quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

NOS CAMINHOS DA CIÊNCIA




      Ameaças ambientais e reciclagem


Papel de parede animado, 240x320 screensaver para celular
Sabemos que o meio ambiente não pode ser reduzido a preocupações com a ecologia – uma área das ciências biológicas – ou com a natureza. Os seres humanos já nem sabem o que é “natureza”, pois o meio ambiente já está tão penetrado e reordenado pela vida sociocultural humana, que nada mais pode ser chamado, com certeza, de apenas natural ou social. A natureza transformou – se em áreas de acção segundo as quais precisamos de tomar decisões políticas, práticas e éticas.

Enfrentamos agora uma crise ambiental nunca vista na história, que se deve à enormidade dos poderes humanos. Pois tudo o que fazemos tem efeitos colaterais e consequências não antecipadas que, diante dos poderes que possuímos actualmente, tornam inadequadas as ferramentas éticas que herdamos do passado.

Os principais problemas ambientais estão diretamente relacionados com a intervenção humana no planeta e nos ecossistemas, causando desequilíbrios que podem comprometer a vida na Terra.

Alguns dos problemas ambientais que afetam a vida de todos no planeta são:a destruição da camada de ozono, o efeito estufa, perda da biodiversidade, os grandes acidentes ambientais, a poluição; outras questões ambientais relevantes.

Se pretenderes sistematizar este assunto, vê a apresentação em PowerPoint elaborada por Isabel Braz, em 2010, no seguinte endereço:


A associação ambientalista Quercus considera que Portugal continua a registar um mau desempenho ambiental, cometendo cinco "pecados ambientais": elevadas emissões de gases produtores do efeito de estufa; erosão costeira; perda gradual da biodiversidade; excesso de construção; e enorme desperdício de água.
Em comunicado, a organização denuncia as elevadas emissões de gases produtores do efeito de estufa, que contribuem para o aquecimento global e para alterações climáticas, e que é"provavelmente o maior problema do século XXI”.
                                                     












Recordando o Protocolo de Quioto, assinado por países de todos os continentes para tentar limitar as emissões de cada nação, a Quercus lamenta que Portugal seja "dos [países] que apresentam maior distância em relação ao objectivo".




A reciclagem é umas das alternativas para o tratamento do lixo urbano e contribui diretamente para a conservação do meio ambiente. Ela trata o lixo como matéria-prima que é reaproveitada para fazer novos produtos e traz benefícios para todos, como a diminuição da quantidade de lixo enviada para aterros sanitários, a diminuição da extração de recursos naturais, a melhoria da limpeza da cidade e o aumento da consciencialização dos cidadãos a respeito do destino do lixo.
               



   As vantagens da reciclagem:

  •         Preservação dos recursos naturais;
  •         Economia na produção de matérias-primas;
  •         Redução de quantidade de resíduos para                       os aterros sanitários;
  •         Melhoria da qualidade ambiental.
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A reciclagem é um processo muito importante e eficaz para minimizar as ameaças ao meio ambiente

Em Portugal reutiliza-se menos que o desejável, recicla-se menos que o esperado e no final de contas instalam-se mais incineradoras. 




“Posto isso, é tempo de reflectir sobre o ambiente e aquilo que será o nosso futuro próximo”. Estas opções calham a todos, e todos temos que contribuir.





Paula Neves






Tempo de Leitura

O mundo mágico de Luísa Dacosta




“ Só a literatura pode fazer crescer emocionalmente as pessoas”, Luísa Dacosta

Luísa Dacosta, pseudónimo de Maria Luísa Saraiva Pinto dos Santos, adotado, em 1955, por ocasião do lançamento da sua primeira coletânea de contos Província, nasceu em Vila Real em 1927, onde viveu e estudou até ingressar na Universidade.
Licenciou-se em Histórico-Filosóficas na Universidade de Letras de Lisboa, foi professora do ciclo preparatório, em escolas do Porto, desde 1968 até 1997. Colaborou, também, nas páginas literárias de alguns jornais, em revistas de arte e literatura, fez traduções de obras como por exemplo as de Simone de Beauvoir, participou na elaboração de manuais escolares no tempo do ministro Veiga Simão e coordenou a comissão de reformulação de programas de Timor em 1975.

Tem uma obra variada: romances, contos, ensaios, crónicas, poesias, diários e colaborações em antologias.



