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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Faça lá um poema

Sou uma criança        




Sou ainda uma criança
Mas eu sei!
Eu sei que a pessoa
Que eu quero ser vai crescer
E vai crescer dentro de mim.
É como a flor
Que eu cuido com amor no meu jardim.                                                                                                
E que, um dia, irá florescer.
Sou ainda uma criança
Mas eu sei!
Eu sei que, por muito que eu saiba
E que por muito que eu aprenda,
Muito mais há para saber,
Muito mais há para aprender.
Sou ainda uma criança
Mas eu sei!
Eu sei que, por mais difícil que seja lá chegar,
Por mais longínquos que estejam de alcançar,
Os sonhos comandam a vida
E mais a vida de uma criança.
Sou ainda uma criança
Mas eu sei!
Eu sei que há o bem e o mal,
O feio e o belo
E que o belo se torna feio,
Quando alguém faz o mal.
Sou ainda uma criança
Mas eu sei!

Eu sei que sou apenas uma criança,
Mas uma criança que sonha
E que vive e cresce por sonhar!




                                                             Maria Stela Cruz Fernandes, n.º14, 5.ºB

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Imaginando

Imaginando


Um poema,
Qualquer um pode criar,
É feito de imaginação
Que vem do coração
Que nunca pára
Que nunca tem fim,
Porque fazer um poema é mesmo assim
Só preciso de ter imaginação,
Até que nunca acabe,
Até mais não.
A imaginação
É como uma mão
Que dá carinhos
E também miminhos.
A imaginação
É uma luzinha
Que nunca trabalha sozinha
Só funciona com o coração
E com muita ilusão 
Que vem do teu interior.
E é por haver ilusão
Que quente é o verão
E que os dias são dias
Isso eu já sabia

E tu sabias?!

Rafael Pereira Batista, 6ºA
[texto produzido no ano letivo de 2014/2015]

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Um jogo, ou…vida real?


Já estava eu no futuro, graças a uma máquina, quando o aeromóvel (disco voador que anda a baixa altitude) deixou para trás uma colina. Eu encontrei um arbusto à minha frente e, por instantes, pensei que podia ser uma espécie de ser vivo. Tentei travar o aeromóvel, mas, só quando cheguei perto dele, percebi que não se mexia.

Aumentei a altitude do aeromóvel e vi “um milhão” de árvores, arbustos… Nunca tinha visto tanta densidade de coisas sem ser em hologramas e jogos. Fiquei ali quieto a olhar e sem palavras.

Tudo parecia calmo, mas depois interroguei-me até onde chegava aquela floresta.
Subi ainda mais o aeromóvel, e consegui ver a floresta em toda a sua grandeza. Era realmente enorme e agora ainda parecia mais densa, o que me fez lembrar um jogo só que, agora, não era jogo, era realidade.

No jogo eu tinha de atravessar o bosque e possuía vidas. Isso fez-me pensar: “Só tenho uma oportunidade e gostava mesmo de saber quanto tempo levava a atravessá-la”. O que perderia em experimentar?

Tive de inventar as minhas regras: aeromóvel a sessenta quilómetros por hora pelo lado mais largo, em linha reta e só faria os desvios das árvores. Também não podia demorar mais de dez minutos.
Seria eu capaz de gastar menos tempo?




Texto e imagem de Rafael Pereira Batista- 6ºA 
[produzido no ano letivo de 2014/2015]

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Poema em construção

Poema em construção


Foi uma hora de aventura
Pensando na tua estrutura
A minha caneta a falhar
Os meus pensamentos a vaguear…

Escrevo-te, escrevo-te…
Já me dói a mão
De tão grande que tu és
De tanta emoção…

De tanto palavrear
Estou farta de te inventar
É difícil imaginar
Estou-te sempre a apagar.

Quando chego ao fim
É uma grande alegria
De tanto prazer,
De tanta magia…

Rimas, rimas sem parar…
Às vezes és um problema
Não é fácil rimar…
Mas adoro-te, meu Poema!


Mélanie Catarino, 6ºA
[texto produzido no ano letivo de 2014/2015]

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A ilha futurista


A ilha futurista

Numa cidade muito pequenina, havia uma família muito pequenina que morava numa casa mesmo pequenina.

Nesta casa morava uma rapariga de pele negra chamada Dalila, que tinha uma enorme vontade de conhecer o futuro.

Certo dia, foi a um prédio abandonado, onde gritou:
-Rumplestistkim!

E um senhor de roupa velha e pele dourada apareceu, perguntando o que ela desejava e ela compartilhou a seu sonho consigo.

O mago avisou que uma viagem ao futuro era perigosa, mais deu-lhe as instruções e deixou-a partir.

Chegando lá, Dalila estava numa ilha onde havia skates voadores, fadas e pessoas com poderes extraordinários. Conheceu um rapaz chamado Martim, que cuidava da natureza, e mostrou a Dalila como funcionavam as coisas e como a magia havia voltado ao nosso mundo.

