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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Faça lá um poema

Colectânea de trabalhos realizados pelos alunos da EB Carlos de Oliveira e organizados pela professora Licínia Torres.


quinta-feira, 9 de junho de 2016

O princípio

... conta-nos uma história [podcast na educação]



A partir da obra de Paula Carballeira e Sonja Danowski, O Principio, que remetendo para a tragédia  que é a guerra, é simultaneamente uma mensagem de esperança e uma homenagem a todos aqueles que trilham os seus caminhos, nasceu um trabalho  de imagem e som desenvolvido com as crianças do Jardim-de-Infância do Corticeiro de Cima e orientado pela professora Emília Bio.

domingo, 5 de junho de 2016

Recriar, criar e gravar



A partir de um excerto de “A varanda do Frangipani” de Mia Couto, os alunos do 8.º ano criaram, na aula da disciplina de TIC, em escrita colaborativa e com recurso ao Google Docs, uma “neverending story”. 

Posteriormente, cada aluno leu e gravou a parte da história que é da sua autoria.

Ano letivo 2014/2015


8.º A - A pérola mágica




8.º B - De Buenos Aires ao Brasil




8.º C -  Umas férias aventurosas



segunda-feira, 16 de maio de 2016

Faça lá um poema

O inverno


O inverno é uma estação
Que é bonita e gelada
Até parece um pavão
quando há muita geada.

No inverno festejamos
O nascimento de Jesus
Nessa noite todos juntos
Vimos as prendas e uma avestruz.


No inverno estamos à lareira
Para aquecermos as mãozinhas
Todos juntos embrulhamos presentes
Para depois por nas meinhas.

Quando o inverno bate à porta
Traz o vento e o frio
E com ele neva na horta
E o vento pelo rio.


Texto e imagem de Ângela Lourenço Pereira, 4º. ano, 1º. C.E.B de Febres

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Migrações


Hoje em dia, é cada vez mais comum ouvir falar-se sobre a migração, embora este fenómeno seja intemporal. A pessoa que emigra é aquela que vai para outro país à procura de melhores condições de vida e deixa para trás parte da sua família, os seus amigos, a sua casa e tudo o que estava habituada a ter ou fazer no seu país de origem.

Ao longo do meu percurso escolar, tenho aprendido o que muitos migrantes sentem e sofrem (como por exemplo, racismo e xenofobia) com esta grande mudança. Em educação moral, história e geografia, tenho estudado as diferenças entre os vários povos, as diferentes religiões e os costumes de cada país. Estes conhecimentos que adquiri fazem com que eu seja capaz de respeitar cada povo e ser mais tolerante. Na disciplina de português, são vários os livros que nos remetem para as diferenças. No livro Historia de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, de Luís Sepúlveda, é bem visível a diferença entre o gato, Zorbas, e a gaivota, Ditosa, mas que, apesar disso, têm uma grande amizade e juntos ultrapassam as divergências e, inclusive, o gato ensinou a gaivota a voar. No livro O Cavaleiro da Dinamarca, de Sophia de Mello Breyner Andresen, é possível lisonjear as atitudes das várias pessoas que acolheram o Cavaleiro nas diversas regiões por onde ele foi passando. O romance O mundo em que vivi, de Ilse Losa é um exemplo da negação da aceitação das diferenças. Neste livro, é retratada uma época da história em que os judeus foram muito maltratados, considerados abaixo dos animais. Rose, a personagem principal, era judia e não percebia o porquê do mundo andar em guerra. Como tinha uma religião diferente, sabia que tinha hábitos divergentes dos seus colegas.



A aculturação é um processo importante por parte da pessoa que vai para outro país, pois é fundamental que ela saiba respeitar a cultura do mesmo.



Um país com multiculturalidade devidamente respeitada é rico nos mais diversos domínios, tanto em gastronomia, como em hábitos ou costumes. Além disso, promove trocas enriquecedoras de conhecimentos entre várias pessoas.



Iara de Jesus (N.º12, 8.ºA)

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Faça lá um poema



Poema da amizade

Fiz este poema com pedaços,
De sonhos e emoção.
À minha amiga o dedico,
Do fundo do coração.



São os pequenos momentos,
Que fazem as grandes amizades.
São estes os sentimentos,
Que duram eternidades.

