativas de que cerca de 34% da luz solar seja refletida por nuvens e poeiras; 19% seja absorvida por nuvens, ozono e vapor de água. Do restante, ou seja 47%, que chega à superfície da Terra, boa parte ainda é refletida ou absorvida e transformada em calor, que pode ser responsável pela evaporação da água, no aquecimento do solo. A fotossíntese utiliza apenas uma pequena parcela (1 a 2%) da energia total que alcança a superfície da Terra.




A biosfera é formada por vários ecossistemas. Ela representa a camada da Terra que é habitada pelos seres vivos. Para que haja vida no planeta Terra é muito importante que se tenha luz, calor do Sol e água na forma líquida. Esses elementos são fundamentais para a manutenção da vida  e da biodiversidade (diversidade da natureza viva no nosso planeta), pois todos os seres que aqui vivem necessitam deles.




A luz solar é um dos fatores que influencia os padrões de biodiversidade. Isso ocorre porque a incidência de luz solar determina a temperatura e a taxa de fotossíntese de determinado local.

Por exemplo, nos locais próximos à linha do Equador - onde a incidência de luz solar é maior - a biodiversidade é mais diversificada (há as florestas tropicais, como a Floresta Amazônica, que apresenta grande variabilidade genética e possui maior capacidade de sustentar um número elevado de espécies animais) enquanto que nos locais próximos dos polos do planeta - onde a incidência de luz é menor - a biodiversidade é também menor (geralmente há a presença de tundras, as quais são um tipo de vegetação de pequeno porte, que não sustenta um número tão elevado de espécies, acarretando uma menor variabilidade genética na região).

Ciclo da vida


Para aprofundares os teus conhecimentos sobre a importância da luz solar, clica no endereço seguinte e participa, de forma divertida e interativa, no recurso disponibilizado.


Paula Neves



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

NO CAMINHO DA CIÊNCIA


Terra em transformação


O planeta Terra é a nossa casa. Aqui nascemos, vivemos morremos. Por isso conhecê-lo, mesmo que superficialmente, é o mínimo que devemos fazer.

Partindo da sua origem até aos dias atuais, são focados a destruição e os impactos ambientais tais como as alterações climáticas, provocados tanto por fenómenos naturais (ciclos solares, variação da excentricidade da órbita terrestre em volta do Sol, variação da inclinação do eixo da Terra, precessão do eixo de rotação terrestre, vulcanismo e queda de meteoritos), como pela ação do homem, nomeadamente  a sua contribuição para a acentuação do efeito estufa, devido ao aumento da concentração de gases libertados.
Uma das mais importantes causas naturais é a do vulcanismo que, sendo responsável por grandes emissões de dióxido de carbono para a atmosfera, bem como de poeiras, interfere com os padrões climáticos.

Vulcanismo
Efeito de estufa
                                                       
Queda de meteorito












A Terra, ao longo da história geológica, pode ser considerada um planeta em constante transformação. A sua estrutura interior e a sua superfície são susceptíveis a mudanças lentas e/ou bruscas. Vulcões e  tectónica de placas estão a ocorrer permanentemente, principalmente nas bordas das placas tectónicas, que fazem tremer a terra debaixo dos nossos pés. 

Visiona o vídeo que se encontra no link abaixo e perceciona esta movimentação da crusta terrestre.

  http://www.youtube.com/watch?v=0ZU-xJV1ZNA                                 
                                                  
Este é um processo natural, dadas as características da Terra que está em constante evolução através do tempo. Os fenómenos, principalmente os terramotos, devem ser encarados como normais. São centenas ou até milhares os terramotos  ocorridos ao longo da história humana.

Por outro lado, a humanidade, na sua expansão territorial na busca de espaço para viver, foi ocupando quase que todos os cantos do planeta e, consequentemente, as áreas susceptíveis aos sismos, também foram ocupados.


As mudanças e transformações sofridas pelo planeta Terra, ao longo do tempo geológico, têm atingido situações extremas, como extinções em massa, variações do nível das águas do mar, quedas de meteoritos, terramotos, tsunamis, ciclones, tufões, furacões, verões mais secos e prolongados no nosso país, aumento da temperatura média da atmosfera do planeta, degelo no Árctico, no Antárctico e nos glaciares das montanhas, aumento da temperatura dos oceanos, desertificação, seca, incêndios florestais, desequilíbrios nos ecossistemas, diminuição da biodiversidade, degradação dos solos, aquecimento global...        


Furacão
                      
Degelo




Para compreenderes melhor as forças da natureza e as suas consequências, vê atentamente o vídeo indicado no sítio seguinte: http://www.youtube.com/watch?v=Kvm9g9iSTKg

A constante transformação do planeta e a ocupação humana têm causado as catástrofes às quais estamos a assistir no mundo.

Não podemos sequer estar certos de que, no futuro, o “aquecimento global” não será suplantado por um “arrefecimento global” resultante de perturbações naturais, mas ainda pouco conhecidas.

                                       Paula Neves 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

TEMPO DE LEITURA

ILSE LOSA: ESCRITA NO FEMININO


Ilse Losa nasceu em 1913 e cresceu na Alemanha, mas morreu, em Portugal, na cidade do Porto, em 2006, onde vivia desde 1934. Refugiou-se em Portugal para fugir à onda de perseguição antissemita que alastrava na Alemanha de Hitler por ter origem judaica.

