segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Contos de Natal

Histórias para encantar


Nos dias anteriores, publicámos individualmente os contos escritos por meninos e meninas das turmas do 6.º ano de escolaridade que responderam assim ao desafio da professora Teresa Corte-Real.

Os contos foram agora organizados numa pequena antologia. As ilustrações são da autoria dos autores de cada conto.

Boas leituras!




domingo, 28 de dezembro de 2014

Contos de Natal

Natal à minha volta


Enquanto pensava, desesperadamente, ouvia uma voz a sussurrar à minha volta:
— Entra! Entra, Ana!
 Assustada, sem saber o que fazer, estava ajoelhada, a deitar lágrimas sem parar: 
 — Porquê? Não te consigo ver, não acredito em ti! Revela-te!
Ninguém respondia, até que um tronco de árvore de Natal se mexeu e se colocou em cima do meu ombro, pedindo-me:
 — Não chores, minha bela menina.
 — És uma árvore de Natal e estás a falar comigo?
  — Sim, sou eu, mas não te assustes. Não te faço mal, Ana Rita, gostava muito que conhecesses o local onde vivo.
  E abrindo a porta dourada que parecia uma rocha gigante pintada com tinta amarela, ouviu-se uma gargalhada a cantar alegremente.
— É Natal, é Natal! Todos a cantar… Na, na, na, na …
  “Não pode ser verdade! Não me digas que é… “ pensei.
 — Olá! Sou o Pai Natal! Como estás?
  — Olá! Estou bem, obrigada! – respondi com um ar de entusiasmo, pois queria conhecê-lo e saber o seu segredo, ou seja, saber como construía os brinquedos tão rapidamente! 
De repente, ouviu-se uma voz muito fina a vir na minha direção, cumprimentando-me:
— Olá! Eu sou o duende, o ajudante do Pai Natal. Estes são todos meus irmãos!
— Então? Queres ver a minha fábrica, Ana Rita?- indagou o Pai Natal.
— Sim, sim! Então esse é que é o seu segredo!
Quando entrei na fábrica, existia uma parede secreta, fiquei pasmada e contei:
— Oh! A fábrica é enorme! Tem bonecos de qualidade, carrinhos de corrida, roupas modernas, casinhas de bonecas com louças de ouro e tudo cheio de esmeraldas e diamantes … Meu Deus! Nunca me passou pela cabeça que isto era assim!




— Acho que este dia foi muito longo para ti! Queres beber um chá e conversar? – recomendou o Pai Natal.
— Pode ser, obrigado!
Conversamos, rimo-nos e contamos anedotas. Foi tão divertido!
— Gostava de estar mais um dia convosco! - desejei.
De repente os meus olhos tornaram-se de todas as cores, parecia um arco-íris dentro dos meus olhos! Entretanto, abri-os e vi que estava no meu quarto.
— Isto foi tudo um sonho! Provavelmente hoje é dia de Natal!
 E ouvi uma voz familiar desejando e gritando “Feliz Natal!”

Ana Rita Chorosa Cruz, Nº 4 -  6.ºB

sábado, 27 de dezembro de 2014

Contos de Natal

A gruta mágica




Era uma manhã chuvosa. Eu e a Marta encontrávamo-nos numa pequena e aconchegante casinha do campo. Repentinamente, o clima mudou. Com hesitação, saímos de casa. Tudo parecia normal, exceto uma grande e assustadora gruta no meio do nada. Marta, sempre muito aventureira, perguntou:
— E que tal se formos ver como foi ali parar?
— Nãooo, claro que não!- exclamei medrosamente.
— Não tenhas medo! É só irmos dar uma pequena vista de olhos e voltamos para casa!!!!!
 — Ok- exclamei, hesitante.
Dirigimo-nos rapidamente para a gruta.
Assim que chegámos foi complicado para entrar, pois a pedra que bloqueava a entrada era gigante. Com bastante esforço a Marta moveu-a rapidamente. No início, a gruta era escura, mas lá bem ao fundo vimos luzes a piscarem. Fomos ver o que se passava.
Estávamos cada vez mais próximas, quando de repente… Buuum, ouvimos uma explosão. Sem mais nem menos, vimos um duende a correr, aflito. Até esfregámos os olhos para saber se estávamos a sonhar, e não estávamos!
Marta, como via sempre o lado bom dos acontecimentos, começou de imediato a falar com o duende:
— Olá! Como te chamas?
— Eu…eu…eu…sou a Ritinha.- gaguejou aflita.
— O que tens? -indagou Marta.
— Houve um grande problema. O saco do Pai Natal estava tão cheio que… Bem, rebentou! E agora, já não vai haver Natal.- respondeu tristemente.
— Tem calma, tudo se vai resolver!- disseram todos.
Ritinha fez-nos uma breve visita guiada à fábrica de brinquedos. Era um terrível desastre, os presentes espalhados por todo o lado e os duendes a correrem de um lado para o outro sem pararem.



Foi então que nos pusemos a pensar. Eu, como era a mais preocupada, encontrei uma solução rapidamente. Sem mais demoras, eu e Marta fizemos um saco com restos de tecidos velhos, onde pudemos colocar várias prendas. E assim foi! O Pai Natal tão agradecido pôs-nos na lista dos mais bem comportados. Convidou-nos também para distribuirmos os presentes por todo o mundo e nós aceitámos.