O seu interesse pela literatura e pelo uso da linguagem vem desde cedo, autoafirmando-se “ uma colecionadora de palavras”.
Embora não acredite muito em influências, considera que os autores, que mais a marcaram, foram os poetas: Cecília Meireles e Camilo Pessanha. A poesia e a descrição são os seus géneros literários de eleição.


Nas aulas, sempre gostou de analisar textos literários e a necessidade de colmatar a escassez de textos relevantes para o desenvolvimento emocional das crianças, conduziu-a à ficção infanto-juvenil, que iniciou nos anos 70. Outro contacto enriquecedor foi com as mulheres de A –Ver- o Mar: a sua condição submissa, o seu sofrimento e a sua linguagem foram fonte de inspiração para as obras que considera as mais marcantes A – Ver- o Mar (crónicas), A maresia e o sargaço dos dias (poesia) e Corpo Recusado (romance).


Na sua escrita há uma linguagem poética, com uma mistura de registo autobiográfico e de crónica e com ecos de literatura tradicional.
Tem recebido vários prémios e homenagens, apesar de “ser avessa a palcos e aparecimentos”. Em 1994, recebeu o Prémio Gulbenkian do Melhor Texto para Crianças pelo seu livro Lá Vai Uma… Lá Vão Duas…


Para saberes mais sobre a vida e obra desta escritora, sobre a sua conceção literária podes visualizar a entrevista que se encontra no endereço: 


Isabel Aires

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Tempo de leitura: A magia de Perrault

Perrault, o fabulista



De nacionalidade francesa, nasceu em Paris em 1628, tendo falecido com setenta e cinco anos. Pertenceu à alta burguesia, viveu em Paris e foi contemporâneo do célebre fabulista La Fontaine. Não trabalhou exclusivamente no mundo da literatura, tendo igualmente exercido as atividades de advogado e de superintendente de construções do Rei Luís XIV.

No campo das letras foi escritor e poeta, mas o seu nome perdurou até aos nossos dias e celebrizou-se ao criar um género literário de cariz popular que mereceu uma grande recetividade junto do público infantil. Ao longo da sua existência, Perrault foi colecionando histórias diversas da tradição oral, culminando na publicação de um livro intitulado Contos da Velha, Contos da Cegonha ou Contos da Mãe Gansa. Estas histórias apresentavam sempre uma moralidade em verso, tratando-se de incutir um cariz pedagógico a uma leitura lúdica. Da sua autoria figuram contos conhecidos como O Capuchinho Vermelho, A Bela Adormecida, O Gato das Botas, Cinderela, As Fadas, Henrique,o Topetudo, Barba Azul ou O Pequeno Polegar.

Estes textos têm alimentado o imaginário infantil ao longo dos tempos, narrando acontecimentos fantásticos e prodigiosos e integrando uma grande variedade de personagens que surgem com poderes mágicos e sobrenaturais, para delícia dos mais jovens.

No caminho da ciência

BIODIVERSIDADE: ESPÉCIES EM VIAS DE EXTINÇÃO


 “Biodiversidade” pode definir-se como o conjunto das diferentes formas de vida que existem no planeta como um todo, ou numa região em particular.

Para além de considerações éticas ou utilitárias, a conservação da biodiversidade urge pelo papel que esta pode desempenhar no funcionamento dos ecossistemas e que começa a ser demonstrado pela investigação científica.


A biodiversidade reúne toda a variedade de vida, desde micro-organismos até animais e plantas. É o conjunto de espécies que estabelece uma inter-relação na qual cada ser, por mais simples que seja, tem uma função fundamental na composição do ecossistema.















Existe a ideia generalizada de que a preservação da diversidade biológica é benéfica para a humanidade. Um dos argumentos mais usados na defesa e preservação da biodiversidade é o argumento utilitário. A variedade de formas de vida é fonte de alimentos ou produtos necessários à sobrevivência da humanidade.

A biodiversidade funciona como uma máquina, em que animais e vegetais são as suas engrenagens. Por exemplo, se uma espécie vegetal for comprometida, poderá ocasionar a extinção do animal que o tem como base da sua alimentação. Esse animal que se extinguiu, por sua vez, possuía uma função na cadeia alimentar ou na própria natureza.