As amizades enchem a vida
De carinho e de amor.
É esta a mais sentida,

Nos momentos de dor.
                                                                                                   Elisa Rosa, 7º.A

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A vida de Homero


[texto produzido no âmbito da leitura das obras da Educação Literária 6.ºA]


Homero foi um grande poeta grego, pensa-se que nasceu em 928 a. C. e morreu em 898 a.C.. Terá nascido em Esmirna, atual Turquia, ou em alguma ilha do mar Egeu, mas a sua origem é tão controversa, que oito cidades disputam a honra de terem sido a terra natal do poeta. Todas estas cidades querem ter a honra de terem como Homero um filho da terra.

O ambiente em que viveu era chamado "Período Homérico", dele pouco se sabe. A sua história, mistura lenda e realidade, muito do que se conta representa-o velho e cego, andando de cidade em cidade a recitar os seus poemas.

Os gregos antigos, geralmente acreditavam que Homero era um indivíduo histórico, mas os estudiosos modernos são descrentes. Nenhuma informação biográfica de confiança foi transmitida a partir da antiguidade clássica e os próprios poemas manifestamente representam o culminar de muitos séculos de histórias contadas oralmente e um bem desenvolvido, sistema já muitas vezes usado de composição poética.

De acordo com alguns pesquisadores, "Homero" não é "o nome de um poeta histórico, mas um nome fictício ou construído" ou "uma personificação coletiva de toda a memória grega antiga".


As obras de Homero

Homero era autor de duas das principais obras da antiguidade: os poemas épicos Ilíada e Odisseia.

Ilíada é um livro, em que o autor descreve a Guerra de Tróia (entre gregos e troianos) em vinte cantos (20 poemas). Na Ilíada, Homero conta o penúltimo ano desta guerra, que durou dez anos.

                                
                      
Odisseia é uma sequência da Ilíada, uma obra com valor ao autor e é um poema fundamental no Ocidente. A Odisseia, assim como a Ilíada, é um poema elaborado ao longo de séculos, provavelmente no fim do século VIII antes de Cristo.



A Odisseia e a Ilíada são poemas elaborados ao longo de séculos e foram, durante muitos séculos, transmitidos por tradição oral, tendo tido sua forma fixada por escrito, provavelmente no fim do século VIII a.C.

Trabalho realizado por Marco Pereira n º 10, 6 ª da escola EB Carlos de Oliveira do AELdF.

Referências bibliográficas:

Wikipédia. (s/d). Homero. Disponível em  http://www.infoescola.com/biografias/homero/

Wikipédia. (novembro, 14 de 2015. Ilíada. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Il%C3%ADada

Wikipédia. (outubro, 26 de 2015). Odisseia. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Odisseia


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Ulisses


[texto produzido no âmbito da leitura das obras da Educação Literária]


Depois do mar das sereias, Ulisses teve ainda uma aventura antes de chegar a Córcira. Esta aventura não está na Odisseia, pois foi roubada há muitos anos por um ladrão de versos…

Antes de chegar a Córcira, os marinheiros estavam já cansados de navegar e a sua comida estava a acabar. Os homens estavam famintos e desanimados, quando algo surpreendente aconteceu.

Ulisses, que estava no mastro, verificou que se estavam a aproximar duma ilha. Decidiram desembarcar. A ilha fora uma surpresa para os marinheiros, pois não estava nos seus mapas.
- Esta ilha é tão rica! Verde e cheia de frutos coloridos! - exclamou um marinheiro.
-Vamos matar a nossa fome! - recomendou outro.

E assim aconteceu, alguns apanharam frutos, outros exploraram a ilha e Ulisses ficou a procurar alguma lenha para se aquecerem à noite. Depois de o acampamento pronto, os frutos apanhados e a fome saciada, a terra começou a tremer!

Eis que aparece um monstro de cinco cabeças!!!!! A sua cor esverdeada e escamas lamacentas repugnavam quem se atrevia a olhar-lhe. Da sua boca cuspia ácido. Os seus olhos vidrados arrepiavam os corpos e causavam medo. Muito medo.


Os marinheiros aperceberam-se que ali havia algo estranho. Sem se atreverem a enfrentar a fúria da fera, fugiram a sete pés para o barco para escapar aos inúmeros dentes da aberração criada por Hades, o Deus grego dos infernos!

E assim acabou este episódio muito atribulado. Ao que se segue um naufrágio, descrito no livro, em que o Ulisses, o único sobrevivente, chegou a Córcira.

