quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Oficina de Escrita

Equador, história de uma vida



Equador, romance escrito por Miguel Sousa Tavares, leva-nos a viajar até ao passado, até S. Tomé e Príncipe. Retrata-nos um tempo em que D. Carlos de Portugal era vivo e governava sobre todas as colónias portuguesas no mundo.


Esta obra foi bem concebida, pois revela hábitos, costumes e segredos do início do século XX. Miguel Sousa Tavares preocupou-se em pesquisar, em diversas fontes, os diferentes aspetos da vida quotidiana daquela época.

Personagens bem caracterizadas e ambientes bem descritos são elementos que, ao lermos este romance, nos permitem visualizar mentalmente o contexto histórico em que se situa esta narrativa.


O autor procurou evidenciar o requinte habitual das grandes obras de cariz histórico. Podemos encontrar nesta narrativa grandes acontecimentos, tais como o famoso regicídio e o Ultimatum Inglês. Este livro retrata a política, os hábitos e costumes nas antigas colónias portuguesas, centrados, no que a este romance diz respeito, à colónia de S. Tomé e Príncipe, nos finais do século XIX e início do século XX.
 É o casamento perfeito entre a História e a ficção. Para mim, é um grande livro, sem dúvida.


Trabalho realizado por:

Mário Daniel Domingos, nº 13, 9ºA

Oficina de Escrita

Contextualização histórica do conto A aia de Eça de Queirós


O conto A aia está repleto de características ligadas à História.
Para começar, a história narrada situa-se entre os séculos XII e XIV, épocas onde existiam aias, que cuidavam e educavam os filhos do Rei. Outro aspeto eram as guerras, supostamente contra os mouros, nas famosas cruzadas.

Naquele tempo, as batalhas entre irmãos, (no caso desta narrativa, o Rei e o seu irmão bastardo), eram comuns visto que eles invejavam os herdeiros ao trono. Para tais batalhas, o inimigo do trono real recrutava grandes exércitos para poder tomar o trono.

Já no século XII, existiam distinções entre classes sociais. Nesta história, esta constatação é comprovada pelo material de fabrico dos berços dos bebés, um de marfim, pertencente à casa real, e o outro de verga, pertencente à “classe dos escravos”. Apesar dessa distinção, dormiam as duas crianças no mesmo quarto (ou câmara) e eram amamentados pela mesma pessoa, ou seja, a ama (ou aia).


Como referido anteriormente, os ataques ao trono eram constantes. Neste conto, na sequência da morte do Rei, o reino fica desorientado. O tio bastardo tinha o caminho livre para chegar ao trono, exceto o príncipe. Como norma, para alguém exterior à linha de sucessão ao trono ser Rei, era preciso fazer um atentado à casa Real. Foi o caso deste enredo. Contudo, o que não é normal numa corte é a aia pôr-se no caminho do tio, trocando a vida do seu filho pelo seu príncipe. Isto, se acontecesse, seria motivo de recompensa visto que era uma benfeitoria pelo reino. Foi isso que aconteceu. Foram à câmara dos tesouros, habitual nos palácios da altura, onde guardavam as riquezas e os saques do reino, para recompensar o feito heroico da aia.


Este conto não é só uma narrativa de ficção, mas também a caracterização de um espaço social concreto – o ambiente de corte na Idade Média.


Mário Domingos, nº13, 9ºA

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Oficina de escrita

A importância de um bom amigo

Na minha opinião, é importante ter um bom amigo já que está connosco nos bons e maus momentos. É muito bom poder conversar com alguém em quem confiamos e que também nos ajuda a solucionar os problemas e que não tem medo de nos dizer a verdade, porque sabe que não é isso que vai acabar com a nossa amizade.
Um exemplo de uma boa amizade é aquela que tenho com a minha melhor amiga, pois somos amigas há sete anos e nenhuma pessoa conseguiu acabar com a nossa amizade, até agora. Outro exemplo é aquele que tenho com outra rapariga, conhecemo-nos há três anos e parece que somos irmãs, talvez eu pense assim porque nos ajudamos mutuamente.
Em conclusão, a amizade é um sentimento muito nobre e muito importante na nossa vida. Sem a amizade a vida torna-se difícil e acho que ninguém, por mais que tente, consegue viver sem amigos.
A amizade é um sentimento impossível de descrever por palavras, apenas por gestos é que isso é possível.

