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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Boletim Bibliográfico n.º 27 | Sentimentos




A ler...

Os sentimentos exprimem a felicidade, fazem sorrir. A análise dos sentimentos exprime a felicidade; faz sorrir. Aqueles elevam a alma, independentemente do espaço, do tempo, até à conceção da humanidade considerada em si mesma, nos seus membros ilustres! Esta eleva a alma, independentemente do tempo, do espaço, até à conceção da humanidade considerada na sua mais alta expressão, a vontade! Aqueles tratam dos vícios, das virtudes; esta trata apenas das virtudes. Os sentimentos choram quando lhes é preciso, tanto como quando lhes não é. A análise dos sentimentos não chora. Possui uma sensibilidade latente, que apanha desprevenido, arrasta por cima das misérias, ensina a dispensar guia, fornece uma arma de combate. Os sentimentos, sinal da fraqueza, não são o sentimento! A análise dos sentimentos, sinal da força, engendra os sentimentos mais magníficos que conheço.

Isidore de Lautréamont, Poesias (adaptado).


terça-feira, 31 de maio de 2016

Boletim Bibliográfico n.º 24 | Férias


... a ler


Um livro

Levou-me um livro em viagem
não sei por onde é que andei
Corri o Alasca, o deserto
andei com o sultão no Brunei?
P’ra falar verdade, não sei

Com um livro cruzei o mar,
não sei com quem naveguei.
Com marinheiros, corsários,
tremendo de febres e medo?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro levou-me p’ra longe
não sei por onde é que andei.
Por cidades devastadas
no meio da fome e da guerra?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro levou-me com ele
até ao coração de alguém
E aí me enamorei –
de uns olhos ou de uns cabelos?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro num passe de mágica
tocou-me com o seu feitiço:
Deu-me a paz e deu-me a guerra,
mostrou-me as faces do homem
– porque um livro é tudo isso.

Levou-me um livro com ele
pelo mundo a passear
Não me perdi nem me achei
– porque um livro é afinal…
um pouco da vida, bem sei.

O G é um gato enroscado, João Pedro Mésseder


domingo, 18 de outubro de 2015

Poesia



Boletim Bibliográfico n.º 20 | Série BECO



A poesia é a forma de expressão e de memória mais antiga da humanidade. Antes da escrita, antes da história, na poesia fixavam-se as gestas, as sagas que se transmitiam às gerações seguintes. Este Boletim apresenta algumas das obras poéticas que estão disponíveis da Biblioteca Escolar da EB2,3 Carlos de Oliveira.


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Boletim Bibliográfico n.º 19 | Série BECO | Ler em Férias


Através do livro, todos aprendemos a ler e a contar, a escrever e a pensar; através do livro, aprendemos a conhecer os grandes pensadores e os escritores clássicos; através do livro, aprendemos a conhecer os grandes textos sagrados; através do livro, aprendemos as lições da história e os avanços da ciência; através do livro, aprendemos os grandes valores que regem as sociedades modernas; através do livro, aprendemos a sonhar outros mundos e pensar utopias; através do livro, aprendemos a rir e a chorar, a rezar ou a amar; através do livro aprendemos descobrir o que nos cerca e a descobrimo-nos a nós próprios. O livro e a leitura são instrumentos essenciais de exercício de inteligência e de ginástica mental, de comunicação e de informação. Afinal, o livro e a leitura moldaram definitivamente a nossa memória e identidade individuais e coletivas, bem como a nossa visão do mundo.
Cândido de Oliveira Martins (s/d). Elogio do livro e da leitura. Disponível em http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/zips/candid14.pdfhttp://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/zips/candid14.pdf




segunda-feira, 16 de março de 2015

Mulatos não de raças, mas de existências


Boletim Bibliográfico Leituras em Rede n.º 5 │ Multiculturas
Amim Malouf, escritor e jornalista de origem libanesa, diz-nos que há duas formas de entender a cultura: como árvore, que nos dá as raízes, ou como estrada, que nos abre os horizontes e nos obriga a ser pelo caminho.
Mas, da mesma forma que se aprende a ser numa cultura, a ser árvore, também se aprende a ser no caminho, a construir uma identidade cultural no convívio e confronto com a diferença, com outras culturas.
A aprendizagem da compreensão e da tolerância da diferença faz-se na reflexão sobre a possibilidade de valores universais (leituras informativas e formativas), no caminho ao longo da estrada (literatura de viagens) e na expressão do outro (a poesia, a narrativa, o romance…). Dizem-nos estudos científicos que a leitura nos torna mais empáticos, com maior capacidade de compreender o outro...
Boas Leituras!

sexta-feira, 6 de março de 2015

Nós e os Outros

Boletim Bibliográfico n.º 16 │ Série BECO


Aprender a ser é um percurso de múltiplos caminhos. Saber, antes de mais, quem somos e quem queremos ser.

Conseguir pensarmo-nos começa, antes de mais, por nos compreendermos no interior da família, o primeiro núcleo onde cada um de nós sofre o confronto entre o eu e os outros.
Mas nem nós, nem a família, existimos no vazio. Cada um de nós se define, se constrói nas relações sociais que se estabelecem com os vizinhos, os amigos, os colegas, os professores e, no limite, com todos aqueles que constituem o que chamamos de sociedade. Somos em sociedade.


Os livros aqui selecionados pretendem ser uma pequena ajuda para pensar sobre tudo isto, o que significa Nós e os outros.
Boas Leituras!