Luana Silva, 6.º A

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Um conto de Natal


Saí de casa logo de manhã. O tempo estava frio, mas o sol sorria. A neve era brilhante e cobria tudo como um manto, apenas se via um pouco de verde das árvores.
Eu passeava entre a neve, quando lá no alto da montanha avistei uma caverna. Encostei-me a ela e, subitamente, ela abriu-se. Com muita curiosidade, entrei, andei um bom tempo, quando encontrei uma porta feita de ouro e prata. Bati:
— Truz, Truz.
— Quem é?- perguntaram do outro lado.



Assustada, eu calei-me e não abri a boca, não sabia o que dizer. Abriram a porta, era uma pessoa pequena com um cinto e um gorro verde. Eu olhava para aquela pessoa pequena, chocada com o que via.
— Bem-vindas, minha menina, todas as crianças devem entrar, por isso entra, por favor.
— Obrigada! — agradeci com um sorriso.
Então, descobri um lugar mágico, fantástico com uma árvore de Natal vinte vezes o meu tamanho. Era enorme e reluzia, decorada com bonecos de algodão. Fiquei encantada. Ofereceram-me um convite para um jantar de Natal. Voltei a casa e contei tudo à minha mãe. Levei toda a minha família.
Quando chegamos, anunciaram a sala de jantar. Observava-se uma mesa com dez metros de comprimento decorada com enfeites de Natal.



Existiam lá outras famílias no Natal e no meio da mesa encontrava-se o Pai Natal vestido de vermelho com uma barba grande, um sorriso bondoso e sentado numa cadeira de ouro.
Todas as pessoas adoraram, foi um jantar mágico, todos receberam presentes e diverti-me imenso. 

Lia Falcão 6.ºC n.º11

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Contos de Natal

Magia de Natal


Estava uma bela véspera de Natal. Não parava de nevar. Quando cheguei a casa, todos estávamos entusiasmados pelo Natal, desde os meus avós até à minha irmã mais nova que não parava de falar nos presentes, há mais de duas semanas.
– Estou ansiosa pelo Natal – afirmou ela – A ceia, o convívio, a árvore de Natal, as prendas, vai ser espetacular!
Depois desta fala tive um sobressalto, porque este ano cabia-me a mim trazer e enfeitar a árvore de Natal, os presentes e fazer a ceia! Subitamente, a minha mãe perguntou-me:
– Então, filho, onde estão a árvore, os presentes e a ceia de Natal?
– Estão num local secreto. – referi eu sem pensar.
– E posso saber onde fica? – retorquiu ela.
– Não – apressei-me eu a responder.
– E porquê?
– Porque se te dissesse deixava de ser secreto.
– Bem…lá nisso tens razão – concordou ela.
Entretanto, estava a pensar como iria resolver aquele problema de Natal. Não parava de pronunciar as minhas palavras da sorte “Abre-te, Sésamo! Abre-te, Sésamo”. Como nada me veio à cabeça, gritei as palavras mesmo quando estava a passar em frente de uma caverna com ar suspeito.
– Abre-te, Sésamo! – gritei eu já muito irritado.


Repentinamente, uma porta abriu-se. Corri para me esconder atrás de uma árvore, tremendo muito assustado. Aos solavancos, entrei na gruta. Qual não foi o meu espanto ao encontrar ouro, diamantes, pérolas… e pensei: “ isto já chega para comprar a comida para a ceia”. E, ainda, surpresa das surpresas, descobri enfeites de Natal. E, mais ao fundo, erguia-se uma porta dourada. Pensei, hesitante: “Entro? Ou não entro?”
Depois de me decidir a entrar, dirigi-me à porta. Observei-a bem e reparei que não havia uma maçaneta.
– Ora bolas…E agora como é que eu a vou abrir?
Ao lado da porta avistava-se um candeeiro. Apoiei-me nele, de repente, ele baixou e eu exclamei:
– Oh não! Parti o candeeiro!
Mas estava enganado. Aquela era a chave para a porta se abrir. Mal ela se abriu, entrei cautelosamente e vi uma montanha de milhares de presentes! Calculei que aquilo dava para toda a minha família. Ainda do outro lado da sala se avistava outra porta, mas desta vez prateada. Vi também o mesmo candeeiro erguido ao lado da porta. Ao puxá-lo, a porta abriu-se e eu surpreendi-me ao ver um enorme pinheiro de Natal, a única coisa que ainda me faltava. A determinada altura, cheguei a pensar que a gruta tinha sido feita para mim.
Quando cheguei a casa, a minha família teve o melhor Natal de sempre, graças àquela espantosa gruta.

Jóni Pereira, 6.ºA

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Contos de Natal

A GRANDE DESCOBERTA  

Passava mais de dois séculos, quando no mesmo local onde se passou a grande história “Ali Baba e os quarenta ladrões” se descobriu a enorme fábrica do Pai Natal, na caverna onde Ali encontrou seu irmão morto. Era um local isolado e já não tinha a mesma alegria… opinião dos moradores da terra vizinha. Preparei a minha grande mochila para um mês e meio fora de casa e pus-me a caminho.
Quando lá cheguei, sentia-me só. Decidi, então, entrar na tal caverna e tentei “ABRACADABRA” e nada, “PIMPAMPAMPUM” e de novo nada. De repente, lembrei-me “ABRE-TE SÉSAMO”.


