quarta-feira, 17 de junho de 2015

Dia Mundial da Luta contra a Desertificação e a Seca

… a ciência também é cultura

Comemora-se, desde 1995, a 17 de junho, o Dia Mundial da Luta contra a Desertificação e a Seca. Neste dia pretende-se promover a sensibilização pública relativa à cooperação internacional no combate à desertificação e aos efeitos da seca.
A desertificação, em conjunto com as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade, foram identificadas como os maiores obstáculos para um desenvolvimento sustentável no congresso de Rio de Janeiro em 1992. A desertificação, perda da capacidade de renovação biológica de uma determinada área, e a degradação dos solos afetam cerca de um terço da superfície da Terra, ameaçando os meios de vida, o bem-estar e o desenvolvimento de pelo menos mil milhões de seres humanos. Confrontados com longos períodos de seca, fome e pobreza crescente, muitos deles não têm outra alternativa senão fugir da sua terra em busca de melhores condições. Estima-se que 24 milhões de pessoas tenham migrado devido a problemas ambientais. Este número poderá atingir 200 milhões até 2050. O consumo mundial e os modos de produção atuais não são sustentáveis. Isso terá como consequências, entre outras, novas crises alimentares mundiais e a continuação da desertificação, da degradação dos solos e dos períodos de seca. 




Fig.1 – Terreno desertificado

Como sempre, os pobres serão as primeiras vítimas e as últimas a recuperarem. Pela voz de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, “estimamos que entre 100 e 200 milhões de pessoas vivem em regiões áridas e semiáridas, com recursos limitados de água potável. Até 2015, dois terços dessas pessoas sofrerão uma grave crise em relação à água, decorrente da pressão do crescimento populacional, da produção agrícola e do aumento da salinidade e da poluição. O impacto das mudanças climáticas aumentará a escassez da água, aumentando também a frequência de extremos hidrológicos. Os mais pobres serão os mais atingidos, à medida que os obstáculos ao desenvolvimento sustentável se tornam mais difíceis de serem superados.”




Fig.2 – A diferença entre uma área desertificada e uma não-desertificada

Existem várias medidas de caráter preventivo à deserficação de uma área: apoio ao desenvolvimento sustentável nas áreas mais suscetíveis à desertificação, uso equilibrado e planeado dos recursos naturais, conservação do meio ambiente, prática agrícola adaptada à condições ecológicas locais, instituição de mecanismo de proteção, conservação de recuperação de solos degradados, gestão dos recursos hídricos, promoção à instalação de sistemas de captação e uso de água da chuva ou de barragens para abastecimento doméstico em áreas onde a escassez de água seja significativa, entre outras.


Afonso Marques, 12º CT3


Referências bibliográficas:

UNESCO. (13 de junho de 2013). Mensagem da UNESCO para o Dia Mundial de Luta contra a Desertificação e a Seca. Disponível em: http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/unesco_message_for_the_world_day_to_combat_desertification/#.VU4fxvlViko



sexta-feira, 12 de junho de 2015

Antecedentes da Primeira Guerra Mundial

Recordar a Primeira grande Guerra


A Primeira Grande Guerra (1914-18) originou a morte a milhões de pessoas na Europa, e, fez com que houvesse uma alteração muito grande nas correlações de força entre os países industrializados.
Assim, os três fatores mais importantes que originaram a Primeira Guerra Mundial são: a Política Imperialista sobre as áreas de colonização, o Revanchismo Francês e a Questão Balcânica. Contudo, os dois últimos motivos apenas podem ser compreendidos no contexto da expansão capitalista, logo a Primeira Guerra foi na realidade uma guerra imperialista que envolveu os grandes interesses de potências industrializadas.



O IMPERIALISMO

No período que ocorreu entre 1871 e 1914 aconteceu na Europa uma grande procura e até mesmo uma corrida ao armamento realizada entre as muitas potências económicas colonialistas. Assim, esta corrida ao armamento ficou conhecida como Paz Armada. Os conflitos na Ásia e África, em que o objetivo era a expansão dos impérios coloniais foram assim o grande estímulo à indústria de armamento.

