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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Cronista por um dia

Ler é crime?


Acordo, tomo um duche. São 8 horas e resolvo ir ao parque. A caminho do parque vejo uma livraria. Uma livraria com poucos livros e parece que não está lá ninguém. Decido entrar. Um livro chama a minha atenção. A rapariga no comboio, parece um livro interessante. Pego no livro e dirijo-me à caixa. De repente, sai uma senhora de uma sala. A senhora parecia feliz, mas ao mesmo tempo em pânico. Pago e saio da loja.

Dirijo-me a um banco público, ao mais próximo. Sento-me e começo a ler. Apercebo-me que estão a olhar para mim como se fosse uma pessoa anormal ou simplesmente como se estivesse a cometer algum crime. Aqueles olhares e expressões assustam-me. Será que eles nunca viram uma pessoa a ler? Ou será que é proibido? Apetece-me perguntar, mas alguém me puxa e ouço uma voz.

- O que está a fazer?

Era a voz de uma criança. Antes que pudesse responder, uma senhora, provavelmente a mãe, puxa-o, afastando-o de mim.Ouço murmúrios vindos de todos os lados.

Mas porquê? Por que estas pessoas estão aqui? Porque não vão às suas vidas? Ah! Já sei! Estas pessoas nunca leram livros e não sabem o que é arte. Uma das artes que mais adoro. Tenho saudades do passado em que líamos, em que, quando tínhamos trabalhos, íamos em busca de livros e pensávamos logo: "Hoje, tenho que ir à biblioteca da minha rua!".


Ana Rita Chorosa, 9.º B

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Cronista por um dia

Estava eu a fazer os trabalhos de casa quando reparei que precisava de um livro para fazer comparações. Decidi então ir à biblioteca da minha rua, mas sem pressa, pois costumava frequentar aquele lugar muita gente e precisava de silêncio para trabalhar. Preparei os materiais e saí de casa.

Quando cheguei, não vi nem um carro no estacionamento e pensei que a biblioteca estivesse fechada mas decidi entrar. Afinal estava aberta e fiquei muito confusa e admirada.

As pessoas, hoje em dia, não apreciam os livros nem a leitura, preferem estar a fazer outras atividades menos educativas ou estar em casa ao telemóvel, isoladas. Senti-me estranha e sozinha porque sempre vi aquela biblioteca com imensas pessoas e com muitas utilidades. Perdeu-se a noção do quanto faz bem ler e aproveitar o tempo para aprender a conviver.

Cheguei a casa desanimada e a pensar se esta situação iria algum dia mudar.

Bárbara Vinhas, 9.º B

sábado, 18 de novembro de 2017

Cronista por um dia

O que permanece


Acordo, como todas as manhãs, tomo o pequeno-almoço e realizo as tarefas básicas de um amanhecer tal como o aborrecido fazer a cama.

Vou para a escola, o constante permanece, vou às aulas, distraio-me nos intervalos, almoço na cantina e interajo com as pessoas ao meu redor...pessoas com sentimentos e emoções todas à flor da pele, pois somos adolescentes, talvez mais conhecidos por reis e rainhas do drama.

Todos nós nos preocupamos com a nossa vida social à exceção de um particular estudante que permanece numa constante atenção, emoção e paixão à sua leitura.

Dirigi-me a ele e questionei-o para saber se não se sentia um bicho rara no meio de todos nós. Ele respondeu-me que o que lhe dava alento era uma simples frase, mas com muito significado que uma vez lera:"Vocês riem-se de mim porque sou diferente, no entanto eu rio-me de vocês porque são todos iguais.".

Cheguei à conclusão que todos nós, como sociedade e humanidade, continuamos a acompanhar tendências e não prestamos atenção  ao que realmente deveríamos seguir.

A partir daquele momento e daquele dia, comecei a praticar o que realmente achava correto para mim.

Ana Cardadeiro, 9.º A

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Cronista por um dia

Leitura -  uma arte que não se entende


Estava eu a prepara-me para sair de casa e ir ao parque passear e relaxar depois de um longo e cansativo dia de aulas. Pensava eu que seria só mais um dia normal na minha vida mas, sentado num banco, vi uma pessoa a ler um livro, um senhor completamente cativado pelo seu conteúdo. Vi-o a rir nas partes mais cómicas, lágrimas a correr nas mais comoventes e a raiva na injustiça.

A mim, pareceu-me um livro interessante por isso esperei até ele o acabar e dirigi-me a ele:

- O livro parece interessante. Importa-se? – perguntei eu a apontar para o livro.

- Claro que não. Esteja à vontade. – disse ele entregando-me o livro.

Sentei-me no mesmo sítio que ele e comecei a lê-lo enquanto o senhor se ia embora. Sofri exatamente os mesmos sintomas que ele. Ri, chorei e enfureci-me. Estava tão absorvido pelo livro que nem reparei que as pessoas se começavam a juntar e a comentar:

- Que triste. A ler?!

- Não deve ter uma vida muito interessante.

Não me deixei afetar muito por esses comentários e risos mas, no meio da multidão, fiquei chocado por ver uma pessoa a rir-se e a gozar comigo: o dono do livro. Acabei de lê-lo, atravessei a multidão, entreguei o livro ao seu dono e agradeci.

- Muito obrigado. Foi uma ótima sugestão.


E fui-me embora.