– Entrei com imenso receio. Observei alguns enfeites de Natal, aliás, muitos enfeites de Natal. Descobri uma árvore iluminada por uma estrela. A árvore cintilava como pirilampos que acendiam e apagavam. Era um pinheiro grande, bonito, verde e que brilhava. Ao lado, reparei numa bela porta dourada, ricamente adornada e estranha. Questionei:
– Entro… Não entro…
Sentia-se um ambiente calmo, cheirava a rosas e a margaridas. Havia um som relaxante, que mais parecia um eco vindo de um rádio. Era o pinheiro de Natal baloiçando. No ar um espírito Natalício voava. Entrei e deparei com um guarda, mas ele era tão pequenino! Interroguei-o:


 – Quem és tu, pequenote? És tão pequenino e fofinho.

Agachei-me para conversar com ele:
– Eu sou um duende, sabes? Os duendes da fábrica do Pai Natal!- afirmou com um ar engraçado.
– Ah! Olha, deixas-me entrar aí para dentro?
 – Não, aqui ninguém entra… - informou ele com um ar muito zangado.
– Por favor, estou sozinha- implorei….
Quando observei a GRANDE FÁBRICA DE BRINQUEDOS DO PAI NATAL, fiquei em estado de choque e implorei a um duende:
 – Por favor, deixa-me visitar o Pai Natal………

– Anda, eu levo-te… – sugeriu-me.
O Pai Natal estava ali, sentado num grande trono. Parecia o rei a comandar no seu grande reino, ou o primeiro-ministro a comandar o seu povo, ou o general a comandar as suas tropas. Fui falar com ele:
– Olá, querido Pai Natal. Chamo-me Mariana.- referi apressadamente para o conhecer.
– Olá, querida! Senta-te aqui ao meu colo. Conta-me lá por que razão me vieste visitar…- afirmou o Pai Natal  espantado por ter uma visita.                                                            
– Queria conhecer-te. – respondi.
– Então, e o que queres para o Natal?- interrogou-me ele.
– Gostava de receber um telemóvel novo. Mas os meus pais não concordam…- comentei tristemente.
– Oh… Mais do que isso é importante ter paz, amor, carinho, lar, casa, amigos...         

          Francisca Cruz, 6.ºB n.º2

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Contos de Natal

Um sonho maravilhoso



Na véspera de Natal, pela noite, estava eu deitado, quando adormeci.
Dei por mim num monte, mesmo à minha frente, numa grande rocha. Presumi que seria a entrada da gruta do “Ali Babá” e exclamei:
Abre-te, Sésamo!

E naquele mesmo instante, a rocha moveu-se e deslindou-se um grande segredo. Apoderou-se de mim um grande medo!
Lá dentro havia muitas moedas de ouro, coisas preciosas e num cantinho, encontravam-se enfeites de Natal e setas a apontar para uma porta gigante e dourada.
Entro, não entro?- pensei com hesitação.
Lá decidi entrar, mas ao passar a porta, assustei-me com um homem alto, velho e gordo vestido de vermelho, com barbas grandes e com uns homenzinhos de orelhas bicudas, muito baixos, barbas grandes e vestidos de verde-escuro que me estavam a entregar um casaco.
Como é que se chamam? – interroguei, espantado.
Eu chamo-me Pai Natal!!!
E nós somos os seus ajudantes!- declararam os homenzinhos.- Como te chamas?-perguntaram-me em coro.
Chamo-me Duarte.
Então, vem connosco para te aqueceres!
Está bem! Mas já agora onde estou?
Tem calma, estás na dimensão do Natal!
Já dentro do edifício, perguntei:
Pode fazer-me uma visita guiada?
Sim, vem comigo! Aqui é o correio, ali a fábrica, ali o buffet, ali ao fundo a oficina de reparação. Aqui é a enfermaria e no estábulo estão as minhas renas ao lado o armazém da comida.
Voltei à gruta e reparei que estava tudo a desaparecer. De repente, apareceu um buraco debaixo de mim e eu acordei.
Que sonho maravilhoso! — comentei deliciado.
Acreditem nos vossos sonhos que, por vezes, se podem tornar realidade!

Duarte Cruz, 6.ºB

sábado, 20 de dezembro de 2014

Conto de Natal


Numa noite gelada, nevava, os telhados branquinhos pareciam um postal. Eu estava no jardim a construir bonecos de neve. Uma corrente de ar fria dirigiu-me para uma luz dourada e brilhante que fazia reflexo na minha cara e me iluminava.

Hesitei um bocado, mas agarrei coragem e abri a porta. Qual não foi o meu espanto ao entrar e ver tudo revestido de talha dourada. Então, pensei ”É uma gruta de ouro!?”. Do outro lado da gruta, havia outra porta, mas não me interessei.