Com tudo isso, Dalila começou a gostar de verdade do seu amigo Martim, mas ficou triste por não poder ficar e escrever uma história com ele.

Então, no dia de regressar ao presente, Martim ficou triste pela sua despedida, mas sabia que no fundo, não se esqueceria de Dalila e vice-versa.

E todas noites, um sonhava com o outro, imaginando que aquele podia ser o mais belo conto de amor.




Texto e imagem de Nicole Santos, 6.º A
[texto produzido no ano letico de 2014/2015]

domingo, 22 de novembro de 2015

Diário de uma refugiada


Campo de Refugiados, Turquia18/11/2015


Querido diário,

Sei, agora, o que é ser uma refugiada síria que fugiu da guerra. Encontro-me numa situação muito triste e difícil. Atravessei o mar Egeu e cheguei, hoje, a um sítio a que chamam “Campo de Refugiados”, na Turquia. Deram-nos, a mim, ao meu pai e à minha mãe (que está grávida) água e alguma comida. Tínhamos muita fome e frio.

Aqui, há centenas ou milhares de pessoas a viver em tendas e contam-nos as suas histórias, que são parecidas com à nossa.


Nós saímos, há vários dias, da nossa casa, na cidade de Kobani.
O meu pai pagou, a um homem, 800 € por cada um de nós, para embarcarmos num navio cargueiro, mas, afinal, empurraram-nos para um bote pequeno com mais 25 pessoas. Foi muito confuso, porque as pessoas reclamavam pelos lugares, que eram poucos para tanta gente. Havia homens, mulheres e crianças. Algumas delas eram pequeninas e choravam muito. Deram-nos coletes salva-vidas e mandaram-nos embora. Acho que todos estavam assustados e desiludidos como eu, mas não tínhamos alternativa.

Um barco grande, que parecia ser da polícia, salvou-nos e trouxeram-nos para aqui, mas os meus pais dizem-me que nós iremos chegar a Inglaterra, onde já estão os meus tios à nossa espera.

Não sei se conseguiremos lá chegar, porque ouvi um homem a pedir, ao meu pai, mais 1600 € para a viagem e eu sei que ele não tem esse dinheiro.

Estou preocupada, principalmente com a minha mãe, pois ouvi outros miúdos dizerem que algumas pessoas chegam a ficar, nestes campos, durante anos.

O que vais ser de nós, querido diário?
Beijinho de boa noite
Kalina

Trabalho realizado por Camila Marcelino Cardoso (6º A, nº 3)

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Escrita criativa


Uma viagem ao futuro


Rafael era um grande inventor, e tal como inventou o capacete da invisibilidade, também criou uma máquina do tempo. Certo dia, chamou o Hugo, o Pedro, o Francisco e a mim para nos mostrar a sua invenção:

– Eis a minha última invenção: “A máquina do tempo”!

Ele puxou o lençol que a tapava.

– Quem quer ser o primeiro?

– Eu! - exclamámos em simultâneo.

Todos viajaram ao passado, menos eu que achava uma grande seca, portanto fui ao futuro.

– No passado, não há telemóveis nem computadores. O futuro é melhor. Quem sabe se as máquinas evoluíram?- informou o Rafael.

– Quero ir ao futuro – disse-lhe.

– Então entra.

Mal fechei a porta, senti uma tontura e… cheguei ao futuro. Os carros pairavam, as pessoas tinham telecomunicadores nos ouvidos e um jato privado.

– Espetáculo!

Tal como os meus amigos, voltei com recordações: um carro, um telecomunicador e um jato.

– O que trouxeste? - perguntaram ansiosos.

– Isto! – exclamei, apontando o interior da máquina.
O Rafael indagou:

– Como é que isso coube aí?

– Também gostava de saber. - afirmei-lhe.

– Mas isso pode fazê-la …

“PUMM!” foi o barulho da máquina a rebentar…


– EXPLODIR! - acabou a frase, enervado e correndo atrás de mim.


Texto e imagem de Joni Pereira, 6ºA

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Escrita criativa

 Um mundo incrível


Na minha rua as histórias são incríveis! É como se fossem portas para um mundo. Tudo muda nele. As casas são como os camaleões que mudam de cor, as lojas são feitas de gomas, chocolate negro, chocolate branco, e até de material escolar. As pessoas andam de bicicleta com asas.


Eu entrei naquele mundo e vi muitas coisas, mas o que eu mais gostei foi de conhecer a minha amiga Flor de Chocolate. Ela era espantosa, tão boa a escrever textos, até escreveu um para mim. No fim de ver tudo, eu fui -me embora e fechei o livro com muita alegria.

Elisa Rosa, 6.ºA

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Escrita criativa

         A flor

     Flor, florzinha
     Flor do meu jardim
     Flor, florzinha
     Teu nome é jasmim.

     Flor, florzinha
     Flor do meu encanto
     Flor, florzinha
     Bailando num canto.

     Flor, florzinha
     Flor de encantar
     Flor, florzinha
     Que cantas ao luar.