João Duarte Miranda e Cruz (editado pela turma do 6.ºA)
19/11/2015- Disciplina de  Português 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Contos de Natal

Histórias para encantar


Nos dias anteriores, publicámos individualmente os contos escritos por meninos e meninas das turmas do 6.º ano de escolaridade que responderam assim ao desafio da professora Teresa Corte-Real.

Os contos foram agora organizados numa pequena antologia. As ilustrações são da autoria dos autores de cada conto.

Boas leituras!




domingo, 28 de dezembro de 2014

Contos de Natal

Natal à minha volta


Enquanto pensava, desesperadamente, ouvia uma voz a sussurrar à minha volta:
— Entra! Entra, Ana!
 Assustada, sem saber o que fazer, estava ajoelhada, a deitar lágrimas sem parar: 
 — Porquê? Não te consigo ver, não acredito em ti! Revela-te!
Ninguém respondia, até que um tronco de árvore de Natal se mexeu e se colocou em cima do meu ombro, pedindo-me:
 — Não chores, minha bela menina.
 — És uma árvore de Natal e estás a falar comigo?
  — Sim, sou eu, mas não te assustes. Não te faço mal, Ana Rita, gostava muito que conhecesses o local onde vivo.
  E abrindo a porta dourada que parecia uma rocha gigante pintada com tinta amarela, ouviu-se uma gargalhada a cantar alegremente.
— É Natal, é Natal! Todos a cantar… Na, na, na, na …
  “Não pode ser verdade! Não me digas que é… “ pensei.
 — Olá! Sou o Pai Natal! Como estás?
  — Olá! Estou bem, obrigada! – respondi com um ar de entusiasmo, pois queria conhecê-lo e saber o seu segredo, ou seja, saber como construía os brinquedos tão rapidamente! 
De repente, ouviu-se uma voz muito fina a vir na minha direção, cumprimentando-me:
— Olá! Eu sou o duende, o ajudante do Pai Natal. Estes são todos meus irmãos!
— Então? Queres ver a minha fábrica, Ana Rita?- indagou o Pai Natal.
— Sim, sim! Então esse é que é o seu segredo!
Quando entrei na fábrica, existia uma parede secreta, fiquei pasmada e contei:
— Oh! A fábrica é enorme! Tem bonecos de qualidade, carrinhos de corrida, roupas modernas, casinhas de bonecas com louças de ouro e tudo cheio de esmeraldas e diamantes … Meu Deus! Nunca me passou pela cabeça que isto era assim!




— Acho que este dia foi muito longo para ti! Queres beber um chá e conversar? – recomendou o Pai Natal.
— Pode ser, obrigado!
Conversamos, rimo-nos e contamos anedotas. Foi tão divertido!
— Gostava de estar mais um dia convosco! - desejei.
De repente os meus olhos tornaram-se de todas as cores, parecia um arco-íris dentro dos meus olhos! Entretanto, abri-os e vi que estava no meu quarto.
— Isto foi tudo um sonho! Provavelmente hoje é dia de Natal!
 E ouvi uma voz familiar desejando e gritando “Feliz Natal!”

Ana Rita Chorosa Cruz, Nº 4 -  6.ºB

sábado, 27 de dezembro de 2014

Contos de Natal

A gruta mágica




Era uma manhã chuvosa. Eu e a Marta encontrávamo-nos numa pequena e aconchegante casinha do campo. Repentinamente, o clima mudou. Com hesitação, saímos de casa. Tudo parecia normal, exceto uma grande e assustadora gruta no meio do nada. Marta, sempre muito aventureira, perguntou:
— E que tal se formos ver como foi ali parar?
— Nãooo, claro que não!- exclamei medrosamente.
— Não tenhas medo! É só irmos dar uma pequena vista de olhos e voltamos para casa!!!!!
 — Ok- exclamei, hesitante.
Dirigimo-nos rapidamente para a gruta.
Assim que chegámos foi complicado para entrar, pois a pedra que bloqueava a entrada era gigante. Com bastante esforço a Marta moveu-a rapidamente. No início, a gruta era escura, mas lá bem ao fundo vimos luzes a piscarem. Fomos ver o que se passava.
Estávamos cada vez mais próximas, quando de repente… Buuum, ouvimos uma explosão. Sem mais nem menos, vimos um duende a correr, aflito. Até esfregámos os olhos para saber se estávamos a sonhar, e não estávamos!
Marta, como via sempre o lado bom dos acontecimentos, começou de imediato a falar com o duende:
— Olá! Como te chamas?
— Eu…eu…eu…sou a Ritinha.- gaguejou aflita.
— O que tens? -indagou Marta.
— Houve um grande problema. O saco do Pai Natal estava tão cheio que… Bem, rebentou! E agora, já não vai haver Natal.- respondeu tristemente.
— Tem calma, tudo se vai resolver!- disseram todos.
Ritinha fez-nos uma breve visita guiada à fábrica de brinquedos. Era um terrível desastre, os presentes espalhados por todo o lado e os duendes a correrem de um lado para o outro sem pararem.