Em primeiro lugar, comecei a tirar fotos aos quadrados colocados na parede e verifiquei que no canto inferior direito estava escrito ” Abram a porta e ajudem-me”.
Eu abri a porta, de repente, ficou tudo branco, esfreguei os olhos e quando os voltei a abrir, vi o Pai Natal atarefado com os duendes. Perguntei:

— Olá, chamo-me Bárbara e queria muito ajudar-te, posso?
—  Muito bem- respondeu surpreendido —  Acho que podes. Se quiseres, podes andar no meu trenó e entregar os presentes, mas primeiro há um duende que está aleijado. Será que o podes ajudar?
— Sim, com muito gosto, é por isso que abri a porta – afirmei eu.

Quando cheguei à sala onde estava o duende, pus-lhe uma ligadura com remédio. Ele agradeceu-me. No fim, coloquei um cobertor para ele descansar.
Voltei para casa e acabei o boneco de neve. 



Bárbara Vinhas, 6.ºC

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Conto de Natal


A três dias do Natal eu andava a passear na terra de Ali quando me deparei com o rochedo Sésamo e ordenei:
— Abre-te, Sésamo!
Ao entrar, fiquei com os olhos brilhantes por ver tanta riqueza e tesouros.

Visualizei tudo até me deparar com uma porta dourada. Estava com medo de entrar, porque podia ser uma coisa amaldiçoada, mas por outro lado a minha curiosidade roía-me por dentro. Ao entrar, descobri milhares de enfeites de Natal. Como estávamos na época Natalícia eu não hesitei em pegar num saco e guardar alguns daqueles tesouros de Natal. Repentinamente, ouvi passos e larguei tudo o que tinha na mão. Tentei-me esconder. Muito curiosa, sussurrei:
 — Quem está aí?
 E uma voz meiga e calma respondeu:
  — Sou eu, Ali, o dono desta gruta.
Ali percebeu que estava a esconder os enfeites dele e então comentou:
— Eu sei que estavas a levar estes tesouros. Mas não te preocupes, leva tudo o que quiseres com uma condição.
— Qual é?- perguntei eu, entusiasmada.
— É construirmos uma gigantesca árvore de Natal no meio da praça.

Eu sentia-me muito contente e aceitei a condição. No dia seguinte, toda a gente da aldeia nos ajudou nesta iniciativa.



Quando me dirigia para casa, olhei para a praça e qual não foi o meu espanto quando vi: ma árvore repleta de luz, fitas luxuosas como as jóias dos reis e uma estrela, mais brilhante do que as outras estrelas do céu, enchia a terra de luz.

Diana Silva, 6.ºB

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

a insustentável leveza dos ideais…

a propósito do dia internacional das migrações 


         Os media informam-nos, quase todos os dias, de datas festivas a comemorar. Há dias dedicados a tudo (é a mãe, o pai, a mulher, a criança, os namorados, os amigo, os avós, a televisão, a água, o mar, o ambiente, a Filosofia, Portugal…). Pois bem, este infindável lista conta também com o Dia Internacional das Migrações, comemorado hoje, a 18 de dezembro.

         Às vezes penso a que propósito se instituiu um dia para quase todas as coisas do mundo… Afinal, são vários os temas que nos devem preocupar (desde os problemas de ordem natural, aos fatores de risco social e humano). Porém, não seria suposto lembrarmos todos os dias esses exemplos? Não deveríamos aproveitar cada momento para dizer à nossa mãe como ela é especial, ou agir de forma ética perante o meio ambiente? E não deveríamos, também, colocar em debate a questão das migrações?

         Após as vagas de emigração do século XX, no ano 2000, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o dia 18 de dezembro como o Dia Internacional das Migrações, uma vez que em 1990, no mesmo dia, havia sido adotada uma Convenção Internacional que visava proteger os direitos de todos os trabalhadores migrantes e dos membros das suas famílias.
 

Fig. 1 - Mapa sobre os fluxos migratórios do final do século XX


           Há, atualmente, 232 milhões de seres humanos que vivem fora do país que os viu nascer. O que significa isto para as diversas sociedades? Até que ponto é que um Estado democrático e igualitário deve aprovar a entrada de migrantes de vários países? Em que condições viverão esses seres humanos? Deverão ter os mesmos estatutos que os outros cidadãos? Que efeitos têm os fenómenos de migrações nas culturas do mundo? Até onde se pode levar o conceito de Globalização? Que riscos e consequências? Que mundo estamos a criar?
          São inúmeras as questões que se levantam, e que exigem a pesquisa de alguma informação sobre a legislação já existente, sobre a diplomacia, o direito internacional, entre outros. As respostas não são fáceis de alcançar, mas há problemas à espera de (re)solução. Teremos criadas bases éticas sustentadas que permitam um mundo melhor para os migrantes, mas que garanta a preservação da diversidade cultural nos países de chegada?


Fig. 2 - a necessidade da Ética


Depois de pensar eticamente nestes temas, vem o agir, porque, como diz o poema de Manuel Alegre, ''Com mãos se faz a paz se faz a guerra./ Com mãos tudo se faz e se desfaz'' e porque ''nas tuas mãos começa a liberdade.''.
Refletiríamos sobre estas problemáticas se não nos avisassem que hoje se comemora o Dia Internacional das Migrações? Teremos ''mãos eticamente conscientes'' que permitam melhorar o mundo.
              
