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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Oficina de escrita


                       A maravilhosa vida da Sementinha





 Para mim, o livro A Vida Mágica da Sementinha, de Alves Redol, contém uma história maravilhosa.

 O narrador fala-nos sobre uma sementinha de trigo que vai vivendo aventuras inesquecíveis. Simultaneamente, são descritas, de forma invulgar e divertida, as variadas fases do crescimento de uma semente de trigo.

Gosto muito da forma como Alves Redol descreve os espaços e retrata as personagens. Os recursos expressivos e as expressões que ele utiliza transportam o leitor para os espaços onde decorre a ação e colocam-no na pele da personagem.

A parte de que eu mais gostei foi o episódio romântico entre o apaixonado Rouxinol e a ingénua Sementinha. O amor vence sempre.

Por todas estas razões, recomendo a leitura desta obra a todos e a todas as faixas etárias.



Mara Vinhas, n.º 13, 5.ºA

segunda-feira, 10 de março de 2014

Alves Redol: a alma portuguesa

A escrita e o compromisso social




Alves Redol viveu entre 1911-1927. O pai do Neorrealismo português, assim considerado, começou a escrever desde cedo e deixou uma vasta e variada obra: contos, romances, poesia, crónicas e peças dramáticas.

Filho de um comerciante ribatejano, iniciou, cedo, a sua vida no mundo laboral, logo após a conclusão do curso comercial. Teve uma vida difícil. Emigrou, para Angola, aos 16 anos, em busca de melhor vida, mas, sem sucesso, regressou a Portugal.

Seguiram-se várias profissões para sobreviver o que lhe proporcionou um conhecimento real do mundo laboral, das dificuldades sociais e económicas, por isso empenhou-se em desenvolver atividades de esclarecimento, de alfabetização e de formação da classe operária. Mais tarde, filiou-se no partido comunista. Simultaneamente, desenvolveu a sua atividade literária, caraterizando-se por uma escrita de intervenção social, documentando a vida precária das classes menos favorecidas. Era uma voz incómoda ao regime ditatorial de Salazar, por isso foi perseguido e preso para além de algumas das suas obras terem sido censuradas.

Colaborou com vários jornais regionais e nacionais (Mensagem do Ribatejo, O Notícias Ilustrado, O Diabo e O Sol nascente). Destacou-se com o romance Gaibéus, em 1939, considerada a primeira obra neorrealista, seguindo-se Marés, Avieiros Fanga onde foi abordada a vida dos camponeses e pescadores do Ribatejo. Em Uma Fenda na Muralha, retratou o drama dos pescadores da Nazaré, mas atingiu o ponto alto com o romance Barranco dos Cegos , publicado em 1961

Também escreveu para as crianças e jovens, destacando-se as seguintes obras: O Constantino Guardador de Vacas, a série Maria Flor, A vida mágica da Sementinha.

Foi um escritor reconhecido internacionalmente. Em 1945, foi nomeado Secretário Geral da Secção Portuguesa do Pen Club (associação internacional de escritores). Fez parte da delegação portuguesa, no Congresso dos Intelectuais Internacionais para a Paz.

Desfruta, agora, da obra Flor vai ver o mar.


A flor vai ver o mar- alves redol from mjoaodelgado


Fontes de informação:
Alves Redol. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-03-10].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$alves-redol>

Biografia de Alves Redol in Hemeroteca da Câmara Municipal de Lisboa. 2005. 


Isabel Aires