Esse procedimento deveu-se ao progresso do capitalismo monopolista e do neocolonialismo, que caracterizam o imperialismo. As grandes potências industriais tomaram a política expansionista para garantir o domínio sobre os mercados afro-asiáticos, a partir da conceção de que o desenvolvimento industrial da cada nação apenas seria possível na medida se houvesse o controlo sobre grandes mercados. Essa mentalidade imperialista originou o militarismo, mas, também uma maior exaltação nacionalista.

Além disso, foram concretizadas políticas de alianças entre as nações imperialistas. Das principais, citam-se a Tríplice Aliança, constituída pelo Império Alemão, pelo Império Austro-Húngaro e pela Itália, sendo que esta última ficou neutra no início da I Guerra Mundial, e a Tríplice Entente, compondo a aliança Inglaterra, França e Rússia. Os interesses semelhantes da Tríplice Entente contra a Tríplice Aliança eram os seguintes: a França sustentava um ressentimento contra a Alemanha pela derrota na Guerra Franco-Prussiana que lhe valeu a rica região de Alsácia-Lorena; a Rússia estava contra o Império Austro-húngaro na região dos Balcãs.


O NACIONALISMO

Na verdade, o nacionalismo acabou por se desenvolver de forma desigual nos países imperialistas, devido às condições anteriores ao imperialismo. Normalmente a Alemanha é considerada como a maior expressão de nacionalismo, na verdade, graças muito mais aos desdobramentos que essa mentalidade teve durante a Segunda guerra, do que pela sua real importância no final do século XIX. 
Relativamente à Itália o sentimento nacionalista encontrou-se nas duas grandes revoluções do século XIX ( em 1830 e 1848) e novamente no processo de unificação. 
No que diz respeito à França, o nacionalismo foi bem observado na Revolução Francesa, exteriorizado principalmente na ideia de “fraternidade". 
Até nos EUA, onde não existe o nacionalismo clássico, ele encontrou seu equivalente na Teoria do Destino Manifesto, de origem calvinista, que ajudou a justificar a ideológica para o expansionismo ao longo do século XIX e para a constituição da sua política intervencionista conhecida por "Big Stick".


O REVANCHISMO

O revanchismo francês cresceu após a humilhação de 1871, quando da proclamação do II Reich Alemão no Palácio de Versalhes. Nas casas e escolas as crianças francesas foram educadas e ensinadas a elogiar o patriotismo e a aceitar o sacrifício pelo seu país. Na realidade, esse revanchismo ( a palavra tem sentido negativo) não deixa de ser uma demostração nacionalista ( palavra que normalmente tem sentido positivo) que aumentou ao mesmo tempo em que as estruturas políticas do país se tornaram mais liberais, garantindo uma maior participação, despertando o senso crítico e a noção de cidadania, portanto situação contrária vivida pela Alemanha, onde o nacionalismo seguiu a orientação de um estado centralizado e forte.

A QUESTÃO BALCÂNICA

A partir do final do século XIX, com o declínio do Império Turco e o processo de independência dos povos da região balcânica, esse território tornou-se apetecível e alvo de muitos interesses. A Áustria queria alargar sua influência sobre a região e começar um processo de expansão. A mesma política foi desenvolvida pelos russos, que utilizaram o argumento "pan-eslavista", e tinham ainda os interesses particulares à própria região, em especial o dos sérvios, que pretendiam construir a "Grande Sérvia".

Assim, outro foco de conflitos que desembocaria na I Guerra Mundial foi a Questão Balcânica. A região localizada entre os mares Negro e Adriático era formada por povos de várias etnias e dominada pelo enfraquecido Império Turco. Essa região era alvo de disputas entre as duas alianças por ser ponto estratégico para as rotas de escoamento de mercadorias que as potências europeias pretendiam construir, como a construção de uma ferrovia pelos alemães, que ligaria seu país ao Oriente Médio, fonte de várias matérias-primas. Foi na região balcânica que houve também os conflitos nacionalistas que levaram ao assassinato do arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro.




Assim, depois deste acontecimento, a Alemanha atacou de imediato a Sérvia e entra instantaneamente o complexo funcionamento do sistema de alianças: a Rússia apoia a Sérvia, logo, a Alemanha declara guerra à Rússia e à França, sua aliada. Para poder atacar a França invade a Bélgica (país neutral), o que faz com que a Inglaterra declare guerra à Alemanha. Estávamos pois, perante o começo da Primeira Grande Guerra Mundial.


Paulo Sá

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Dia Mundial dos Oceanos

… a ciência também é cultura

O Dia Mundial dos Oceanos é celebrado anualmente no dia 8 de junho. A ideia original de “celebrar os oceanos” teve origem na Conferência da ONU, realizada no Rio de Janeiro, em 1992, cuja grande temática se baseava no Ambiente e Desenvolvimento. Contudo, só em 2008 é que o dia 8 de junho passou se instaurou como Dia Mundial dos Oceanos. O tema deste ano é “Healthy oceans, healthy planet” (Oceanos saudáveis, Planeta saudável).


Fig.1 – Theme do Dia Mundial dos Oceanos


Tal como o nosso coração, que tem um papel muito importante, bombeando sangue para todas as partes do nosso corpo, os oceanos constituem um relevante alicerce do planeta. Ocupam dois terços da superfície da Terra e, por meio da interação com a atmosfera, geosfera e biosfera, têm um papel importante na regulação das condições climatéricas do planeta. Por outro lado, os oceanos são o habitat de um vasto número de plantas e animais, fornecendo comida, energia e múltiplos recursos aos seres humanos. Os oceanos são ainda o principal regulador térmico do planeta, absorvendo mais de um quarto do dióxido de carbono libertado pelas atividades humanas e são o “lar” de muitas substâncias química usadas em medicamentos.


Fig.2 – Vida aquática

Para assegurarmos a saúde e segurança das nossas comunidades e futuras gerações, é imperativo consciencializarmo-nos da responsabilidade de cuidar os oceanos, já que a saúde de todos depende de um limpo e produtivo sistema hidrológico. De acordo com artigo publicado no Diário de Notícias (2010),

As ameaças perfazem uma lista longa. É a pesca em excesso, que está a ceifar espécies, são os acidentes, como o do golfo do México agora, cujo impacte ambiental é ainda incalculável, é a poluição não acidental, em resultado das atividades industriais normais da civilização humana, é o dióxido de carbono a mais que as águas oceânicas vão absorvendo, com efeitos negativos a prazo nos crustáceos. Estes poderão começar a ter dificuldade em reduzir as suas carapaças duras num meio mais ácido.
Na voz do secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-Moon, “We have to ensure that oceans continue to meet our needs without compromising those of future generations. They regulate the planet’s climate and are a significant source of nutrition. Their surface provides essential passage for global trade, while their depths hold current and future solutions to humanity’s energy needs.” (Temos de assegurar que os oceanos continuem a atender às nossas necessidades sem comprometer as das gerações futuras. Estes regulam o clima do planeta e são uma importante fonte de nutrição. As suas superfícies são a passagem essencial para o comércio global, enquanto suas profundezas podem assegurar soluções atuais e futuras para as necessidades energéticas da humanidade).
As Nações Unidas lançaram um vídeo sobre a acidificação dos oceanos e os perigos inerentes que vale a pena ver:





Um planeta, um oceano – juntos temos o poder de proteger ambos.



Afonso Marques, 12ºCT3

Referências bibliográficas:
United Nations. (s/d). World Oceans DayDisponível em http://www.un.org/en/events/oceansday/index.shtml

Diário de Notícias. (2010). Dia Mundial dos Oceanos com várias atividades. Disponível em http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1587700&seccao=Biosfera


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Dia mundial do ambiente

… a ciência também é cultura


O Dia Mundial do Ambiente é celebrado todos os anos a 5 de junho, tendo como objetivo assinalar as ações positivas de proteção e preservação do ambiente e alertar a população para a necessidade de o salvar. Trata-se do principal meio de encorajamento para a ação das Nações Unidas. Este ano, está subordinado ao tema “Seven Billion Dreams. One Planet. Consume with Care.” (Sete biliões de sonhos. Um planeta. Consumo/a com cuidado). Lê-se no Princípio 1.º da Declaração do Ambiente que o Homem tem direito a viver "num ambiente cuja qualidade lhe permita viver com dignidade e bem-estar, cabendo-lhe o dever solene de proteger e melhorar o ambiente para as gerações atuais e vindouras".