  Ana Margarida Simões, 12ºLH


Referências bibliográficas:
United Nations. (s/d). International Migrants DayDisponível em: http://www.un.org/en/events/migrantsday/


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A misteriosa porta dourada



Num dia tão frio e tão ventoso, no Polo Norte tudo estava branquinho: as florestas, as casas, os carros e uma gruta.
—  O quê? Uma gruta aqui no Polo Norte? – murmurei eu espantada.

Fiquei mesmo muito admirada, aproximei-me dela. Na sua porta destacavam-se duas palavras, que eu repeti:
—  Abre-te, Sésamo!

Num piscar de olhos, a porta abriu-se e parecia que eu tinha ficado cega com tanta luz e tanto brilho.
Pensei:
—  Entro? Não entro? Vou-me embora? Não vou?
Fiquei assim a interrogar-me durante instantes e decidi entrar. Lá dentro reluziam diamantes, ouro, pérolas, enfeites de Natal, mas havia ali uma porta dourada que me chamava a atenção… De dentro, entreouvi uns sons, mais ou menos assim:
—  Ohohoh! 

Tão curiosa, entrei. Logo à primeira vista, vi um homem baixo, gordo, com barba longa e branca que parecia mesmo o Pai Natal. Perguntei-lhe:
—  Quem é o senhor?
— Ohohoh! Eu sou o Pai Natal.

O homem, já velhinho, apresentou-me a sua gruta. Por todo o lado, espalhavam-se milhares de brinquedos, todos produzidos pelos duendes, os seus assistentes.
A minha cabeça continuava a pensar de quem seria aquele tesouro…
—  Olhe, pode-me explicar porque é que do outro lado da gruta havia tanto dinheiro, diamantes…
—  Claro que posso! Foram as riquezas que eu consegui juntar para, no Natal, ajudar e distribuir pelas famílias pobres que vivem como animais ou ainda pior.
—  Como consegue ser tão generoso? Dar aos outros e ficar com tão pouco para si?
—  É esse o espírito do Natal, partilhar, ajudar, estar em família…

Saí daquela gruta e dirigi-me para casa. Assim entendi melhor o significado do Natal.

Ângela Cruz, 6.ºC

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Contos de Natal

Um dia muito especial

As ruas cobriam-se de neve, as crianças brincavam alegremente, fazendo bonecos, até que algo me chamou a atenção: era uma gruta. Repentinamente, vi uma rena a passar, escondi-me para não a assustar.

 Abre-te, Sésamo! - ordenou a rena.


Fiquei pasmada, não só por a rena ter falado, como pela pedra se ter movido. Passado algum tempo, a rena voltou e exclamou:
 Bem, está tudo em ordem, vou-me embora!

Quando já não a avistava, aproximei-me da gruta com curiosidade e ordenei:
 Abre-te, Sésamo!
A gruta abriu-se. Cada vez mais curiosa, entrei. Qual não foi o meu espanto, quando vi presentes, enfeites… decorações que tinham a ver com o Natal.


No fundo da gruta, existia uma porta dourada. Aproximei-me, estava encostada, não hesitei e entrei. Em cima duma almofada, encontrava-se uma estrela espantosa, que brilhava sem parar e aproximei-me dela. Sem saber, havia uma pedra mágica, onde pus o pé. Sem dar conta, fui parar a uma cidade mágica. Os presentes tinham asas, as renas andavam de um lado para o outro atarefadas e falavam. Não consegui descrever tanta emoção!

Naquele local mágico, encontrei um duende verde, questionei onde me encontrava naquele momento e ele respondeu:
 Não sabes onde estás? Estás na terra mágica, na cidade do Natal, onde a magia não tem fim!

Eu encontrava-me num sítio mágico e desconhecido, onde nunca tinha ido. Nem podia acreditar! O duende exclamou:
 Anda comigo, eu apresento-te a cidade e as pessoas que cá vivem!
 Está bem, estou ansiosa por conhecer as pessoas que vivem neste local mágico!

De repente, aproximei-me duma fábrica, os duendes que lá trabalhavam estavam em greve, porque ainda não tinham recebido o ordenado daquele mês e eu indaguei:
 O que se passa aqui? Porque estão tão frustrados?
Eles responderam:
 Estamos em greve, ainda não recebemos o salário deste mês!
 Não é caso para estarem revoltados. O vosso patrão pode não ter possibilidades para vos pagar agora, mas mais tarde poderá fazê-lo! Quem é o proprietário desta fábrica? - perguntei eu.
 É o Pai Natal!

Decidi ir conversar com ele.
 Olá, a que se deve esta visita?- questionou o Pai Natal.
 Os duendes estão lá fora completamente desmotivados- contei-lhe eu.
 Eu sei, eu sei, neste Natal tem sido complicado, as crianças têm feito menos pedidos, há uma menor produção.
 De qualquer das formas o melhor é arregaçar as mangas e começar o trabalho!- aconselhei eu.
— Abrimos as portas da fábrica e começámos a trabalhar.
O Pai Natal achou que o seu trenó já estava a envelhecer. Então decidiu modernizá-lo.
 Eis o que é preciso arranjar!-pensou o Pai Natal todo entusiasmado.


Era preciso sobretudo informar-se sobre o meio de transporte mais apropriado. Mas antes de tudo, dirigiu-se ao estábulo e informou todas as renas de que estavam de férias. Naquela tarde, as renas ficaram espantadas ao ver o seu mestre amado aterrar num avião todo dourado atrás dum pinhal cheio de neve.


O Pai Natal anunciou-lhes:
 Estão oficialmente de férias!
Os olhares das renas entrecruzaram-se. O Pai Natal estava a pô-las de lado. Foram deitar-se muito desoladas, à exceção de uma que saiu com uma atitude feliz, porque não tinha que trabalhar. As outras ficaram a pensar onde ela iria.

No dia seguinte, depois de uma noite bem agitada, as renas viram o avião levantar voo. Passado algum tempo, uma televisão com asas aterrou junto delas a informar de uma aterragem turbulenta de um avião dourado. No ecrã, o lenhador explicou que a causa do acidente foi falta de gasolina.
 Foi uma catástrofe!- afirmou o lenhador.

Uma hora mais tarde, o Pai Natal encontrava-se em cima dum «monstertruck» brilhante. Desta vez o depósito de gasolina estava cheio. O «monstertruck» lançou-se à estrada a altas velocidades até que caiu dentro dum grande buraco. O Pai Natal tinha que encontrar outro meio de transporte mais seguro e adequado. Com efeito, ao anoitecer, em frente de um grupo de jornalistas inquietos, o Pai Natal estreou uma fantástica mota de neve azul. As crianças esperavam pelos seus presentes junto das chaminés…cada dia, cada hora e cada minuto pareciam infinitos...

O Pai Natal andava desesperado e cansado. Então decidiu dormir junto das suas amadas renas. De repente, lembrei-me:
— Porque não compras um trenó novo e voltas a passar as noites de Natal com as tuas renas?
 Por acaso, não é má ideia! Na verdade, é muito feio desprezar as minhas queridas renas que me têm acompanhado ao longo de séculos! Fui sempre muito feliz com elas! - concordou o Pai Natal.


Na tão desejada noite de Natal, todas as crianças tiveram os seus presentes e passaram o Natal felizes. No final da distribuição dos presentes uma das renas exclamou-me:
 Já foi muita agitação por hoje, o melhor é voltares para o teu espaço!

Num estalar de dedos, vi-me novamente dentro da gruta.
Carolina Cardadeiro, 6.ºA

sábado, 13 de dezembro de 2014

a escola e a profissão [continuação]


No dia do encontro vieram crianças com os pais, jovens com os namorados e namoradas, amigos e amigas com risos e gargalhadas e vontade de descobrir o caminho para saber e o Saber para no futuro viver bem ou seja, ter um trabalho que lhes permitisse ganhar dinheiro para ter uma casa, alimentos, construir uma família, ter amigos, ter automóvel, passar ferias em locais bonitos, com saúde, bem-estar e realização pessoal…
Era tanta gente que a reunião teve de se realizar no polivalente. Após alguma confusão, que os encontros entre as pessoas que já não se veem há algum tempo e querem pôr a conversa em dia, proporciona, o colóquio começou, com as pessoas em silêncio.

Quem coordenava as perguntas e respostas era o Diretor da Escola.
Depois de apresentar a Profissão a toda a gente dirigiu-se a ela, cumprimentou-a e iniciou a palestra:

 Em primeiro lugar gostaria que nos falasse de si!
 É estranho, nunca ninguém me tinha pedido isso…. Eu sou o resultado da inteligência do Homem, ou seja, com o aumento de humanos os recursos na Natureza tornaram-se escassos, isto é, os bens que cresciam na Natureza começaram a escassear, a existir em pequena quantidade o que originou a fome provocada pela falta de alimento. Então, ao longo dos tempos, o Homem foi descobrindo técnicas para suplantar essas carências, começando pelos animais, depois pelas sementes, depois utensílios e ferramentas, etc., ao longo de milhares de anos, até chegar aos nossos dias. Ao longo desse tempo foram aparecendo atividades a que as pessoas se dedicavam a tempo inteiro, porque achavam que podiam sobreviver com mais facilidade e porque a vida era mais fácil e porque gostavam, e vieram a chamar-se Profissões.

Assim, começaram por existir caçadores e domadores de animais selvagens, semeadores de sementes e plantadores de plantas e árvores (aos quais se chamaram agricultores), guerreiros para proteger as pessoas (a que chamaram exército),  ferreiros, tecelões, ourives, pedreiros, carpinteiros, barbeiros, saltimbancos, pintores, escultores (a quem chamaram Artistas),comerciantes, contabilistas, políticos, curandeiros e alquimistas (que com formação técnica passaram a chamar-se médicos, enfermeiros, cientistas e mais tarde apareceram mecânicos, engenheiros ( agrónomos, civis, mecânicos, de eletrónica, de eletricidade, de  informática, de agronomia),economistas, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, cientistas, sociólogos, psicólogos, advogados, juízes… e professores, para iniciar toda a caminhada!