Jóni Pereira, 9.º A

sábado, 21 de outubro de 2017

Oficina de escrita

Crónica


Saio de casa, entro no carro, faço-me à estrada como todas as manhãs desde há três anos. Como qualquer outra pessoa, tento sempre evitar o trânsito para facilitar a minha vida, mas algumas vezes é impossível! E hoje é um desses dias.

Apenas uma pequena particularidade diferencia este dia dos outros. Olho em meu redor e algo de extraordinário está a acontecer: os automobilistas retidos no trânsito, em poucos instantes, começam a sorrir para o condutor do lado.

Não percebo, então decido perguntar ao pendura do carro mais próximo. Este aconselha-me a ligar o rádio. Ligo, de imediato compreendo o porquê do sucedido.

A pesar da minha felicidade provocada por aquela situação, não me posso atrasar tendo em conta que o meu patrão é bastante maldisposto.

Estaciono o carro no meio daquela confusão e entro no metro mais próximo. Lá dentro,  um silêncio sepulcral, sente-se frieza,  falta de convivência e de comunicação, o que não me agrada nada. Espero uns minutinhos, reflito e decido avançar. Sorrio para a pessoa ao lado. Ela acha estranho mas sorri. Outro indivíduo vê e sorri também, até que, passados uns instantes, o ambiente no metro muda completamente, fica mais alegre sem dúvida.

Chego atrasada ao trabalho. Primeiramente, vejo o meu superior com má cara. Sorrio. Fica perplexo e eu aconselho-o a ligar o rádio. Acaba por sorrir. Nestes anos todos, é a primeira vez que o vejo sorrir.

No final do dia, volto para casa felicíssima e a pensar que, às vezes, só precisamos de um empurrãozinho para mudar a nossa vida. 😊


Ana Cardadeiro, Ângela Cruz, Débora Rua, Luís Gentil, 9.º A

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Oficina de escrito: cronista por um dia



A simplicidade de um gesto


Aquela manhã começou como todas as outras. Depois da correria matinal do costume, estava eu no pára-arranca da cidade. Apressada para levar o meu filho à escola e de seguida ir para o trabalho. O rádio estava ligado quando inesperadamente surge um convite. Dizia-nos para simplesmente sorrirmos para o condutor ao lado, para comunicarmos. 

Uma onda de boas energias renasceu na cidade. Havia sorrisos, acenos e felicidade por todo o lado.

Penso que a razão deste convite foi a falta de comunicação entre as pessoas. Andam sempre bisonhas, caladas e despreocupadas. Ninguém olha para ninguém, ninguém fala com ninguém. Pessoas mudas habitam na cidade.

Tudo depende de nós, nós somos a solução para os relacionamentos impessoais. Apenas um aceno, um sorriso ou uma palavra pode mudar o dia de alguém, pois esse alguém vai contribuir para a felicidade de outro.

Sorri para a vida, que ela sorri para ti!

Francisca Cruz, Rita Catarino, Diogo Jerónimo - 9.º B

domingo, 8 de outubro de 2017

Oficina de escrita: cronista por um dia


Um pequeno gesto muda vidas


Entro no carro, pronta para ir trabalhar e para uma viagem longa, de repente deparo-me com o pára-arranca aborrecido do trânsito. As pessoas impacientes e apressadas quando os carros pararam com o excesso de automóveis na cidade.

Com isto, ligo o rádio para, de alguma forma, me distrair de uma viagem demorada. Parou a música, começou a publicidade e introduziu-se uma proposta: "Um sorriso pode mudar vidas, convido-o a sorrir para a pessoa que está dentro do carro ao lado do seu."

Senti uma energia positiva e contagiante a espalhar-se por todos os que ali se encontravam. Olhei para o carro à minha esquerda e vejo uma criança a sorrir para mim com os olhos a brilhar, senti-me feliz e retribuí o sorriso.
Todos seguiram o seu caminho mais contentes e bem dispostas pois um pequeno sorriso consegue mudar o dia de várias pessoas.

Bárbara Vinhas, Constança Dias, Joana da Cruz - 9.º B


sábado, 7 de outubro de 2017

Oficina de escrita: cronista por um dia


Um sorriso vale mais que mil palavras



Uma manhã cinzenta e monótona como muitas outras: saio de casa, entro no carro. Aqui vou eu para mais um dia de trabalho.

Como sempre, apanho trânsito. Desta vez foi um acidente, nada de especial para quem está habituada. Ligo o rádio para me distrair. Passado uns minutos, ouço o locutor a desafiar os seus ouvintes e pedir-lhes para simplesmente sorrir para as pessoas ao seu lado.

Quando dei por mim, estava toda a gente a trocar sorrisos, então decidi fazer o mesmo. Num abrir e fechar de olhos, o cinzento do céu desaparecera, vi um sol radiante. Foi a coisa mais bonita que vi.

Nesta agitação quotidiana, as pessoas já não comunicam entre si, especialmente na cidade. E um sorriso pode mudar tanta coisa. Andamos sempre na correria e nem damos conta da pessoa que está ao nosso lado. Agora isolamos-nos cada vez mais. A nossa vida torna-se muito monótona.

Quem me dera voltar a ser criança e voltar ao campo onde toda a gente se conhece. Ai, que saudades!

Carla Barreiro, Rita Rei, Duarte Cruz - 9.º B