Foi então que nos pusemos a pensar. Eu, como era a mais preocupada, encontrei uma solução rapidamente. Sem mais demoras, eu e Marta fizemos um saco com restos de tecidos velhos, onde pudemos colocar várias prendas. E assim foi! O Pai Natal tão agradecido pôs-nos na lista dos mais bem comportados. Convidou-nos também para distribuirmos os presentes por todo o mundo e nós aceitámos.

Luana Silva, 6.º A

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Contos de Natal

Magia de Natal


Estava uma bela véspera de Natal. Não parava de nevar. Quando cheguei a casa, todos estávamos entusiasmados pelo Natal, desde os meus avós até à minha irmã mais nova que não parava de falar nos presentes, há mais de duas semanas.
– Estou ansiosa pelo Natal – afirmou ela – A ceia, o convívio, a árvore de Natal, as prendas, vai ser espetacular!
Depois desta fala tive um sobressalto, porque este ano cabia-me a mim trazer e enfeitar a árvore de Natal, os presentes e fazer a ceia! Subitamente, a minha mãe perguntou-me:
– Então, filho, onde estão a árvore, os presentes e a ceia de Natal?
– Estão num local secreto. – referi eu sem pensar.
– E posso saber onde fica? – retorquiu ela.
– Não – apressei-me eu a responder.
– E porquê?
– Porque se te dissesse deixava de ser secreto.
– Bem…lá nisso tens razão – concordou ela.
Entretanto, estava a pensar como iria resolver aquele problema de Natal. Não parava de pronunciar as minhas palavras da sorte “Abre-te, Sésamo! Abre-te, Sésamo”. Como nada me veio à cabeça, gritei as palavras mesmo quando estava a passar em frente de uma caverna com ar suspeito.
– Abre-te, Sésamo! – gritei eu já muito irritado.


Repentinamente, uma porta abriu-se. Corri para me esconder atrás de uma árvore, tremendo muito assustado. Aos solavancos, entrei na gruta. Qual não foi o meu espanto ao encontrar ouro, diamantes, pérolas… e pensei: “ isto já chega para comprar a comida para a ceia”. E, ainda, surpresa das surpresas, descobri enfeites de Natal. E, mais ao fundo, erguia-se uma porta dourada. Pensei, hesitante: “Entro? Ou não entro?”
Depois de me decidir a entrar, dirigi-me à porta. Observei-a bem e reparei que não havia uma maçaneta.
– Ora bolas…E agora como é que eu a vou abrir?
Ao lado da porta avistava-se um candeeiro. Apoiei-me nele, de repente, ele baixou e eu exclamei:
– Oh não! Parti o candeeiro!
Mas estava enganado. Aquela era a chave para a porta se abrir. Mal ela se abriu, entrei cautelosamente e vi uma montanha de milhares de presentes! Calculei que aquilo dava para toda a minha família. Ainda do outro lado da sala se avistava outra porta, mas desta vez prateada. Vi também o mesmo candeeiro erguido ao lado da porta. Ao puxá-lo, a porta abriu-se e eu surpreendi-me ao ver um enorme pinheiro de Natal, a única coisa que ainda me faltava. A determinada altura, cheguei a pensar que a gruta tinha sido feita para mim.
Quando cheguei a casa, a minha família teve o melhor Natal de sempre, graças àquela espantosa gruta.

Jóni Pereira, 6.ºA

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Contos de Natal

A GRANDE DESCOBERTA  

Passava mais de dois séculos, quando no mesmo local onde se passou a grande história “Ali Baba e os quarenta ladrões” se descobriu a enorme fábrica do Pai Natal, na caverna onde Ali encontrou seu irmão morto. Era um local isolado e já não tinha a mesma alegria… opinião dos moradores da terra vizinha. Preparei a minha grande mochila para um mês e meio fora de casa e pus-me a caminho.
Quando lá cheguei, sentia-me só. Decidi, então, entrar na tal caverna e tentei “ABRACADABRA” e nada, “PIMPAMPAMPUM” e de novo nada. De repente, lembrei-me “ABRE-TE SÉSAMO”.