 Então a profissão é um tipo de trabalho? – perguntou o diretor.
 Claro! É um trabalho especializado - respondeu a Profissão. Não é possível a sobrevivência do Homem sem Trabalho; e os que vivem sem trabalhar, vivem à custa de quem trabalha.
 Mas há exceções? – perguntou o diretor
 Claro! São as pessoas que por problemas diversos não podem trabalhar. Por isso é que as pessoas que podem trabalhar e as empresas pagam impostos e descontos para a Segurança Social, para lhes dar apoio.
 Mas há gente que se aproveita… - continuou o diretor.
 Pois há….O que é injusto e anti-social….
 Como é cada um sabe qual a sua profissão?

 Bem, esta é a parte mais difícil. Antes desta obrigação de frequentar a escola os jovens confrontavam-se com o trabalho, iam experimentando aqui e ali, muitos seguiam as profissões dos pais ou dos vizinhos, ou de feirantes que apareciam nos mercados.
Antigamente, não havia os problemas que há hoje com o desemprego e as pessoas escolhiam, em função da qualidade de vida e do gosto pela atividade. Hoje é mais complicado, devido às tecnologias que exigem menos mão-de-obra e mais especialização e por conseguinte mais estudo. A melhor forma de um jovem saber o que gostaria de fazer na vida é ler, falar com pais, professores e pessoas conhecidas que tenham uma profissão, ver na Internet as profissões que há, visitar feiras, fazer testes psicotécnicos, frequentar cursos nas escolas em que sintam vontade de estudar e aprender, ligarem- se à escola onde andam a aprender a trabalhar para terem uma oportunidade em adultos de ter uma boa vida e Viver Bem…

 Sobre as características de cada profissão…. – perguntou o Diretor

 Bom, isso fica para a segunda parte com o nome: As Profissões e o Homem – respondeu a Profissão com um sorriso!

Carlos Catarino

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

a escola e a profissão [primeira parte]


Andava certo dia a Profissão a deambular pelas ruas da cidade de Coimbra quando, já cansada, se sentou num banco de pedra, junto a um muro também ele de pedra, mas muito mal tratado.
Sentada, com o aspeto do pensador de Rodin, com a diferença que tinha a bochecha encostada à palma da mão direita e o outro braço descaído em sinal de desalento, começou então a dizer mal de si e do mundo, de tudo e de todos, numa revolta incontida que libertava energias tão negativas que até fizeram estremecer o muro a que estava encostada.

−− Que chatice! - ouviu exclamar.

Com ar de estranheza olhou para todo o lado, para baixo, para cima, para os lados e até debaixo do banco, não estivesse lá um qualquer “marmanjo”… , mas não viu ninguém e voltou à  “cisma” em que estava.

−− Deixa-te disso! - ouviu de novo            
−− Mas quem é que está aí? Eu sou uma mulher, mas não tenho medo de nada nem de ninguém! Sou descendente da Mari´ Brites mais conhecida por padeira de Aljubarrota!
−− Para quem é tão valente está muito nervosa….
−− Aiiiii … que eu dou-te um cachação, dou!
−− Acalma-te, eu sou a Escola e estou a tentar comunicar contigo…encosta-te ao muro e escuta….

A descendente da Mari´Brites meio desconfiada, lá fez o que a voz lhe pedia e…sentiu-se confortável encostada aquela parede de pedra de Ançã … e deixou-se ficar ali, tentando ouvir, e adormeceu. Adormeceu e entrou num sonho onde tudo falava: árvores, animais,…e até as casas, por estranho que pareça, e o que elas contavam dos donos …era de corar até …. ao telhado, aos pelos, às folhas,… (ahahah, riu-se para dentro a Profissão).
No meio dessa confusão toda, a escola dirigiu-se a ela e apresentou-se:

 −− Eu sou a escola de Santo António , aquele que dava sermões aos peixes…. Ahahah riu-se a Profissão, rematando, aquela que tem montes de heterónimos… como um tal Fernando que era pessoa.

  −− Uuau! Exclamou a escola rindo-se com a piada. Fala-me dos teus heterónimos, continuou a escola.

−− De certeza que queres? Aí vão: engenheiro, médico, advogado, juiz, mecânico, construtor civil, militar, polícia, eletricista, agricultor, professor, economista, enfermeiro, cientista, jardineiro,….Queres mais?
−− Não é preciso, exclamou a escola com espanto, é que nunca vi tanto heterónimo…, nem os escritores… já agora podíamos falar sobre ti mais detalhadamente …queres?
−− Tudo bem …então diz… disponibilizou-se a Profissão
−− Sabes, nós aqui construímos profissões, ou seja, saberes como os teus…não queres cooperar connosco?
−− Como?
Olha, falando e esclarecendo os jovens sobre o significado e objetivo de cada profissão e a importância de cada uma. Assim cada um tentar descobrir o mais cedo possível o que quer aprender para a profissão que gostaria de exercer quando for adulto e iniciar a sua vida no mundo do trabalho…
−− Boa ideia! Exclamou eufórica a profissão

Combinou-se então um seminário de entrada livre para jovens e menos jovens com o slogan: “ Importância de Saber, para Bem Viver – a Profissão que eu queria ter!

Continua..., por isso, passa por cá amanhã.