                                                                           Diana Silva 6.º B

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Escrita criativa

Uma viagem ao futuro


Num dia maravilhoso e quente, eu estava pronta para a visita de estudo ao Museu de Braga. Trazia um boné rosa e um casaco fino, caso estivesse vento. Andei imenso de autocarro, mas logo esqueci a dor nas pernas quando entrei pelo portão fora.


Em meu redor, via as papoilas e as tulipas a dançarem ao ritmo da brisa suave do vento, os pássaros a cantarem…


Entrei dentro do museu que tinha dinossauros em estátua e as respetivas pegadas. As professoras gritavam alarmadas:

-Nunca se separarem do grupo!








Eu, ao longe, reparei numa porta muito pequena e fui até lá. A chave estava mesmo ao lado, então abri a porta. Por detrás daquela porta estava o mundo quinhentos anos à frente.










Máquinas enormes que faziam tudo pelos humanos, elevadores que davam acesso à lua, máquinas de lavar roupas gigantes que levavam cem mil litros… Fiquei assustada, mas feliz.





Tirei um pão de dentro da mala para comer, mas ele era de ferro, provei e até era delicioso porque ali era tudo possível.








As professoras, já assustadas, encontraram-me ao pé da porta e deram-me um valente castigo.

Quando cheguei a casa, os meus pais estavam já informados e deram-me um raspanete.





Texto e imagens de Bárbara Vinhas, 6.ºC

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Escrita criativa


Sempre juntos



O dia nasceu quente, radiante e primaveril. Naquela quinta sombria e enorme, moravam diferentes espécies de animais: coelhos, galinhas, patos, vacas, cabras e cavalos. Contudo, eu não me sentia feliz e seguro neste lugar tão ruidoso.

Um certo dia, decidi abandonar este local que não me alegrava. Pelo caminho encontrei maravilhosos jardins, montanhas e lagos de água transparente como o cristal…

De um momento para o outro, ouvi uma voz que chamava: Coelhinho, coelhinho!
Olhei para trás e vi que era uma coelhinha linda como o sol. Mal a vi, apaixonei-me logo por ela. Então, juntos fomos dar uma volta.

Pum, pum…! Ficamos assustados com aquela barafunda que mais tarde verificámos ser uma grande tempestade. Os dois fomos arrastados pela água que corria ferozmente como se nos quisesse engolir. Fomos parar a um local onde tudo estava morto, exceto um terrível dragão vermelho como o diabo.

-Vamos fugir, antes que sejamos esmagados!

Quando o monstro nos viu a correr começou a lançar imenso fogo, que acabou por nos acertar.

-Estás bem?- perguntou a Coelhinha.

-Mais ou menos, ele acertou-me na pata! É melhor arranjarmos um esconderijo confortável.

Procuramos, procuramos e lá encontramos uma toca muito cómoda.

-Tenho uma novidade para te contar! Eu tenho bebés!

- A sério, que bom! Podemos formar uma família!

- Mas estão na minha antiga casa!

- Temos que ir buscá-los, custe o que custar!

Atravessando dificuldades cada vez maiores encontramos os quatro bebés. Voltamos ao nosso esconderijo, onde vivemos juntos até à morte.



Texto e imagens de Ângela Cruz, 6ºC

quarta-feira, 30 de setembro de 2015


A FUGA DO COELHO



E lá estava o triste e infeliz coelho na grande e desconfortável quinta. Sentia-se só, abandonado e assustado, naquele lugar desconhecido. Passado algum tempo, pensou em fugir e aventurar-se pelo mundo fora.

Fugiu e refugiou-se na floresta negra, apesar dos acontecimentos que lá tinham ocorrido.

Quando o dono da quinta se levantou foi tratar do gado. Contou os galos, os porcos, as galinhas e finalmente os coelhos, mas ainda faltavam muitos outros animais. Verificou que desaparecera um coelho. Reparou que era o coelhinho do Filipe, filho de uns amigos. Ligou-lhes imediatamente para lhes dar a notícia.

Então, o pai e o filho vestiram os seus casacos e puseram-se a caminho.
-Papá, onde está o meu coelhinho? Ele está bem?-interrogou o filho.
-Não sei! Deve estar bem. -respondeu o pai.

O coelhinho tinha fugido para a floresta, porque naquela quinta era rejeitado pelos outros animais. Refugiara-se numa floresta negra, chamavam-lhe assim, porque já ali tinham morrido três pessoas. Quando chegou, encontrou uma coelhinha, branquinha e peluda. Parecia-lhe ser simpática… Tornaram-se amigos. Assim os seus dias ganharam outra cor!

O Filipe e o seu pai continuavam à procura, mas não havia maneira de encontrar o seu animal de estimação.

Passado uma semana, o coelhinho e a coelhinha tornaram-se namorados.


Por fim, pai e filho decidiram entrar na tal floresta e lá encontraram os dois coelhinhos. O coelho, mal o reconheceu, veio logo farejar-lhe os pés, louco de alegria. O pai e o filho levaram-nos para casa, finalmente tranquilos.

Francisca Cruz, 6ºB