                          




                                                                                                                             Trabalho elaborado por:

                                                                                                                             Rita Manco, Nº 14, 7ºA

Publicado em 9 de dezembro  de 2013

Oficina de escrita

A importância de um bom amigo

               Na minha opinião todas as pessoas necessitam de um amigo em quem possam confiar.
            Penso que ser amigo é ouvir o outro, partilhar todos os bons e maus momentos. Por um lado, é agradável poder conversar de forma aberta e sem preconceitos, mas, por outro lado, nem todos os amigos que temos são verdadeiros e devemos saber em quem confiar, pois a confiança é algo muito importante numa amizade.
            No meu dia a dia, quanto mais conheço as pessoas,  mais comprovo a ideia de que a amizade é um bem raro e que, ao longo da vida, poucos bons amigos teremos.
            Por mais discussões que dois amigos possam ter, eu acho que sempre se conseguirão reconciliar pois, na minha opinião, um amigo que vai e não volta nunca foi nosso amigo.
            Já vivi situações em que tive vários conflitos e, no final, só três pessoas me apoiaram e me acalmaram, impedindo-me de cometer algum erro.
            Assim, concluo que a amizade é um sentimento nobre e muito importante, pois com ela consigo encarar todos os problemas que tenho.
Com a amizade a minha vida faz sentido.


                     

Trabalho realizado por:

Laura Franco nº 14 7ºB

Ana Filipa Silva nº 2 7ºB



Publicado em 9 de dezembro de 2013



Tempo de Leitura: Encontro com Miguel Torga

Para conhecer um escritor nada melhor que apurar os sentidos e saborear a melodia das suas palavras.
No poema Bucólica de Miguel Torga,deixa-te envolver no íntimo contacto com a mãe Natureza, na sua dureza primitiva mas também na sua simplicidade e delicadeza.

BUCÓLICA
A vida é feita de nadas:
De grandes serras paradas
À espera de movimento;
De searas onduladas
Pelo vento;

De casas de moradia
Caiadas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;

De poeira;
De sombra duma figueira;
De ver esta maravilha:
Meu Pai erguer uma videira
Como uma mãe faz a trança à filha.


           Miguel Torga, Diário I, Ed. do Autor



Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha, foi dos mais destacados poetas e escritores do século XX. Atividade que exerceu, em simultâneo, com a profissão de médico.
Nasceu na aldeia transmontana de São Martinho de Anta, distrito de Vila Real, a 12 de agosto de 1907 e morreu a 17 de janeiro de 1995. O meio agreste onde cresceu e a vida dura moldaram-lhe o caráter. Consta que era pouco sociável, mas sensível aos problemas humanos e sociais e muito ligado às suas raízes culturais, como se pode constatar pelo que escreveu e pela sua atuação enquanto cidadão. A própria escolha do apelido Torga evidencia a sua ligação à terra, pois torga é o nome dado à urze campestre que sobrevive nas fragas das montanhas, com raízes muito duras infiltradas por entre as rochas.

Com 13 anos, depois de terminar a escola primária foi para o Brasil para casa de uns tios, onde teve uma vida dura. No ano seguinte, regressou a Portugal com o tio que resolveu custear-lhe os estudos. Fez o liceu em três anos e, em 1928, ingressou na Faculdade de Medicina de Coimbra tendo terminado o curso, em 1933.
Iniciou a sua carreira de médico na sua aldeia, mas acabou por se fixar em Coimbra, onde viveu até morrer. Casou com uma professora universitária belga, Andrée Crabbé com quem teve uma filha (Clara Rocha), em 1955.

A sua carreira literária iniciou-se com sua entrada na universidade, ao publicar a obra poética Ansiedade que esgotou, seguindo-se Rampa com sucesso idêntico. Destacou-se como poeta e contista, embora a sua obra seja multifacetada. As obras mais lidas são: A Criação do Mundo, autobiografia ficcionada (5 volumes, 1937, 1938, 1939, 1974, 1981), Bichos (contos, 1940), Contos da Montanha (1941),Novos Contos da Montanha (1944), Diário (16 volumes, 1941 - 1993).