– Entrei com imenso receio. Observei alguns enfeites de Natal, aliás, muitos enfeites de Natal. Descobri uma árvore iluminada por uma estrela. A árvore cintilava como pirilampos que acendiam e apagavam. Era um pinheiro grande, bonito, verde e que brilhava. Ao lado, reparei numa bela porta dourada, ricamente adornada e estranha. Questionei:
– Entro… Não entro…
Sentia-se um ambiente calmo, cheirava a rosas e a margaridas. Havia um som relaxante, que mais parecia um eco vindo de um rádio. Era o pinheiro de Natal baloiçando. No ar um espírito Natalício voava. Entrei e deparei com um guarda, mas ele era tão pequenino! Interroguei-o:


 – Quem és tu, pequenote? És tão pequenino e fofinho.

Agachei-me para conversar com ele:
– Eu sou um duende, sabes? Os duendes da fábrica do Pai Natal!- afirmou com um ar engraçado.
– Ah! Olha, deixas-me entrar aí para dentro?
 – Não, aqui ninguém entra… - informou ele com um ar muito zangado.
– Por favor, estou sozinha- implorei….
Quando observei a GRANDE FÁBRICA DE BRINQUEDOS DO PAI NATAL, fiquei em estado de choque e implorei a um duende:
 – Por favor, deixa-me visitar o Pai Natal………

– Anda, eu levo-te… – sugeriu-me.
O Pai Natal estava ali, sentado num grande trono. Parecia o rei a comandar no seu grande reino, ou o primeiro-ministro a comandar o seu povo, ou o general a comandar as suas tropas. Fui falar com ele:
– Olá, querido Pai Natal. Chamo-me Mariana.- referi apressadamente para o conhecer.
– Olá, querida! Senta-te aqui ao meu colo. Conta-me lá por que razão me vieste visitar…- afirmou o Pai Natal  espantado por ter uma visita.                                                            
– Queria conhecer-te. – respondi.
– Então, e o que queres para o Natal?- interrogou-me ele.
– Gostava de receber um telemóvel novo. Mas os meus pais não concordam…- comentei tristemente.
– Oh… Mais do que isso é importante ter paz, amor, carinho, lar, casa, amigos...         

          Francisca Cruz, 6.ºB n.º2

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Contos de Natal

Um sonho maravilhoso



Na véspera de Natal, pela noite, estava eu deitado, quando adormeci.
Dei por mim num monte, mesmo à minha frente, numa grande rocha. Presumi que seria a entrada da gruta do “Ali Babá” e exclamei:
Abre-te, Sésamo!

E naquele mesmo instante, a rocha moveu-se e deslindou-se um grande segredo. Apoderou-se de mim um grande medo!
Lá dentro havia muitas moedas de ouro, coisas preciosas e num cantinho, encontravam-se enfeites de Natal e setas a apontar para uma porta gigante e dourada.
Entro, não entro?- pensei com hesitação.
Lá decidi entrar, mas ao passar a porta, assustei-me com um homem alto, velho e gordo vestido de vermelho, com barbas grandes e com uns homenzinhos de orelhas bicudas, muito baixos, barbas grandes e vestidos de verde-escuro que me estavam a entregar um casaco.
Como é que se chamam? – interroguei, espantado.
Eu chamo-me Pai Natal!!!
E nós somos os seus ajudantes!- declararam os homenzinhos.- Como te chamas?-perguntaram-me em coro.
Chamo-me Duarte.
Então, vem connosco para te aqueceres!
Está bem! Mas já agora onde estou?
Tem calma, estás na dimensão do Natal!
Já dentro do edifício, perguntei:
Pode fazer-me uma visita guiada?
Sim, vem comigo! Aqui é o correio, ali a fábrica, ali o buffet, ali ao fundo a oficina de reparação. Aqui é a enfermaria e no estábulo estão as minhas renas ao lado o armazém da comida.
Voltei à gruta e reparei que estava tudo a desaparecer. De repente, apareceu um buraco debaixo de mim e eu acordei.
Que sonho maravilhoso! — comentei deliciado.
Acreditem nos vossos sonhos que, por vezes, se podem tornar realidade!

Duarte Cruz, 6.ºB