terça-feira, 29 de abril de 2014

TEMPO DE LEITURA

Clarice Lispector, a escritora e a sua obra


Escritora e jornalista das mais conceituadas do século XX, viveu entre 1920 e 1977, deixando uma considerável e importante obra do ponto de vista literário e não sendo menos importante  a sua atividade jornalística.

Teve uma vida errática e com vários desaires familiares e físicos, no entanto nunca foram obstáculos à sua criatividade e produtividade. A escrita tornou-se  um escape  ou uma forma de sobrevivência, tendo afirmado um dia “escrevo para me manter viva”.


Nasceu na Ucrânia, mas naturalizou-se brasileira, uma vez que foi no Brasil onde foi acolhida  com a família ao escaparem à perseguição aos judeus durante a guerra civil russa de 1918-1920, e onde cresceu e se formou.

Viveu em Maceió, Recife e Rio de Janeiro onde tirou o curso de Direito em 1943. A par dos estudos foi trabalhando como professora, tradutora, secretária e jornalista. Em 1940, com 19 anos, foi publicado o seu primeiro conto Triunfo, no semanário “Pan” de Tássio da Silveira. 

Em 1942, escreveu o primeiro romance Perto do coração selvagem, com o qual  recebeu o prémio, Graça Aranha, por ser considerado o melhor livro escrito nesse ano.


A partir de 1943, viveu em vários países, para acompanhar o marido que era diplomata, mas nunca cessou a sua atividade literária. Em 1959, divorciou-se e regressou com os filhos ao Brasil para aí viver em definitivo.

Ganhou vários prémios destacando-se o Prémio Melhor Livro do Ano, com  a obra  A maçã no escuro (1961); o prémio do X Concurso Literário Nacional de Brasília (1669) pela sua produção literária;  Ordem do Calunga, concedido pela Campanha Nacional da Criança, com o livro O mistério do coelho pensante (1967). Em 1967, integrou o Conselho Consultivo do Instituto Nacional do Livro.



No ano em que faleceu, ainda escreveu  um conto infantil Quase de verdade , uma coletânea  de histórias  intitulada  Como nasceram as estrelas e o romance A hora da estrela que foi adaptado ao cinema em 1985.





  • E para conheceres melhor a vida da autora, consulta o sítio que podes encontrar aqui.

  • Consulta também  a última entrevista dada por Clarice Lispector aqui.



Isabel Aires

TEMPO DE LEITURA

Ruy Belo, o homem e a obra

Fotografia de Teresa Belo

 Nasceu em São João da Ribeira, Rio Maior e viveu entre 1933 e 1978. Apesar de ter tido uma vida curta desenvolveu várias atividades e deixou uma obra literária relevante, sendo considerado um dos mais destacados poetas da literatura contemporânea portuguesa do sec. XX.

Para além de poeta, foi ensaísta, crítico literário, diretor literário da Editorial Aster e chefe de redação da revista Rumo, tradutor, leitor de Português na Universidade de Madrid desde 1971 a 1977 e professor .


Formou-se em Direito pela Universidade de Lisboa (1956) e, posteriormente, doutorar--se em Direito Canônico na Universidade de S. Tomás de Aquino, em Roma. Também, tirou o curso de Filologia Românica, em Lisboa, tendo-o concluído em 1967. 



Além das profissões já citadas, exerceu o cargo de diretor-adjunto, no ministério da Educação Nacional, por pouco tempo, devido ao seu envolvimento em atividades opositoras ao regime tais como a participação na greve académica de 1962 e a sua candidatura a deputado, em 1969, pelas listas da Comissão Eleitoral de Unidade Democrática. Foi vigiado o que o levou a sair do país para Madrid de onde regressou um ano antes do seu falecimento. 


Ao regressar a Portugal, pretendeu lecionar na Faculdade de Letras de Lisboa, mas foi-lhe recusado, acabando a ensinar na Escola Técnica do Cacém, no ensino noturno.

Os seus primeiros livros de poesia foram Aquele Grande Rio Eufrates (1961) e O Problema da Habitação (1962).


Em 1981, a sua obra foi organizada em três volumes  sob o título Obra Poética de Ruy Belo.

Em 1991, foi condecorado, a título póstumo, com o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada.

Agora, para saberes mais sobre o poeta e sua bibliografia clica em:
Ouve, também, um poema de Ruy Belo:

Isabel Aires

TEMPO DE LEITURA

Agustina Bessa-Luís, literatura no feminino


É uma das mais consagradas escritoras da literatura portuguesa contemporânea, com uma vasta e variada produção literária, desde romances, peças de teatro, ensaios, biografias romanceadas, guiões para televisão, crónicas de viagens e livros infantis.