Foi várias vezes candidato ao Prémio Nobel da Literatura, no entanto ganhou vários prémios entre eles, destacam-se o Grande Prémio Internacional da Poesia, da XII Bienal de Knokke-Heist (Bélgica), em 1976; o prémio Camões em 1989; em janeiro de 1991, a revista Le Cheval de Troie dedicou-lhe um número especial. Em 1993, publicou o último volume de o Diário e, em 1995 faleceu, deixando-nos a sua riquíssima obra. Esta está traduzida em várias línguas, inclusivamente em Chinês e Japonês. Atualmente,a casa onde viveu, em Coimbra, é casa museu.





Publicado em 4 de dezembro de 2013


domingo, 1 de dezembro de 2013

No Caminho da Ciência: Perceber o Céu

Olhar para o céu noturno e estudar estrelas, planetas, cometas e os demais corpos celestes é algo que acompanha a humanidade há séculos.


É neste universo que se situa o sistema solar, formado por um conjunto de oito planetas, sendo um deles a Terra ( planeta onde habitamos, também chamado de planeta azul) e ainda satélites naturais, milhares de asteróides e cometas que se ligam ao Sol - a única estrela deste sistema planetário - através da gravidade.
Sistema solar

O sistema solar também é composto por uma grande quantidade de gases e poeiras interplanetárias. Este Sistema Planetário situa-se na Via Láctea.
A sua formação  remonta há aproximadamente 4,6 biliões de anos. De acordo com astrónomos, o Sistema Solar foi formado a partir de uma mesma nuvem de poeira e gás. Esta nuvem é conhecida como Nebulosa Solar Primitiva. Em algum momento, ocorreu um colapso desta nuvem, provocando o fim do seu equilíbrio gravitacional e gerando a sua contração, dando início à formação do Sistema Solar.



O nome Nicolau Copérnico, famoso astrónomo e matemático polaco que viveu entre os séculos XV e XVI, está ligado à defesa do heliocentrismo -  teoria que afirma que o Sol é o centro do Sistema Solar - opondo-se assim ao geocentrismo -  teoria aceite na época, e que afirmava que a Terra era o centro do universo. É bastante significativo o contributo deste astrónomo para o desenvolvimento da astronomia.  

Copérnico

As primeiras observações, no entanto, eram realizadas a olho nu e o alcance limitava-se à visão humana. A invenção da luneta por Galileu, no início do século XVII, representou um marco nas técnicas de observação.
Galileu Galilei foi um dos grandes cientistas da História tendo dado grandes contributos, nomeadamente, no campo da astronomia e da física. As suas descobertas foram verdadeiramente notáveis, tendo revolucionado a forma de se fazer ciência. Foi o primeiro a utilizar o telescópio para observações astronómicas, abraçou e defendeu publicamente a teoria copernicana de um universo heliocêntrico e de uma Terra móvel, entre muitas outras contribuições. A importância de Galileu para a ciência é tal que é considerado como o pai da ciência moderna.

Galileu Galilei

Atualmente, potentes telescópios e outros instrumentos rastreiam o universo e protagonizam descobertas fascinantes.
Através destas tecnologias, a NASA descobriu que o planeta, em tempos, mais semelhante ao nosso é Marte, o quarto planeta do Sistema solar, também chamado planeta vermelho. 
Os cientistas desta organização foram acumulando provas de que houve água em Marte. Para isso, este planeta teria de ter uma atmosfera mais densa. Permanece a dúvida sobre essa atmosfera, para onde terá ido?

Para mais informações consulta ainda os seguintes sites:







Tempo de Leitura: Descobrir Virgínia Woolf

       Virginia woolf, escritora britânica, nasceu, em Londres, em 1882 e morreu em 1941, afogando-se no rio Ouse perto da casa onde vivia.
        A sua infância foi passada, em Londres, numa grande mansão, com os pais, três irmãos e sete criados. Como os pais pertenciam à elite intelectual da época, pôde conviver com grandes  escritores como Thomas Hardy e Henry James, o que contribuiu para lhe despertar desde cedo o seu interesse pela literatura.