              Fig.1 – Cartaz de 2015 das Nações Unidas sobre este dia

 O bem-estar da Humanidade, o ambiente e, em última análise, o funcionamento correto da economia dependem da gestão responsável dos recursos naturais do nosso planeta. Está mais que comprovado que estamos a consumir os recursos naturais a ritmo bem maior ao que a Terra consegue regenerar. Muitos dos ecossistemas da Terra estão criticamente ameaçados, ao ponto de não poderem ser renovados, devido ao aumento da população e desenvolvimento económico expansionista. Se, em 2050, continuarmos com os nossos padrões de produção e consumo e com o esperado aumento da população da Terra para 9,6 biliões, precisaremos de 3 planetas Terra para sobrevivermos!
Consumir com preocupação e cautela significa viver dentro dos limites, assegurando um futuro saudável, onde os nossos sonhos continuem a ser realizáveis. A prosperidade do ser humano não deve por em causa o planeta Terra. Viver de forma sustentável é possível através de um ato coletivo: fazer mais e melhor com menos, conhecendo os altos riscos de uma exploração de recursos desenfreada e sem planeamento, não só para a “saúde ambiental”, mas também para a economia de cada país.
Cada ação conta, por mais pequena que seja. Como afirmou o secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-Moon, “Although individual decisions may seem small in the face of global threats and trends, when billions of people join forces in common purpose, we can make a tremendous difference.” (Embora ações individuais pareçam pequenas face às ameaças globais, quando biliões de pessoas se unem num objetivo comum, conseguimos fazer uma grande diferença).



              Fig.2 – Cartaz da Associação Portuguesa do Ambiente

A Expo Milão 2015 vai ser a casa de um evento denominado “Feeding the Planet. Energy for Life” (Alimentar o Planeta. Energia para a vida). A participação das Nações Unidas nesta Expo trará uma oportunidade única para criar dinâmica nas questões relacionadas com a comida. O secretário-geral das Nações Unidas enfatiza a necessidade urgente de corrigir o desequilíbrio dramático na distribuição global de alimentos, reiterando o seu apelo a uma ação global para um mundo sem fome. O principal objetivo das Nações Unidas nesta cerimónia é demonstrar que é possível acabar com a fome ainda nesta geração, se cada um fizer a sua parte em pequenos atos diários.
Convido a ler o relatório final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizado em 2012 no Rio de Janeiro.

Afonso Marques, 12º CT3



Referências bibliográficas:
UNEP. (30 de abril de 2015). Official Opening Ceremony Expo Milano 2015. Disponível em http://www.unep.org/newscentre/Default.aspx?DocumentID=26802&ArticleID=34997&l=en~
UNEP. (s/d). What is WEDDisponível em http://www.unep.org/wed/wed2015/about.asp

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Boletim Bibliográfico n.º 19 | Série BECO | Ler em Férias


Através do livro, todos aprendemos a ler e a contar, a escrever e a pensar; através do livro, aprendemos a conhecer os grandes pensadores e os escritores clássicos; através do livro, aprendemos a conhecer os grandes textos sagrados; através do livro, aprendemos as lições da história e os avanços da ciência; através do livro, aprendemos os grandes valores que regem as sociedades modernas; através do livro, aprendemos a sonhar outros mundos e pensar utopias; através do livro, aprendemos a rir e a chorar, a rezar ou a amar; através do livro aprendemos descobrir o que nos cerca e a descobrimo-nos a nós próprios. O livro e a leitura são instrumentos essenciais de exercício de inteligência e de ginástica mental, de comunicação e de informação. Afinal, o livro e a leitura moldaram definitivamente a nossa memória e identidade individuais e coletivas, bem como a nossa visão do mundo.
Cândido de Oliveira Martins (s/d). Elogio do livro e da leitura. Disponível em http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/zips/candid14.pdfhttp://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/zips/candid14.pdf