terça-feira, 14 de janeiro de 2014

No caminho da ciência

BIODIVERSIDADE: ESPÉCIES EM VIAS DE EXTINÇÃO


 “Biodiversidade” pode definir-se como o conjunto das diferentes formas de vida que existem no planeta como um todo, ou numa região em particular.

Para além de considerações éticas ou utilitárias, a conservação da biodiversidade urge pelo papel que esta pode desempenhar no funcionamento dos ecossistemas e que começa a ser demonstrado pela investigação científica.


A biodiversidade reúne toda a variedade de vida, desde micro-organismos até animais e plantas. É o conjunto de espécies que estabelece uma inter-relação na qual cada ser, por mais simples que seja, tem uma função fundamental na composição do ecossistema.















Existe a ideia generalizada de que a preservação da diversidade biológica é benéfica para a humanidade. Um dos argumentos mais usados na defesa e preservação da biodiversidade é o argumento utilitário. A variedade de formas de vida é fonte de alimentos ou produtos necessários à sobrevivência da humanidade.

A biodiversidade funciona como uma máquina, em que animais e vegetais são as suas engrenagens. Por exemplo, se uma espécie vegetal for comprometida, poderá ocasionar a extinção do animal que o tem como base da sua alimentação. Esse animal que se extinguiu, por sua vez, possuía uma função na cadeia alimentar ou na própria natureza.



A grande preocupação que existe hoje é a de que o ser humano esteja a provocar o desaparecimento de muitas espécies num curto espaço de tempo, o que poderá conduzir à redução drástica dessa biodiversidade. Esse desaparecimento deve-se à prática intensiva da agricultura, à construção de barragens, à crescente urbanização, à destruição das florestas, à poluição e a outros factores humanos. A preservação da natureza e da diversidade garante a proliferação da vida.

As indústrias têm focalizado a sua atenção nas florestas, para conhecer espécies que podem ser utilizadas como matéria-prima na produção de medicamentos e cosméticos, mas não pensam que essa exploração pode alterar ou impactar as áreas de possível extração.

Se te preocupas com estas questões ambientais, visita o site seguinte:


Há mais de 16 mil espécies em vias de extinção. Em dois anos, 53 novas espécies ficaram em vias de extinção. O urso polar, o hipopótamo e a raia passaram a figurar na lista dos animais que podem desaparecer devido ao aquecimento global e à caça excessiva. Os números são da União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN): actualmente, 16 119 espécies de animais ou de plantas estão em vias de extinção. Um aumento significativo face a 2004, altura em que os números apontavam para 15 589. A atualização da lista vermelha revelou ainda que 784 espécies estão oficialmente declaradas extintas e 65 só podem ser encontradas em cativeiro.

Achim Steiner, diretor da organização, alertou para o grande impacto que a situação tem na capacidade de recuperação dos ecossistemas. Uma das situações mais críticas está localizada no Mediterrâneo. De acordo com o relatório, existem 34 focos críticos de biodiversidade e cerca de 25 mil espécies, das quais 60 por cento não se encontram em mais nenhum lugar do Mundo. Para controlar a situação, várias organizações ambientais lutam para que os países reduzam as emissões de gases de efeito de estufa, diminuindo o aquecimento global.


                   
 Mensagem de esperança

Estamos na Terra há 2,5 milhões de anos e embora a extinção das espécies ultrapasse a sua criação, conseguimos sobreviver.
A nossa sobrevivência depende da sobrevivência da biodiversidade e a conservação desta está nas nossas mãos.

Mãos à obra

Visiona, agora, o PowerPoint que se encontra no site abaixo e verás quão importante é ser um cidadão ativo e empenhado na preservação do meio ambiente.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Tempo de leitura: Descobrir Luís Sepúlveda

     Luís Sepúlveda, o homem e a obra






  Luís Sepúlveda, autor da obra História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar proposta pelo PNL para o 7º ano, nasceu no Chile, em 1949. Toda a sua vasta obra se encontra traduzida em português, sendo dos escritores latino-americanos mais lidos em Portugal e internacionalmente. Para além de escritor, também, se tem destacado como realizador, jornalista, roteirista e como ativista político.


       Viveu em vários países, começando pela antiga União Soviética (de onde foi expulso por manter ligações a dissidentes ao regime), Nicarágua (guerrilheiro conta o regime de Pinochet), trabalhou no Brasil, Uruguai, Paraguai, Peru e no Equador. Neste último, viveu entre os índios Shuar, participando numa missão de estudo da UNESCO. Desta experiência, resultou o seu maior sucesso como escritor - O velho que lia romances de amor- dedicado ao seu grande amigo Chico Mendes, o herói da defesa da Amazónia. 


       Também viajou pela Europa, viveu, na Alemanha, durante vários anos, onde casou com uma alemã da qual teve três filhos. Regressou ao Chile após 20 anos e reencontrou-se com a primeira mulher, a poetisa Carmen  Yanez com a qual tem um filho. Atualmente vive, em Gijon, em Espanha.
      Luís Sepúlveda, além de grande escritor, é um cidadão implicado na construção de um mundo melhor, quer pela atuação política, quer pelo poder da palavra. Sonha com um mundo, onde as relações humanas se estabeleçam na base da fraternidade, solidariedade e onde haja justiça social tal como expressa no livro O poder dos sonhos. A sua ficção espelha um mundo, onde estão presentes os valores da amizade, do respeito pela diferença e pela preservação da natureza.

      

      Como refere o provérbio "A curiosidade aguça o apetite", poderás também satisfazer a tua, visitando os sites seguintes e desvendando um pouco mais da vida e obra deste escritor  de intervenção e visionar algumas entrevistas .



quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Oficina de Escrita

Equador, história de uma vida



Equador, romance escrito por Miguel Sousa Tavares, leva-nos a viajar até ao passado, até S. Tomé e Príncipe. Retrata-nos um tempo em que D. Carlos de Portugal era vivo e governava sobre todas as colónias portuguesas no mundo.


Esta obra foi bem concebida, pois revela hábitos, costumes e segredos do início do século XX. Miguel Sousa Tavares preocupou-se em pesquisar, em diversas fontes, os diferentes aspetos da vida quotidiana daquela época.

Personagens bem caracterizadas e ambientes bem descritos são elementos que, ao lermos este romance, nos permitem visualizar mentalmente o contexto histórico em que se situa esta narrativa.


O autor procurou evidenciar o requinte habitual das grandes obras de cariz histórico. Podemos encontrar nesta narrativa grandes acontecimentos, tais como o famoso regicídio e o Ultimatum Inglês. Este livro retrata a política, os hábitos e costumes nas antigas colónias portuguesas, centrados, no que a este romance diz respeito, à colónia de S. Tomé e Príncipe, nos finais do século XIX e início do século XX.
 É o casamento perfeito entre a História e a ficção. Para mim, é um grande livro, sem dúvida.


Trabalho realizado por:

Mário Daniel Domingos, nº 13, 9ºA

Oficina de Escrita

Contextualização histórica do conto A aia de Eça de Queirós


O conto A aia está repleto de características ligadas à História.
Para começar, a história narrada situa-se entre os séculos XII e XIV, épocas onde existiam aias, que cuidavam e educavam os filhos do Rei. Outro aspeto eram as guerras, supostamente contra os mouros, nas famosas cruzadas.

Naquele tempo, as batalhas entre irmãos, (no caso desta narrativa, o Rei e o seu irmão bastardo), eram comuns visto que eles invejavam os herdeiros ao trono. Para tais batalhas, o inimigo do trono real recrutava grandes exércitos para poder tomar o trono.

Já no século XII, existiam distinções entre classes sociais. Nesta história, esta constatação é comprovada pelo material de fabrico dos berços dos bebés, um de marfim, pertencente à casa real, e o outro de verga, pertencente à “classe dos escravos”. Apesar dessa distinção, dormiam as duas crianças no mesmo quarto (ou câmara) e eram amamentados pela mesma pessoa, ou seja, a ama (ou aia).


Como referido anteriormente, os ataques ao trono eram constantes. Neste conto, na sequência da morte do Rei, o reino fica desorientado. O tio bastardo tinha o caminho livre para chegar ao trono, exceto o príncipe. Como norma, para alguém exterior à linha de sucessão ao trono ser Rei, era preciso fazer um atentado à casa Real. Foi o caso deste enredo. Contudo, o que não é normal numa corte é a aia pôr-se no caminho do tio, trocando a vida do seu filho pelo seu príncipe. Isto, se acontecesse, seria motivo de recompensa visto que era uma benfeitoria pelo reino. Foi isso que aconteceu. Foram à câmara dos tesouros, habitual nos palácios da altura, onde guardavam as riquezas e os saques do reino, para recompensar o feito heroico da aia.


Este conto não é só uma narrativa de ficção, mas também a caracterização de um espaço social concreto – o ambiente de corte na Idade Média.


Mário Domingos, nº13, 9ºA