     O pai, Leslie Stephen, foi um notável  historiador, crítico, biógrafo e editor, sendo, também, o autor do primeiro Dicionário de Biografia Nacional britânico.  A mãe, modelo, pousou  para  pintores e fotógrafos, entre os quais se destacara uma tia-avó, Júlia Cameron. A arte da fotografia dava, por essa altura, os primeiros passos.
    Depois da morte do pai, ela e os irmãos vão viver para Bloomsbury, bairro londrino, frequentado por uma classe média-alta e onde se forma o famoso grupo de intelectuais “ The Bloomsbury Group“ que se reunia, semanalmente, para discutir os problemas sociais, políticos e literários. Virginia e a sua irmã Vanessa eram as únicas mulheres que faziam parte desse grupo, do qual se destacaram figuras como T.S.Elliot, Clive Bell, Maynard Keynes e Edward Woolf, amigos de  escola de Thoby, o irmão mais velho.
     Em 1912, casou-se com Edward Woolf, crítico literário e decidem viver da escrita e do jornalismo. Mudam-se para Richmond. Em 1917, o marido decide comprar uma tipografia para a ajudar a recuperar de mais uma depressão resultante do falecimento do seu irmão mais velho,Thoby. Esta tipografia resultou num negócio, vocacionado mais para a edição de trabalhos experimentais, a Hogarth Press. Durante este período, Virginia desenvolveu paralelamente o trabalho de escritora e de editora.

     A sua obra é vasta e variada; escreveu contos, biografias, ensaios, poesia e romances.  Em 1915, é publicado o seu primeiro romance “ Voyage Out” seguindo-se a primeira coleção de contos “ Segunda ou Terça ” (1921), “O quarto de Jacob”(1922), “Mrs Dalloway “(1924), “ Rumo ao Farol” (1927) e “As ondas “ (1931).  Com estes três últimos romances conquista a fama. A sua carreira literária é interrompida com o seu suicídio após o lançamento da obra “ Entre os Atos” (1941).
  Virginia woolf  foi uma mulher irreverente e talentosa,  transgredindo as tradições literárias, políticas e sociais da era vitoriana e uma das primeiras escritoras modernistas. 

  A informação recolhida no site: Virginia Woolf Society of Great Britain   


  Para saber mais clica em:  

Publicado em 27 de novembro de 2013

Tempo de Leitura: Ao encontro de João Pedro Mésseder

João Pedro Mésseder é o nome literário de José António Gomes. Nasceu no Porto em 1957. Formou-se em Filologia Germânica na Faculdade de Letras do Porto e doutorou-se em Literatura Portuguesa do século XX. Exerce atualmente as funções de Professor Coordenador na Escola Superior de Educação do Porto. Revelou desde bastante jovem uma forte consciência social e política, tendo tido um papel interveniente na luta contra o fascismo e a ditadura. O 25 de abril de 1974 constituiu para este escritor um momento marcante e de felicidade. Os ideais da liberdade e da democracia estiveram sempre presentes na sua vida. A defesa dos mais desfavorecidos e das vítimas da injustiça constitui uma referência no seu percurso de vida. Produziu diversas publicações sobre crítica e investigação literária, organizou antologias dirigidas ao público infantojuvenil, dirigindo a revista Malasartes- Cadernos de Literatura para a Infância e a Juventude. Escreveu para adultos e crianças, mas é no campo da produção literária para o público mais jovem que o seu nome se ergue e se notabiliza, sendo autor de uma vasta obra de cerca de trinta títulos, onde se destacam a poesia e a narrativa. Os seus textos refletem uma escrita inovadora, desafiante e igualmente divertida, estando sempre subjacente a sua voz interventiva e preocupada com mundo e com ser humano. Poderás encontrar na Biblioteca Escolar da E.B. 2/3 Carlos de Oliveira alguns títulos deste escritor. Aqui ficam algumas sugestões de leitura: