terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Oficina de escrita



Ascensão e Diana




Ia eu a passear pela rua quando avistei duas mulheres…

Uma era idosa e trazia na cabeça um belo lenço, tão belo como as folhagens que caem no outono e como as ondas do mar que batem nas rochas e, lentamente, se vão desmoronando.

Tinha os olhos semifechados como duas lantejoulas cortadas ao meio. O seu nariz era bastante saliente e a sua boca carnuda era mais rosada do que vermelha. O seu rosto era oval e enrugado como a areia no fundo dos oceanos. Vestia uma camisa aos losangos com botões vermelhos e, por cima, trazia uma casaca cinzenta com as mangas arregaçadas e que procurava apertar com a sua mão enrugada. Ao seu lado, encontrava-se a sua neta Diana, de nove anos. Tinha cabelo escuro e liso. Seus olhos eram expressivos e tinha o nariz achatado. A sua boca era fina e esboçava um sorriso. Vestia um camisolão amarelo com uma bonita gola. Com o peito encostado aos grandes seios da avó, denotava estar muito atenta.

Pela conversa entre a idosa e o padeiro daquela região, percebi que o seu nome era Ascensão. Que nome tão antigo era aquele! Parecia lembrar as pombas a voar no cimo das nuvens em grande harmonia! Todavia, Ascensão transmitia um olhar agressivo e simultaneamente defensivo. A sua neta Diana, pelo contrário, parecia pacífica.

Apesar de todas as impressões resultantes da expressividade das suas feições, Diana e Ascensão eram muito amorosas uma para com outra, pois davam-se muito bem, o que, hoje em dia, é raro acontecer.

Adriana Gomes Dias, n.º 1, 5.ºA

Afonso Heleno Guilherme Simões, n.º 2, 5.ºA

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