O sua obra não se restringe apenas à produção literária, mas também ao papel interventivo na sociedade através de ações de formação de cariz social e cultural, destacando-se a atividade desenvolvida na Associação Feminina Portuguesa (1936-1952).
A sua obra literária é diversificada, compreende romances, contos, crónicas, ensaios, e muitas histórias dirigidas ao público infanto-juvenil por considerar que as transformações sociais devem começar pelas crianças, incutindo-lhe valores e interesse pelo saber. Um outro objetivo entre vários, era combater o papel submisso da mulher e a sua falta de liberdade e de direitos. Assim se pode constatar, nas personagens femininas de algumas obras . São figuras fortes e marcantes usadas para criticar a sociedade que, na época, era muito fechada e subjugava a mulher.

Ilse Losa on PhotoPeach



Essas personagens são mulheres que, normalmente, trabalham arduamente para manter o sustento da casa, noutros casos dedicam a vida a trabalhar para outrem sem grandes recompensas (Idalina, doméstica; Palmirinha, a modista; Adelaide, dona duma pensão sem recursos e abandonada pelo companheiro) ou é expurgada de atos sociais como no conto História sem Surpresas. No romance O Mundo em que Vivi (1949), a personagem da avó é uma pessoa dura, pouco afetuosa que gere os destinos da casa numa época de parcos recursos. Neste romance e em Rio sem Ponte (1952) , Sob Céus Estranhos (1962), considerados decalques biográficos, as personagens femininas espelham o olhar e sentir da mulher que deseja abrir outros horizontes.


Para descobrires mais da escrita interventiva Ilse Losa, consulta o sítio seguinte,onde encontrarás um trabalho de investigação de Ana Isabel Marques.
https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/12615/3/Tese%20Ana%20Isabel%20Marques.pdf

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

NOS CAMINHOS DA CIÊNCIA




      Ameaças ambientais e reciclagem


Papel de parede animado, 240x320 screensaver para celular
Sabemos que o meio ambiente não pode ser reduzido a preocupações com a ecologia – uma área das ciências biológicas – ou com a natureza. Os seres humanos já nem sabem o que é “natureza”, pois o meio ambiente já está tão penetrado e reordenado pela vida sociocultural humana, que nada mais pode ser chamado, com certeza, de apenas natural ou social. A natureza transformou – se em áreas de acção segundo as quais precisamos de tomar decisões políticas, práticas e éticas.

Enfrentamos agora uma crise ambiental nunca vista na história, que se deve à enormidade dos poderes humanos. Pois tudo o que fazemos tem efeitos colaterais e consequências não antecipadas que, diante dos poderes que possuímos actualmente, tornam inadequadas as ferramentas éticas que herdamos do passado.

Os principais problemas ambientais estão diretamente relacionados com a intervenção humana no planeta e nos ecossistemas, causando desequilíbrios que podem comprometer a vida na Terra.

Alguns dos problemas ambientais que afetam a vida de todos no planeta são:a destruição da camada de ozono, o efeito estufa, perda da biodiversidade, os grandes acidentes ambientais, a poluição; outras questões ambientais relevantes.

Se pretenderes sistematizar este assunto, vê a apresentação em PowerPoint elaborada por Isabel Braz, em 2010, no seguinte endereço:


A associação ambientalista Quercus considera que Portugal continua a registar um mau desempenho ambiental, cometendo cinco "pecados ambientais": elevadas emissões de gases produtores do efeito de estufa; erosão costeira; perda gradual da biodiversidade; excesso de construção; e enorme desperdício de água.
Em comunicado, a organização denuncia as elevadas emissões de gases produtores do efeito de estufa, que contribuem para o aquecimento global e para alterações climáticas, e que é"provavelmente o maior problema do século XXI”.
                                                     












Recordando o Protocolo de Quioto, assinado por países de todos os continentes para tentar limitar as emissões de cada nação, a Quercus lamenta que Portugal seja "dos [países] que apresentam maior distância em relação ao objectivo".




A reciclagem é umas das alternativas para o tratamento do lixo urbano e contribui diretamente para a conservação do meio ambiente. Ela trata o lixo como matéria-prima que é reaproveitada para fazer novos produtos e traz benefícios para todos, como a diminuição da quantidade de lixo enviada para aterros sanitários, a diminuição da extração de recursos naturais, a melhoria da limpeza da cidade e o aumento da consciencialização dos cidadãos a respeito do destino do lixo.
               



   As vantagens da reciclagem:

  •         Preservação dos recursos naturais;
  •         Economia na produção de matérias-primas;
  •         Redução de quantidade de resíduos para                       os aterros sanitários;
  •         Melhoria da qualidade ambiental.
.
A reciclagem é um processo muito importante e eficaz para minimizar as ameaças ao meio ambiente

Em Portugal reutiliza-se menos que o desejável, recicla-se menos que o esperado e no final de contas instalam-se mais incineradoras. 




“Posto isso, é tempo de reflectir sobre o ambiente e aquilo que será o nosso futuro próximo”. Estas opções calham a todos, e todos temos que contribuir.





Paula Neves