A grande preocupação que existe hoje é a de que o ser humano esteja a provocar o desaparecimento de muitas espécies num curto espaço de tempo, o que poderá conduzir à redução drástica dessa biodiversidade. Esse desaparecimento deve-se à prática intensiva da agricultura, à construção de barragens, à crescente urbanização, à destruição das florestas, à poluição e a outros factores humanos. A preservação da natureza e da diversidade garante a proliferação da vida.

As indústrias têm focalizado a sua atenção nas florestas, para conhecer espécies que podem ser utilizadas como matéria-prima na produção de medicamentos e cosméticos, mas não pensam que essa exploração pode alterar ou impactar as áreas de possível extração.

Se te preocupas com estas questões ambientais, visita o site seguinte:


Há mais de 16 mil espécies em vias de extinção. Em dois anos, 53 novas espécies ficaram em vias de extinção. O urso polar, o hipopótamo e a raia passaram a figurar na lista dos animais que podem desaparecer devido ao aquecimento global e à caça excessiva. Os números são da União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN): actualmente, 16 119 espécies de animais ou de plantas estão em vias de extinção. Um aumento significativo face a 2004, altura em que os números apontavam para 15 589. A atualização da lista vermelha revelou ainda que 784 espécies estão oficialmente declaradas extintas e 65 só podem ser encontradas em cativeiro.

Achim Steiner, diretor da organização, alertou para o grande impacto que a situação tem na capacidade de recuperação dos ecossistemas. Uma das situações mais críticas está localizada no Mediterrâneo. De acordo com o relatório, existem 34 focos críticos de biodiversidade e cerca de 25 mil espécies, das quais 60 por cento não se encontram em mais nenhum lugar do Mundo. Para controlar a situação, várias organizações ambientais lutam para que os países reduzam as emissões de gases de efeito de estufa, diminuindo o aquecimento global.


                   
 Mensagem de esperança

Estamos na Terra há 2,5 milhões de anos e embora a extinção das espécies ultrapasse a sua criação, conseguimos sobreviver.
A nossa sobrevivência depende da sobrevivência da biodiversidade e a conservação desta está nas nossas mãos.

Mãos à obra

Visiona, agora, o PowerPoint que se encontra no site abaixo e verás quão importante é ser um cidadão ativo e empenhado na preservação do meio ambiente.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Tempo de leitura: Descobrir Luís Sepúlveda

     Luís Sepúlveda, o homem e a obra






  Luís Sepúlveda, autor da obra História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar proposta pelo PNL para o 7º ano, nasceu no Chile, em 1949. Toda a sua vasta obra se encontra traduzida em português, sendo dos escritores latino-americanos mais lidos em Portugal e internacionalmente. Para além de escritor, também, se tem destacado como realizador, jornalista, roteirista e como ativista político.


       Viveu em vários países, começando pela antiga União Soviética (de onde foi expulso por manter ligações a dissidentes ao regime), Nicarágua (guerrilheiro conta o regime de Pinochet), trabalhou no Brasil, Uruguai, Paraguai, Peru e no Equador. Neste último, viveu entre os índios Shuar, participando numa missão de estudo da UNESCO. Desta experiência, resultou o seu maior sucesso como escritor - O velho que lia romances de amor- dedicado ao seu grande amigo Chico Mendes, o herói da defesa da Amazónia. 


       Também viajou pela Europa, viveu, na Alemanha, durante vários anos, onde casou com uma alemã da qual teve três filhos. Regressou ao Chile após 20 anos e reencontrou-se com a primeira mulher, a poetisa Carmen  Yanez com a qual tem um filho. Atualmente vive, em Gijon, em Espanha.
      Luís Sepúlveda, além de grande escritor, é um cidadão implicado na construção de um mundo melhor, quer pela atuação política, quer pelo poder da palavra. Sonha com um mundo, onde as relações humanas se estabeleçam na base da fraternidade, solidariedade e onde haja justiça social tal como expressa no livro O poder dos sonhos. A sua ficção espelha um mundo, onde estão presentes os valores da amizade, do respeito pela diferença e pela preservação da natureza.

      

      Como refere o provérbio "A curiosidade aguça o apetite", poderás também satisfazer a tua, visitando os sites seguintes e desvendando um pouco mais da vida e obra deste escritor  de intervenção e visionar algumas entrevistas .