quinta-feira, 15 de junho de 2017

Faça lá um poema

Único



Para mim é único
O prazer que tenho
De pintar, desenhar
Não desistir e continuar.

Nada nem ninguém
Me vai fazer parar.
Vou continuar e
Continuar a imaginar!

Sinto – me leve
Quando pinto,
Gosto de desabafar no papel,
Falar com o pincel.                                                                                                                                                                                            


Sara Pedro, 7.ºA, n.º18

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Faça lá um poema

Sou uma criança        




Sou ainda uma criança
Mas eu sei!
Eu sei que a pessoa
Que eu quero ser vai crescer
E vai crescer dentro de mim.
É como a flor
Que eu cuido com amor no meu jardim.                                                                                                
E que, um dia, irá florescer.
Sou ainda uma criança
Mas eu sei!
Eu sei que, por muito que eu saiba
E que por muito que eu aprenda,
Muito mais há para saber,
Muito mais há para aprender.
Sou ainda uma criança
Mas eu sei!
Eu sei que, por mais difícil que seja lá chegar,
Por mais longínquos que estejam de alcançar,
Os sonhos comandam a vida
E mais a vida de uma criança.
Sou ainda uma criança
Mas eu sei!
Eu sei que há o bem e o mal,
O feio e o belo
E que o belo se torna feio,
Quando alguém faz o mal.
Sou ainda uma criança
Mas eu sei!

Eu sei que sou apenas uma criança,
Mas uma criança que sonha
E que vive e cresce por sonhar!




                                                             Maria Stela Cruz Fernandes, n.º14, 5.ºB

terça-feira, 13 de junho de 2017

A ler...



Mataram o Rei! – Caminho




Os livros desta coleção e, em particular, o que te apresentamos desta vez, vão permitir "refrescar-te" a memória histórica do nosso país através de uma abordagem leve e lúdica, mas rigorosa da História. Assim, irá cativar-te, desde as primeiras páginas, transportando-te com entusiasmo e curiosidade para reviveres outras épocas, culturas e locais.

Resumo do livro


Neste livro, Orlando leva Ana e João na máquina do tempo à procura de um criminoso muito perigoso, conhecido por “o Toupeira”, e sabe disfarçar-se assumindo personalidades distintas conforme o caso. Isso embaraça e muito a perseguição. Mas o grupo não se dá por vencido e nunca desiste. Todos os indícios apontam para Lisboa no ano de 1908 e certos sinais levam a pensar que se relacionam com uma agradável família onde há três lindas raparigas. A melhor forma de o apanhar será estabelecerem uma amizade com elas. Assim, instalam-se na casa vizinha e passam a ir às festas, aos passeios e até os bailes que o rei dá no Palácio da Pena, em Sintra. No entanto, sempre que julgam estar prestes a desmascará-lo, notam que afinal a pessoa de quem suspeitavam não é o Toupeira. As voltas e semivoltas levam João a misturar-se sem querer com um grupo de revolucionários que se preparam para assassinar o rei D. Carlos...
Se quiseres saber como tudo realmente se passou… aproveita e lê o livro!
         Paulo Sá

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Escrita criativa

Numa ilha deserta




Um dia, numa chuvosa e aborrecida manhã de inverno, o tempo apanhou de surpresa o jovem Moreira, que caminhava sussurrando na rua dos Clérigos, no Porto, uma rua coberta pela escuridão da manhã e a humidade da chuva.

De repente, o vento abriu a boca, soprou, soprou e soprou... o seu poder era tão forte que o levou pelo ar. Muito assustado, ele gritava sem parar, enquanto passava por cima dos telhados das casas. As nuvens choravam continuamente e as sua lágrimas encharcavam as roupas de seda do pobre homem. Foram minutos e minutos, horas e horas a voar nas asas do vento Norte. Lá em baixo, nas entradas dos prédios, viam-se tamanhos mares de água. O viajante passou por muitas cidades, até que o vento parou de soprar e as nuvens de chorar. Foi então que, de repente, ele caiu numa camada de areia macia, fina e límpida. Estava numa ilha, a salvo da chuva e do vento. Com enorme entusiasmo, saltava de alegria! No entanto, um pensamento veio perturbar aquele momento de felicidade: não sabia onde estava e não tinha como voltar. Além disso a sua roupa estava molhada.

Procurou acalmar-se: tudo se havia de resolver! Começou a andar e viu palmeiras cheias de fruto, um lago de águas cristalinas e um tronco enorme que lhe poderia servir de abrigo. Pôs a roupa a secar, bebeu daquela água e comeu uns cocos que encontrou. E, quando já se preparava para ali ficar, avistou ao longe um barco que o levaria de regresso a casa.


                                                                                               Maria Stela Fernandes, 5.º B