Desde criança que tem o fascínio pela leitura e escrita, tendo publicado o seu primeiro romance Mundo Fechado (1948),com 16 anos. Em 1954, com o romance A sibila, Agustina impõe-se como uma das vozes mais importantes da ficção portuguesa contemporânea, tornando-se  um “case study” pela forma inovadora de narrar e pela capacidade de recriação de personagens e ambientes, dando muita autenticidade aos universos ficcionais.
      

A escritora gosta de retratar o mundo masculino e feminino e o sistema de relações que se estabelecem entre eles, os jogos de poder, como espelho do sistema de valores de uma época. É uma forma de questionamento. O seu universo literário é povoado por mulheres de várias idades e condições, submissas mas, também, detentoras dum poder de preservação e sentido de responsabilidade por contraste com o homem, causa de declínio de uma certa ordem como em sibila. O seu mundo ficcional é influenciado pelas suas vivências de infância e adolescência passado num ambiente rural na zona do Douro, de onde é originária.  

Detentora de prestigiados prémios entre eles, o Prémio Delfim Guimarães, com a obra A sibila (1954), o Prémio Camões (2004), o mais importante prémio literário português, aos 81 anos, pelo conjunto da sua obra.


Muitas das suas obras têm sido adaptadas ao cinema pelos realizadores Manoel de Oliveira  e João Botelho.

Para além de escritora, exerceu cargos de direção no jornal Primeiro de Janeiro e no teatro D. Maria II. Foi membro de academias literárias nacionais e internacionais. A sua atividade literária foi interrompida em 2006 por causa de um acidente vascular cerebral.                                         

Para melhor compreensão  da mulher e da sua obra, vê os seguintes vídeos:


                        Isabel Aires   

NOS CAMINHOS DA CIÊNCIA

     
 Dia mundial da Terra

O planeta Terra está localizado no sistema solar, sendo o terceiro mais próximo do Sol, dos oito planetas que o compõem. O “planeta azul” como também é conhecido, é coberto, em mais de 70%, por água dos oceanos, sem considerar os rios e mares que ficam na parte seca do planeta.

Abrigo de milhões de espécies de seres vivos, que incluem os humanos, a Terra é o único lugar no universo onde a existência de vida é conhecida.
Acredita-se que a Terra poderá suportar vida durante mais 1,5 biliões de anos. Após este período, o brilho do Sol terá aumentado, aumentando a temperatura no planeta, tornando o suporte da biosfera insuportável.
                                                                     I

A preocupação com o planeta Terra tem ganho cada vez mais espaço no dia a dia da sociedade e em pautas de governos e empresas. O dia da Terra é comemorado no dia 22 de   abril. A data foi criada, na década de 70, nos Estados Unidos por Gaylord Nelson, senador e ativista ambiental, que organizou o primeiro protesto nacional contra a poluição.
Participaram milhares de pessoas principalmente estudantes de universidades e escolas. A pressão sobre o governo norte-americano foi grande e este criou a Agência de Proteção Ambiental.
Mas foi só a partir da década de 90 que a data se internacionalizou, ou seja, outros países também passaram a celebrar a data.


                                                        
O objetivo da comemoração é abrir discussões em todo mundo sobre a importância da preservação dos recursos naturais do planeta Terra. Além de criar uma consciência mundial sobre os problemas da contaminação, destruição da biodiversidade, uso não sustentável dos recursos naturais e outros problemas que ameaçam a vida no nosso planeta.


                                                                     
É uma data comemorativa que não é controlada ou organizada por uma entidade específica. Ela pertence à humanidade e, por isso, pode ser comemorada livremente no mundo inteiro, adequando-se à realidade de cada região.

Assim, todos os anos, no dia 22 de Abril, milhões de cidadãos, em todo o mundo, manifestam o seu compromisso na preservação do ambiente e da sustentabilidade da Terra.

                          "Cuidar do meio ambiente é cuidar da saúde do nosso planeta!!!"

Este ano, mais de 500 milhões de pessoas devem comemorar o Dia da Terra em 85 países.


                                      
Para comemorar, a Agência Espacial Americana quer criar um imenso mural, reunindo fotografias de pessoas de todo o mundo em diferentes paisagens.

 Neste Dia da Terra vamos pensar e agir em favor de nosso planeta.
                                                   


          É importante  passar a mensagem da importância de cuidar do nosso planeta.

       «A Terra é a nossa casa, vamos conservá-la e tratá-la com muito amor e carinho.»

                                          


Paula Neves