Fernando Catarino

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

a insustentável leveza dos ideais




Simbolicamente, o mês de dezembro é um mês que congrega muitos ideais. Para muitos seres humanos é o mês do nascimento de Jesus Cristo, arauto da paz e do amor entre os homens. Talvez por isso, instâncias internacionais como a ONU, atribuíram um significado especial a vários dos dias do mês de dezembro: dia da pessoa com deficiência, dia do voluntário, dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos, Dia das migrações… Porém, nenhum dos ideais subjacentes a estes dias ganha consistência sem indignação.

Indignação? O que é isso?
Creio que em breve a palavra indignação não constará nos dicionários. Todos os dias ouvimos pessoas descontentes com a sua vida, com o seu país… Dizem-se indignados com as situações que atravessam, mas nada fazem para as mudar. Bem, não tenho aqui um dicionário à mão, mas tenho a certeza de que estar indignado implica exatamente isso: esforçarmo-nos para mudar o que nos desagrada.
Mas estes supostos indignados de hoje não são mais do que um exemplo da Lei da Inércia: “um corpo em repouso tende a permanecer em repouso”. As pessoas queixam-se, queixam-se, mas continuam sem lutar, continuam “em repouso”, continuam inertes.
Há uns séculos, ainda antes da assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o povo revoltava-se, pegava em forquilhas, tochas e saía à rua: indignava-se! Hoje, que temos esse direito garantido, nada fazemos.
Einstein disse certa vez: “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. E ainda não estou certo quanto ao universo.” E aparentemente tinha razão. Não temos direito à indignação? Temos. Se não o fazemos é por pura estupidez. Está na hora de mudar isso.


Rui Simões, 11.º CT4

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A ler... Histórias de Encantar

Boletim Bibliográfico n.º 13 da Biblioteca Escolar Carlos de Oliveira



As histórias de encantar fazem-nos sonhar. 

Aproximam-nos afetivamente do mundo. Contam-nos como tudo é difícil e como é possível encontrar o bom caminho no meio das agruras da vida. 

Para os mais e menos pequeninos, sugerimos histórias de encantar.

sábado, 29 de novembro de 2014

a ciência também é cultura…



energias alternativas: fotossíntese artificial


    No mundo atual as necessidades energéticas são crescentes, verificando-se um aumento da procura de combustíveis fósseis e daí resulta a inflação dos preços de energia. O uso destas fontes, economicamente viáveis, tem sob o meio ambiente resultados nefastos, sobretudo no índice de poluição atmosférica. Na procura de energias alternativas, a comunidade científica tem direccionado investigações que consigam dar resposta às necessidades de consumo. 
   Na tentativa de encontrar a solução para este problema, vários cientistas têm procurado novos processos biológicos para a obtenção de energias renováveis, menos poluentes. Recentemente foram realizados ensaios laboratoriais que abrem um bom presságio. Foi possível desenvolver um método que reproduz de forma artificial a fotossíntese, visando a obter uma energia renovável mais eficiente.
     A fotossíntese é um processo de obtenção de energia realizado pelos seres clorofilados. Este processo ocorre nestes seres a nível celular e consiste na conversão da luz solar em energia química utilizável, havendo durante o processo o consumo de moléculas de água e a libertação de átomos de hidrogénio. O processo de fotossíntese alternativa baseia-se numa produção mais rápida de hidrogénio comparativamente ao fenómeno que ocorre na natureza. Esta nova técnica é fundamentada num sistema de produção de hidrogénio, através da criação de gerações de conversores solares, que ao captarem a luz irão desencadear um conjunto de reacções que levará à obtenção artificial de electrões de hidrogénio.
     Como explica o Professor Julea Butt, chefe de pesquisa da Escola de Química e Faculdade de Ciências Biológicas da Universidade de East Anglia, o objectivo é “construir um sistema de fotossíntese artificial, através de pequenos painéis solares em micróbios. Estes aproveitarão a luz solar e impulsionarão a produção de hidrogénio”.
      Um futuro sustentável só será possível com equilíbrio. Os recursos escasseiam e a cada dia que passa as consequências estão perto da irreversibilidade.
       A natureza humana tem mostrado capacidades que suplanta desafios inimagináveis. Esta nova energia alternativa poderá ser a chave para o problema que todos queremos ver resolvido. Podemos estar mais perto de um futuro verde.


Ilustração 1 - Imagem que ilustra o funcionamento da fotossíntese artificial reproduzida em laboratório



Bárbara Lopes




Lista de referências bibliográficas:

 

Bio Vida. (2012, março 28). Nanotecnologia, fotossíntese e energias renováveis... Que combinação. Disponível em: http://bio-stuff-can.blogspot.pt/2012/05/nanotecnologia-fotossintese-e-energias.html
FutureLab. (2013). Cientistas tentam recriar a fotossíntese artificialmente para obeterem energia renovável eficiente. Disponível em: http://www.futurelab.com.br/site/futurelab_blog/cientistas-tentam-recriar-a-fotossintese-artificialmente-para-obeterem-energia-renovavel-eficiente/

Inovação tecnológica. (2012). Hidrogénio solar é produzido com nano cristais inorgânicos. Disponível em: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=hidrogenio-solar-produzido-nanocristais-inorganicos&id=010115121119#.VHEBWYusU5U